Restaurada por completo e entregue à população no final de 2020, a Praça João Lisboa com seu Largo do Carmo sempre foi cantada e contada como o “coração de São Luís”. Não por menos, trata-se de um dos mais belos cartões-postais do Centro Histórico e endereço de diversos pontos tradicionais da cidade.

Praça João Lisboa em 2020. Agora, suas condições são outras (Foto: Reprodução)
Sua plena revitalização ocorreu através de uma salutar parceria da Prefeitura de São Luís com o Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Apesar de complexas, as obras de restauração mantiveram as características originais do equipamento público, apenas tendo sido retirado de cena o famigerado “abrigo”, espaço destinado a lanches e refeições rápidas, encravado na confluência da Rua Grande e Rua Formosa com Avenida Magalhães de Almeida.
Como quase todo antigo “coração”, a João Lisboa também tem o seu marca-passo, um relógio quadrilátero fincado em frente à Igreja Nossa Senhora do Carmo, sob os “olhares permanentes” da estátua do jornalista que empresta o seu nome ao logradouro. No entanto, esse marcador de tempo, não se encontra, digamos assim, em seu melhor tempo, pois sua função parece estar perdida no tempo, sem nenhuma precisão de horas…
E por falar em tempo, ao longo de seus seis anos de revitalizada, a Praça João Lisboa carece de um olhar mais atencioso por parte do poder público. Nesse caso, enumera-se as esferas municipal e estadual, tendo em vista que o vandalismo tem imperado no espaço por falta de segurança pública.
Enfim, em se tratando de um velho coração, cujo marca-passo do tempo está danificado e as suas artérias e transversais comprometidas, é bem capaz de São Luís vir a sofrer um infarto fulminante a qualquer instante. E não venham depois atribuir a culpa ao “vigilante” João Lisboa, que assiste a tudo, de perto, parado e frio como uma estátua.



























