Transformar o título de Patrimônio Mundial em conhecimento, pertencimento e novas experiências para quem vive ou visita São Luís. É essa a proposta do futuro Centro de Interpretação do Patrimônio Mundial de São Luís, cujos projetos foram apresentados nesta terça-feira (29), durante solenidade realizada no casarão histórico da Avenida Dom Pedro II, nº 241, no Centro Histórico.

O imóvel, conhecido como Casa de Graça Aranha, será adaptado para receber o novo equipamento cultural, educativo e turístico. A iniciativa é da Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (Fumph), em parceria com instituições como a Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM) e o Sebrae.
De propriedade do Sebrae-MA, o casarão foi cedido ao Município em setembro de 2021. A apresentação do projeto marca uma nova etapa para a implantação do equipamento, que terá como missão ajudar moradores, estudantes e visitantes a compreender por que o Centro Histórico de São Luís é reconhecido internacionalmente.
Durante a solenidade, a prefeita Esmênia Miranda destacou que a proposta do novo equipamento é funcionar como uma combinação entre museu, orientação e experiência cultural, preparando o visitante e os moradores da capital para compreender a cidade antes mesmo de percorrê-la.
“Uma cidade reconhecida internacionalmente como Patrimônio Mundial precisa fazer com que seus habitantes conheçam e reconheçam o valor desse território”, disse a gestora.

Da informação à experiência
A proposta vai além de reunir objetos, fotografias e informações históricas. Um Centro de Interpretação é concebido para criar uma ponte entre o patrimônio e o público. A ideia é apresentar o significado de um lugar e estimular as pessoas a continuar a descoberta pelas ruas, praças, igrejas, casarões e manifestações culturais que formam aquele território.
Em São Luís, essa experiência começa dentro do casarão e se estende pelo Centro Histórico. O visitante poderá conhecer aspectos da arquitetura, da história e da formação da cidade antes de sair para percorrer o conjunto reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1997.
A proposta também contempla os moradores. A intenção é fortalecer o conhecimento sobre a própria cidade e estimular uma relação de pertencimento com um patrimônio que faz parte do cotidiano de milhares de ludovicenses.
Educação patrimonial chega a mais de 40 mil estudantes
A proposta do novo Centro também se conecta às ações de educação patrimonial desenvolvidas pela Prefeitura. A prefeita Esmênia Miranda destacou iniciativas realizadas em parceria entre a Fumph e a Secretaria Municipal de Educação (Semed), como o programa “Patrimônio nas Escolas”, voltado à valorização da história, da memória e da identidade ludovicense na rede pública de ensino.
A iniciativa já alcança mais de 90 escolas e mais de 40 mil estudantes, aproximando crianças e adolescentes do patrimônio histórico e cultural da cidade. A lógica é ampliar o conhecimento para que a preservação não seja entendida apenas como responsabilidade do poder público, mas também como uma construção coletiva.
A solenidade contou com a presença de Celso Gonçalo, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-MA; Júnior Verde, superintendente do Iphan; Fábio Nahuz, presidente do Sinduscon-MA; Isaque Nascimento, superintendente do Banco do Nordeste; Mauro Borralho, diretor técnico do Sebrae-MA; Édila Neves, diretora de Administração e Finanças do Sebrae; Vilma Costa, conselheira do Sebrae-MA; os secretários municipais Rafael Lima (Secom) e Octavio Soares (Semad); e o presidente da Amdes, Felipe Mussalém. Também participaram da solenidade servidores públicos e profissionais da imprensa.














