A expressão “sonho do futuro, glória do passado”, presente em Louvação a São Luís, “hino da cidade quadricentenária”, de autoria do poeta e jornalista Bandeira Tribuzzi, estabelece um contraste entre o que São Luís espera ser e aquilo que já foi.

Mercado Central: sem previsão de reforma (Fotos: Joel Jacintho)
Pois bem! Às vésperas de completar 414 anos de fundação, a ilustre aniversariante São Luís prepara uma gigantesca área às margens do Rio Bacanga para celebrar, em grande estilo, a importante data. É a “Cidade da Alegria”, espaço que ganhou asfalto novo ao lado de um terminal de ônibus caindo aos pedaços.
Serão 14 dias de festa com atrações locais e nacionais numa propulsão cultural onde ritmos, batidas e cores estarão se revezando no imenso palco com direito a telão, efeitos em 3D e show pirotécnico.
Não muito longe dali, cercado por tapumes, padece um dos imóveis mais tradicionais e conhecidos da capital de todos os maranhenses. O Mercado Central agoniza fechado para uma revitalização que não tem data para começar os serviços. Suas portas foram substituídas por tijolos aparentes e a azulejaria arrancada pelo vandalismo.
Uma placa com os dizeres São Luís se Transforma chancelada pela Prefeitura de São Luís anuncia a obra e ajuda a esconder um absurdo: o descaso do poder público municipal pelo Mercado Central…
Na “terra do já teve”, a Prefeitura de São Luís transforma o Mercado Central em escombro cercado de tapumes por todos os lados.













