SENADO LÁ, SEM NADA CÁ – A diferença do uísque paraguaio para o “imposto do pecado” no Brasil

Historicamente, as décadas de 1960 a 1980 deixaram o Paraguai com a fama de produzir uísques falsificados. Ficou famosa no imaginário popular a piada do “El Juanito Caminante”, uma cópia satírica e grosseira do uísque Johnnie Walker.

Senado Federal do Brasil e Senado paraguaio (Foto: Reprodução)

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Esse tempo passou e o Paraguai “cresceu”, principalmente no campo da política. Bem diferente do Brasil, “gigante que adormece” em “berço esplêndido” na política, de maneira tão falsa quanto uma cédula de três reais. Basta verificar e comparar os últimos acontecimentos vivenciados em território paraguaio e em solo brasileiro, onde as situações distintas são legítimas.

Acessando o portal g1 toma-se conhecimento que “O Senado do Paraguai rejeitou nesta sexta-feira (6) o pedido do presidente Santiago Peña para adiar em 72 horas o julgamento do processo de impeachment aberto contra ele. Foram 39 votos contra, três a favor e duas abstenções“.

A extensa matéria do canal de notícias conta ainda que “Logo depois, os senadores aprovaram, por unanimidade, a admissão das provas apresentadas pela comissão de acusação da Câmara dos Deputados, dando andamento ao processo. Foram 41 votos favoráveis e nenhum contrário“.

O g1 enfatiza também que, “Com a decisão, documentos, relatórios e outros registros apresentados pela comissão passam a integrar formalmente o processo. Os senadores também rejeitaram as objeções preliminares da defesa, que questionava a validade das provas“.

Enquanto isso, no Brasil, no Senado Federal, o Caso Master, que trata de corrupção e desvio de dinheiro público segue devagar quase parando. A todo instante uma cortina de fumaça é desfraldada pela imprensa nacional como se fosse uma anestesia popular sobre o maior escândalo da história do sistema financeiro do Brasil. Por último, como exemplo dessa “manta”, entrou em cena a Medida Provisória do Governo Federal que faz referência ao “imposto do pecado”.

Isso porque, em relação ao Caso Master, o Senado Federal, até então, tem feito vista grossa. A Casa pouco tem tratado sobre o assunto (envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o Banco Master, suspeitas de fraudes financeiras e repercussões políticas no Congresso e no STF).

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre chegou a defender o ministro Alexandre de Moraes após a revelação de mensagens em relatórios da Polícia Federal, rebatendo parlamentares da oposição e mencionando que críticos também teriam feito pedidos ou tratativas com Vorcaro (como um projeto de financiamento para um filme).

Senadores da oposição (como Carlos Viana e Eduardo Girão) têm cobrado punições, oitiva de envolvidos e investigações mais amplas sobre o impacto do caso no sistema financeiro e no Judiciário.

Mas por enquanto, somente isso. Nada que uma boa farra com uísque paraguaio regado a tira-gosto de pizza calabreza não resolva.

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