ENTÃO, TÁ! – Acordo com EUA sobre base de Alcântara não ameaça soberania nacional, diz ministro

O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, afirmou nesta quinta-feira (28) que o acordo do Brasil com os Estados Unidos sobre a base militar de Alcântara (MA) não ameaça a soberania nacional.

Marcos Pontes deu a declaração ao participar de uma audiência conjunta das comissões de Ciência e Tecnologia e de Relações Exteriores do Senado.

Ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, durante audiência no Senado — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O acordo foi assinado no último dia 18, durante a viagem do presidente Jair Bolsonaro a Washington. Pelo acordo, fica permitido o uso comercial da base.

Na prática, o acordo permite aos Estados Unidos o lançamento de foguetes e de satélites da base. Pelo acordo, o território onde a base está localizada permanece sob jurisdição do governo brasileiro.

“O acordo não ameaça a soberania nacional. Não é a construção de uma base norte-americana, só brasileiros continuarão controlando a base. O Brasil controla o centro de lançamentos como um todo. Tanto as operações quanto o acesso a qualquer parte do centro. Não cedemos nenhuma parte do território nacional nem autorizamos os EUA a lançarem o que quiserem”, declarou o ministro. (PORTAL G1)

SONEGAÇÃO FISCAL – Força-tarefa recupera mais de R$ 195 milhões de débitos tributários

Fruto da atuação conjunta da força-tarefa de combate à sonegação fiscal, formada pelo Ministério Público do Maranhão (por meio das Promotorias de Justiça Regionais de Defesa da Ordem Tributária e Econômica) e Governo do Estado (Secretaria da Fazenda e Procuradoria Geral do Estado) foram devolvidos aos cofres públicos, desde o final de 2018 até agora, mais de R$ 195 milhões.

Valores se referem a débitos de ICMS que eram declarados e não recolhidos ao estado (Foto Ilustração)

Esses valores se referem a débitos de ICMS que eram declarados e não recolhidos ao estado pelas empresas, cujo montante totaliza R$ 1.611.893,268,26.

Segundo o promotor de justiça Cláudio Rebêlo Correia Alencar, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Probidade Administrativa, a força-tarefa encaminhou, em novembro de 2018, 37.489 notificações, por via eletrônica, aos contribuintes inadimplentes. Desse total, 6.159 regularizaram seus débitos, o que propiciou a recuperação de R$ 195.126.489,49 ao erário.

Quanto aos débitos restantes, cujos valores superam R$ 1,4 bilhão, a Secretaria de Fazenda irá repassar a relação dos inadimplentes ao Ministério Público para a instauração de procedimentos administrativos. De acordo com o promotor de justiça, até o oferecimento da denúncia, caso os devedores resolvam mediar um acordo para o pagamento de suas dívidas, poderá ser extinta a punição por sonegação fiscal.

Conforme a Lei 8.137/90, que trata dos crimes contra a ordem tributária, a pena prevista nestes casos é de detenção de seis meses a dois anos, e mais multa.

DESLIZAMENTOS E BURACOS – PDT segue “administrando” São Luís há 30 anos e a culpa é dos “invasores”

O blog do César Durans publicou nesta quinta-feira (27) que o vereador Pavão Filho (PDT), líder do governo municipal na Câmara de São Luís, teria atribuído aos fundadores e invasores da cidade, a culpa pelos constantes deslizamentos de encostas, morros e barreiras em decorrência das fortes chuvas. Durans justifica na matéria, que o parlamentar citou a falta de ‘planejamento’ dos ancestrais ludovicenses, que na época, não usaram normas técnicas para erguer a quase ‘França Equinocial’, e que por isso, passados 400 anos, parte da população da cidade vem sofrendo as consequências.

Em diversas comunidades de São Luís houve deslizamento de encostas e muita buraqueira na malha viária, prejudicando intensamente a população de São Luís (Foto G1MA)

Em sendo registrado esse “histórico” pronunciamento do parlamentar pededtista no plenário da Câmara Municipal, durante a audiência que busca equacionar esse grave problema de ordem estrutural e social que vem prejudicando centenas de famílias de São Luís, faltou Pavão Filho dizer que seu partido está à frente do Executivo de São Luís há praticamente 30 anos.

Desde 1989 o PDT segue administrando a capital maranhense de forma consecutiva, abrindo-se exceção apenas para quatro anos de gestão do ex-prefeito João Castelo (PSDB), que foi rotulada como “herança maldita”, pelo seu sucessor e atual prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT).

Atribuir aos franceses, holandeses e portugueses a culpa pelos transtornos registrados em São Luís por causa do período chuvoso, seria tentar “se proteger da chuva com peneira”. No mínimo, o vereador pedetista deveria expandir parte desta responsabilidade de tantos deslizamentos de terra e buracos na malha viária da cidade, também para os “pedeteses” que ao longo de três décadas pouco fizeram na área de drenagem e outras melhorias no município.

NA HORA DO QUEBRA PAU – Câmara discute plano emergencial de enfrentamento às fortes chuvas em SL

A Câmara Municipal de São Luís realizou, na tarde desta quarta-feira (27), reunião de trabalho durante a qual foram discutidas questões relacionadas ao plano emergencial criado pela Prefeitura para enfrentar os transtornos causados pelas fortes chuvas na capital maranhense.

Ação emergencial foi discutida no plenário que também foi palco de trovoadas entre os vereadores Marquinhos e Genival Alves (Foto Handson Chagas)

Além dos vereadores, participaram do debate os secretários municipais Antônio Araújo (Obras e Serviços Públicos), Andréia Lauande (Assistência Social), Héryco Coqueiro (Segurança com Cidadania) e Jota Pinto (Articulação Política); além de coordenadores da Defesa Civil.

O presidente da Câmara, vereador Osmar Filho (PDT), destacou a importância do debate travado com vistas a alinhar ações desencadeadas tanto pela Prefeitura quanto pelo Poder Legislativo municipal:

“São Luís foi castigada, nestes últimos dias, por chuvas intensas, incomuns, que acabaram deixando diversas famílias desabrigadas, além de inúmeros transtornos em toda a cidade. De forma que agradecemos ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior por ter designado integrantes de sua equipe técnica para participarem deste debate aqui na Câmara Municipal”, declarou o pedetista.

Questionado pelos parlamentares, os secretários municipais fizeram uma explanação sobre os trabalhos realizados por órgãos da Prefeitura mobilizados em uma força-tarefa criada no último final de semana, quando houve ocorrência de fortes chuvas que resultaram em inundações e desmoronamentos.

Andréia Lauande explicou que equipes da Assistência Social estão realizando o atendimento emergencial às famílias afetadas, garantindo a elas condições de sobrevivência. Antônio Araújo afirmou que outras ações estão sendo tomadas na área da infraestrutura urbana.

“Estamos intensificando a limpeza de canais, bueiros e galerias, bem como os serviços de recuperação do pavimento pela cidade e de contenção de erosões provocadas pelas fortes chuvas. Atuando em várias frentes e trabalhando de forma conjunta, esperamos reduzir os impactos, especialmente nas áreas de risco”, frisou.

Ele explicou também que o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo poder público municipal segue as diretrizes do Plano de Contingência, elaborado pela Prefeitura para nortear as ações para atendimento às ocorrências nas áreas de risco.

Em sua fala, o vereador Astro de Ogum advertiu que há riscos iminentes de ocorrências com vítimas fatais, dada a gravidade deste período de inverno rigoroso.

A maioria dos oradores, que se revezaram na tribuna, cobrou um maior planejamento da administração municipal para enfrentar especialmente de graves problemas decorrentes de chuvas intensas na capital maranhense.

Durante a audiência, os vereadores Marquinhos e Genival Alves provocaram um temporal no plenário, ao baterem boca e quase irem às vias de fato. Lamentável!

JMTV 2ª EDIÇÃO – Reportagem “pega na mentira” o secretário Municipal de Saúde Lula Fylho

Uma reportagem do jornalista de rede Alex Barbosa, veiculada nesta quarta-feira (27), no telejornal local JMTV 2ª Edição (TV Mirante), que trata da falta de bolsas de colostomia para usuários que residem no Maranhão, mostrou que o secretário de Saúde de São Luís, Lula Fylho, faltou com a verdade.

Secretário Lula Fylho garantiu que não faltam bolsas de colostomia, mas a reportagem da TV Mirante mostrou o contrário (Foto Internet)

Ao ser questionado pelo repórter sobre a falta do material que é fornecido por sua pasta, por conta de repasses de recursos federais e próprios do Município, Lula Fylho disse que existe disponibilidade da bolsa de colostomia para quem precisa, tanto para residentes na capital maranhense, quanto para pessoas que moram no interior do Estado.

O secretário afirmou à reportagem que o problema poderia ser a falta de dinheiro para compra de passagens por parte de alguns usuários e que por isso, não conseguem  se dirigir ao local de entrega das bolsas. Tanto pessoas do interior, quanto da Ilha. Só que a reportagem, com uma câmera escondida, foi ao local onde são fornecidas as bolsas de colostomia e na ocasião, uma funcionária da Secretaria de Saúde disse que de fato, esse material está em falta há vários meses. Desta vez, Lula Fylho escorregou na própria lábia!

CÂMARA DE SÃO LUÍS – Aprovada em 1º turno emenda à Lei Orgânica que institui quórum mínimo para abertura das sessões

O plenário da Câmara Municipal de São Luís (CMSL) aprovou em primeira votação, por unanimidade, na sessão ordinária realizada nesta quarta-feira, 27, o Projeto de Emenda à Lei Orgânica (Pelo) nº 002/19, que altera o § 3º do Artigo 54 da Lei Orgânica do Município (LOM), que reduz de dezesseis para seis o número mínimo de parlamentares para o início de uma sessão.

O plenário do Legislativo de São Luís aprovou tudo em primeira votação (Foto Paulo Caruá)

A iniciativa pode permitir que as sessões não sejam encerradas tão cedo, possibilitando que os vereadores sigam debatendo assuntos relevantes na Casa – sem direito a votação.
Além disso, pode acabar também com os frequentes pedidos para verificação do número de parlamentares e, consequentemente, o fim precoce das sessões ordinárias do Legislativo por falta de quórum.
Pela regra atual da Lei Orgânica, as sessões somente poderão ser abertas pelo chefe do legislativo ou por outro Membro da Mesa com a presença mínima de 1/3 (um terço) dos seus membros.
A proposta de autoria da Mesa Diretora da Casa foi motivada pelos contínuos entraves ao funcionamento das atividades parlamentares ante à impossibilidade de abertura das sessões ordinárias por falta de quórum, mesmo estando presentes diversos vereadores e cidadãos, que se dirigem ao Legislativo para acompanhar as discussões e debates no Parlamento.
Na opinião do presidente da Casa, vereador Osmar Filho (PDT), as mudanças visam acompanhar uma tendência das demais Casas legislativa no país. “O objetivo é reduzir o quórum para abertura dos trabalhos, fazendo com que a tribuna seja mais utilizada, trazendo o grande expediente mais para próximo o início dos trabalhos. Ou seja, a partir dessa proposta será possível fazer uma série de mudanças no Regimento Interno da Casa”, destacou o parlamentar.
Osmar Filho observou também que a ideia é compatibilizar as atuais disposições regimentais do Legislativo ludovicense ao texto do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, que exige o quórum da décima parte do total de deputados, inclusive com a tolerância de 30 minutos. Ele disse ainda que com a aprovação desta matéria pode ajudar a resolver essa antiga questão a fim de agilizar ainda mais os trabalhos no parlamento municipal.
“A gente observa que as Casas Legislativas como um todo, seja ela municipal, estadual ou até mesmo no Congresso Nacional, procuram modernizar-se, procuram se adequarem às exigências da população e ao dinamismo na medida em que a sociedade vai evoluindo e a Câmara de São Luís também vai acompanhar esse ritmo”, ressaltou.
Regimento – Com a aprovação da emenda, em primeiro turno, os vereadores agora vão apreciar o Projeto de Resolução nº 003/19 que propõe uma série de mudanças no Regimento Interno da Câmara. O texto sugere modificações no horário regimental e antecipa abertura dos trabalhos de 10h00 para 9h00. O dispositivo também trata de mudanças nas comissões prementes da Casa, reduzindo de 19 para 13 o número de colegiados.

AVENIDA BRASIL – Chocolate promete limpeza aos feirantes e o “estrelismo” do Comitê Gestor não realiza o serviço

Na manhã desta terça-feira (26), o secretário municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa),  Raimundo Nonato Chocolate se reuniu com feirantes e comerciantes que trabalham na Feira do Mangueirão, no bairro da Divineia. O objetivo do encontro foi garantir melhores condições de higiene e segurança para quem vende e compra as mais variadas mercadorias neste improvisado, mas movimentado mercado a céu aberto.

Mato tomou conta do espaço que seriam calçadas na Avenida Brasil, na Divineia

A limpeza pública da Avenida Brasil, endereço da Feira do Mangueirão, foi pautada como prioridade, mesmo porque produtos hortifrutigranjeiros, por algumas ocasiões, se misturam com restos de alimentos jogados nas calçadas e pistas da via pública. Outro motivo para a realização imediata do serviço, é a imensidão de mato que ocupa boa parte do espaço destinado para calçadas da Avenida Brasil. Em alguns pontos, o matagal chega a comprometer o acesso das pessoas que são obrigadas a transitar pelo que ainda resta do asfalto, disputando espaço em meio a buracos e muita lama, com carros, motocicletas e ônibus.

Pelo visto, o Comitê Gestor de Limpeza Urbana de São Luís, presidido por Carolina Moraes Estrela, ainda não foi comunicado de que torna-se necessário a realização urgente do serviço de capina na importante avenida ou de fato, o que foi prometido em reunião como prioridade pelo titular da Semapa desceu pelo ralo. O fato é que neste matagal animais nocivos à saúde humana já foram vistos e a segurança de quem anda por estas partes está extremamente comprometida.

Espera-se que, após a denúncia, o “estrelismo” do Comitê de Limpeza dê lugar ao dinamismo para que seja enviada uma equipe de agentes de limpeza para fazer capina e roçagem do matagal que toma conta da Avenida Brasil, na Divineia.

Vale dizer que os feirantes do Mangueirão aprovaram as propostas de Chocolate que, de forma destemida, mostrou a cara para a comunidade que sempre esperou um gesto da Semapa, desde a época em que Ivaldo Rodrigues, que tem a Divineia como reduto eleitoral,  era o seu titular.

DEMOROU – Com Moraes e sem Moro, grupo apresenta cronograma para analisar projetos anticrime

O grupo de trabalho criado para analisar os projetos anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e da comissão de juristas liderada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes apresentou nesta terça-feira (26) o cronograma de trabalho.

Os dois projetos propõem mudanças na legislação penal e processual penal, para reforçar o combate ao crime organizado e à violência.

“Quais as diferenças entre os projetos anticrime de Sérgio Moro e Alexandre de Moraes? (Foto Reprodução)

No texto de Moro, enviado ao Congresso em fevereiro, ficou de fora a criminalização do caixa 2, como inicialmente era previsto. O governo optou pelo fatiamento das propostas, diante de reclamações de políticos que se sentiriam “incomodados” com a tramitação da criminalização do caixa 2 junto com endurecimento da legislação contra o crime organizado e corrupção.

Já com relação à proposta de Moraes, ficou de fora o trecho do projeto que trata do início de cumprimento de pena em regime fechado para casos de corrupção. Nos bastidores, existe a expectativa de que, na análise dos pacotes, também será retirada do texto a previsão de prisões após condenação em segunda instância.

Cronograma

No encontro desta terça, Moraes participou da reunião junto com deputados e representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Sérgio Moro não foi ao encontro.

O roteiro, feito pela coordenadora do grupo, deputada Margarete Coelho (PP-PI), prevê um cronograma de reuniões e audiências públicas até junho. O grupo foi instituído por 90 dias, prorrogáveis por mais 90.

Para as reuniões e audiências, foram definidos dez temas:

  • Mudanças no Código Penal como excludente de ilicitude, legítima defesa, causa impeditiva da prescrição, e requisito do livramento condicional;
  • mudanças no combate ao crime organizado em relação ao comércio ilegal de armas, tráfico internacional de armas, tipificação da conduta de vender ou entregar droga a policial disfarçado, homicídio, roubo, estelionato, constituição de milícia privada, crimes ocorridos na investigação e na obtenção de provas, crimes hediondos, definição de organizações;
  • perdimento de bens;
  • Plea Bargain e acordo ou conciliação em ações de improbidade;
  • direito do informante/colaborador e estrutura de órgãos públicos para receber denúncias;
  • execução da pena em decorrência da condenação criminal por órgão colegiado, progressão de pena e sistema carcerário;
  • identificação genética;
  • equipes conjuntas (PF e MP) e infiltração de agentes;
  • mudanças no processo penal de crimes praticados por organização criminosa;
  • modificações no Código Penal: execução do Tribunal de Juri, prisão em flagrante, entre outros. (PORTAL G1)

CHUVAS DE MARÇO – Deputado Adriano lamenta transtornos na Ilha e culpa gestores

O deputado estadual Adriano (PV) responsabilizou a Prefeitura de São Luís e o Governo do Estado pelos transtornos causados à população nos últimos dias de intensas chuvas por toda a Ilha, com ruas e avenidas intrafegáveis, condomínios e casas alagadas. “Este é o resultado de 30 anos de prevalência do PDT na capital”, declarou, ressaltando que as sucessivas gestões pedetistas falharam ao longo dos anos em preparar planos de ação e obras de infraestrutura para enfrentar os efeitos danosos do período chuvoso.

O parlamentar fez duras críticas aos chefes dos executivos municipal e estadual

Adriano também lembrou que vem alertando para os problemas das fortes chuvas deste o ano passado, quando apresentou emenda de sua autoria ao Orçamento do Estado que destinava R$ 5 milhões para melhorias de infraestrutura de São Luís. “Os recursos seriam remanejados da Secretaria de Governo, que tinha previsão orçamentária de R$ 73 milhões para este ano. A base governista na Assembleia Legislativa foi unânime em votar contra a emenda”, disse.

 

 

TRANSTORNO – Fragilidade da malha viária e falta de drenagem comprometem diversos acessos na Ilha

Além da Ilha de São Luís possuir apenas uma via de acesso rodoviário para o continente, no caso da BR-135, que se encontra em condições lastimáveis, internamente, no arquipélago que abriga quatro municípios, as coisas vão de mal a pior. Basta verificar as condições em que estão alguns trechos das rodovias estaduais que “ligam” os três municípios à capital São Luís, para que seja comprovado que em termos de acessibilidade, Upaon-Açu está deixando muito a desejar.

Estrada de Ribamar (rodovia MA-201) sofreu grandes alagamentos em vários trechos (Foto Portal G1)

Na rodovia MA-201, conhecida como Estrada de Ribamar e considerada a mais movimentada de todas, com um sistema de drenagem de águas pluviais sem consistência alguma, basta chover forte para que a estrada se transforme num imenso rio que serpenteia diversas comunidades da zona rural da Ilha. Para piorar a situação, na altura do Rio São João, neste domingo (24), a pista ficou parcialmente interditada pela queda de árvores e pelo comprometimento das cabeceiras da antiga e estreita ponte sobre o maltratado balneário.

Na rodovia MA-202, a popular Estrada da Maioba, além dos alagamentos comuns no período chuvoso, boa parte da pista está tomada pela lama e por terra que desce para a estrada em seus trechos mais baixos. Em algumas vias alternativas e nas chamadas “interbairros“, o precário asfalto, de camada duvidosa, em pontos críticos foi arrastado pela força das águas das chuvas.

Diante dos fatos, já é tempo do Governo do Maranhão repensar seus conceitos sobre “recuperação” de rodovias estaduais que cruzam a Ilha de São Luís. Talvez, a reformulação destes espaços, ampliando suas pistas, dando assim, conotação de avenida seja, literalmente, o melhor caminho. Mas nada parecido com o que foi feito da Estrada de Ribamar, no trecho entre os bairros Maiobão e Forquilha, onde a Secretaria de Estado de Infraestrutura (SINFRA) se preocupou apenas em “fechar” os retornos que existiam no canteiro central e esqueceu do princípio básico que são os sistemas de macro e micro drenagem. Enquanto isso não acontece, São Pedro vai levando a culpa…