JOÃO PAULO II – Os cem anos do primeiro ‘papa pop’

Desde que as igrejas católicas foram fechadas ao público na Itália, por conta da pandemia de coronavírus, o Vaticano tem transmitido online as missas matutinas diariamente celebradas pelo papa Francisco, às 7h (de Roma).

Papa João Paulo II: popular pontífice (Reprodução)

Com o começo da volta da normalidade no país, o sumo pontífice anunciou que nesta segunda-feira, dia 18, ocorrerá a última transmissão do tipo. E não poderia ser mais simbólica: trata-se da missa em memória ao centenário de nascimento do papa João Paulo 2º (1920-2005), justamente aquele que é considerado o primeiro papa pop, o primeiro a ter sua vida constantemente sob os holofotes.

Nascido na Polônia — seu nome de batismo era Karol Jósef Wojtyla —, João Paulo rompeu uma tradição de papas italianos que vinha de mais de 450 anos atrás. Antes dele, o último papa não italiano havia sido Adriano 6º (1459-1523), holandês.

“São João Paulo 2º introduziu uma nova face no pontificado: foi um papa polonês, depois de um longo período de papas italianos. Além disso, ele era originário de um país com regime comunista, o que causou enorme surpresa e esperanças”, afirma, à BBC News Brasil, o cardeal arcebispo de São Paulo, Odilo Pedro Scherer.

“Ele teve um papel decisivo nas mudanças políticas havidas no Leste europeu e foi muito ativo e influente nos processos de diálogo para a superação de conflitos e o estabelecimento da paz. Foi um batalhador pela dignidade humana e por maior justiça social e econômica no mundo.”

Seu papado marcou um momento em que o mundo vivia uma forte divisão entre ocidente e oriente, com Estados Unidos e União Soviética na disputa conhecida como Guerra Fria. Era época e lugar para o debate entre mundo capitalista e mundo socialista. Ao mesmo tempo, ele herdou uma Igreja intensamente empenhada em seu papel social, sobretudo após o concílio Vaticano 2º (realizado entre 1962 e 1965) — e foi essa guinada à esquerda que ele procurou conter.

“A maior contribuição histórica de João Paulo 2º, independentemente de seus méritos pessoais, mas como fato objetivo, foi reconduzir a Igreja pós-conciliar para um caminho mais religioso”, avalia à BBC News Brasil o sociólogo Francisco Borba Ribeiro Neto, coordenador do Núcleo Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Isso deve ser bem entendido, olhando-se o momento em que viveu.”

“A década de 1960 viu a ascensão de uma visão secularizada da Igreja, que se afirmaria no futuro por seu papel social, vide Teologia da Libertação, e por sua adesão a uma espiritualidade fluída, marcadamente individualista e um pouco esotérica. João Paulo 2º reconduziu a Igreja à sua mística original, o que se confunde em certa medida com o movimento conservador, mas o ultrapassa”, complementa.

Na biografia oficial divulgada pelo Vaticano quando João Paulo se tornou santo, em 2014, ressaltou-se a “personalidade poliédrica e carismática” do religioso. “Afirmou-se imediatamente pela grande capacidade comunicativa e pelo estilo pastoral fora dos esquemas”, pontua o texto. “A têmpera e o vigor de uma idade relativamente jovem [quando foi eleito papa, em 1978] permitiu que empreendesse uma atividade intensíssima, ritmada sobretudo pelo multiplicar-se das visitas e das viagens.”

Para o padre jesuíta norte-americano James Martin, consultor do Vaticano, além da multiplicidade de trabalhos, o tanto que João Paulo 2º pregou ao redor do mundo ressalta seu valor. “São João Paulo foi tantas coisas! Um padre, um filósofo, um teólogo, um escritor, um ativista, um organizador, mas, acima de tudo, um evangelista”, afirma.

(Da BBC News Brasil)

PROFISSÃO PERIGO – Enfermeiros vivem rotina de longas jornadas, baixos salários e, agora, solidão

Desde que a pandemia de covid-19 chegou à cidade de Fortaleza-CE, a enfermeira Braulita Braga está isolada da família — inclusive dos pais, com quem costumava almoçar sempre que os horários pouco convencionais da profissão permitiam.

Com 20 anos de experiência como intensivista, trabalhando dentro de UTIs, ela se divide entre dois hospitais da rede privada na capital cearense.

Enfermeira no vestiário do hospital

Foi Luize, que completou 17 anos no último dia 25 de abril, que decidiu se mudar temporariamente para a casa “da mãezinha e do paizinho”, como chama os avós, para poupar a mãe de mais uma preocupação.

“Eu sinto saudade… ela me liga às vezes chorosa. Fico com o coração pequeno, me dá uma certa angústia — mas ao mesmo tempo força, porque eu sei que tudo isso vai acabar. Precisa acabar.”

Braulita faz parte de um exército de mais de 1 milhão de profissionais de enfermagem que estão na linha de frente contra o novo coronavírus. Histórias como as dela têm se repetido com frequência durante a pandemia.

Com medo de infectar os familiares, muitos desses profissionais se isolaram e têm vivido nas últimas semanas uma mistura de angústia e solidão. À sobrecarga emocional — que vem do temor de ser infectado, da hostilidade por que muitos passam no transporte público ou mesmo em casa, pelo companheiro — se somam o esgotamento que vem do trabalho em si e, em muitos casos, a alta exposição ao risco representado pelo novo coronavírus.

Na estimativa mais recente da Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), cerca de metade dos 2,3 milhões de enfermeiros, técnicos e auxiliares registrados no país estão atuando nos hospitais e unidades de saúde no combate à doença neste momento.

É o maior grupo de profissionais que lidam com a doença – para se ter uma ideia, há no Brasil, ao todo, cerca de 400 mil médicos.

Os profissionais de enfermagem são em sua maioria absoluta mulheres – 86,6% do total, de acordo com a pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil, realizada em 2015 pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz.

A predominância tem sido destacada pela Organização Mundial do Trabalho (OIT) em seus últimos relatórios de acompanhamento da pandemia de covid-19 por conta da inserção desse grupo no mercado de trabalho.

São as mulheres muitas vezes as responsáveis pela criação dos filhos — quando estão separadas ou mesmo juntas dos companheiros. Com frequência, elas também acabam assumindo a maior parte das tarefas domésticas.

Segundo a OIT, as mulheres gastam em média quase 4 horas e meia por dia em chamados “trabalhos não remunerados” — o cuidado com a casa e com a família, por exemplo —, enquanto os homens despendem cerca de uma hora e 20 minutos nessas mesmas funções.

Menos de dois salários mínimos

No Brasil, além da dupla ou tripla jornada, os profissionais de enfermagem também convivem com baixos salários.

Mais de 60% ganham menos de R$ 2 mil por mês (62,2%) e mais de um terço (38,7%) têm jornadas superiores a 41 horas semanais. Cerca de 3,5% recebem mais de R$ 5 mil por mês.

Altas taxas de infecção

Até o dia 6 de maio, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) contabilizava mais de 10 mil enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem afastados por covid-19 no país.

As mortes chegam a 88, o dobro do registrado na Itália.

Para a instituição, os números refletem a escassez de equipamentos de proteção individual para os profissionais. Nas últimas semanas, o Cofen recebeu milhares de denúncias de todo o país.

(Do site BBC Brasil – Foto: Carlos Jasso/Reuters)

BRASIL – Bolsonaro fará pronunciamento na TV sugerindo o “isolamento vertical”

O presidente Jair Bolsonaro pretende fazer neste sábado, 16, um novo pronunciamento em rede nacional de TV e rádio para defender mais uma vez o fim de medidas de isolamento social. Segundo apurou o Estadão, a intenção do presidente é pregar um “cavalo de pau” nas atuais determinações de Estados e municípios, citando que já incluiu uma série de atividades na lista de serviços essenciais, o que permite o funcionamento mesmo durante a pandemia do coronavírus.

Jair Bolsonaro é a favor da volta ao trabalho (Reprodução)

A intenção de fazer o novo pronunciamento foi revelada pelo presidente na quinta-feira, durante videoconferência com empresários no Palácio do Planalto. “Nós temos que ter mais do que comercial de esperança, transmitir a confiança. Tanto é que vamos ter um pronunciamento gravado para sábado à noite nessa linha”, disse o presidente na ocasião.

O presidente defende uma abertura geral de estabelecimentos e o chamado “isolamento vertical” – que vale apenas para idosos e doentes. Contra as medidas de restrição adotadas por governadores e prefeitos, Bolsonaro tem argumentado que o fechamento do comércio trará o “caos” e a “fome” para a população que está sem renda.

O pronunciamento ainda não havia sido gravado até a noite de ontem, o que só deve ocorrer neste sábado. Em sua última mensagem em rede nacional, Bolsonaro já havia pedido a volta ao trabalho e responsabilizado governadores por medidas de distanciamento social.

Segundo o próprio presidente, esse pronunciamento deverá passar pela revisão do ministro da Economia, Paulo Guedes. “Pedi ao Paulo Guedes que já comece a revisar o que eu vou falar para gente dar mensagem logicamente objetiva, voltada para a vida, voltada para a economia, para nós sairmos da situação em que nos encontramos”, disse.

(Do site istoe.com.br)

DADOS DO IBGE – Maranhão encerra 1° trimestre com quase 500 mil desempregados

O índice de desemprego deverá aumentar com a pandemia

A taxa de desocupação do Maranhão, no 1º trimestre de 2020, foi de 16,1%, registrando aumento de 4 pontos percentuais (p.p.) em relação ao trimestre anterior (12,1%). Maiores taxas de desemprego foram observadas na Bahia, 18,7%, Amapá, 17,2%, e Alagoas, 16.5%, enquanto as menores foram observadas em Santa Catarina, 5,7%, e Mato Grosso do Sul, 7,6%. Em números absolutos, a quantidade de pessoas desocupadas no Maranhão aumentou em cerca de 100.000 indivíduos entre o 4° trimestre de 2019 e o 1° trimestre de 2020.

Período Brasil Nordeste Maranhão
1º trim 2020 12,2% 15,6% 16,1%
4º trim 2019 11,0% 13,6 12,1%
1º trim 2019 12,7% 15,3% 16,3%

 Em todas as UFs, a taxa de desocupação das mulheres foi maior que a dos homens, sendo que, no Maranhão, essa taxa para as mulheres foi de 18,7%, enquanto para os homens foi de 14,7%. A maior taxa de desemprego para as mulheres, dentre as UFs, foi na Bahia, na ordem de 22,3%. No recorte feito sob o critério de cor/raça, as populações preta e parda apresentaram números percentuais mais elevados que a população branca.

taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada), no 1º trimestre de 2020, no Maranhão, foi de 41,9%, número menor apenas que o do estado do Piauí, 45,0%. No Brasil, esse indicador apresentou taxa de 24,4%.

Dentro da composição subutilização da força de trabalho estão os desalentados, e, no Maranhão, esse número aumentou em relação ao trimestre anterior. No 1º trimestre de 2020, esse número foi de cerca de 572.000 pessoas. No Brasil, como um todo, havia, nesse mesmo período, cerca de 4.770.000 pessoas em situação de desalento, situação caracterizada fundamentalmente pela desistência de procura por trabalho, embora, caso apareça emprego, a pessoa está à disposição. A Bahia é a UF com maior número de desalentados: 778.000 pessoas. Já o percentual de desalentados (total de desalentados sobre o total da população na força de trabalho e desalentada), chegou, no Maranhão, no 1º trimestre de 2020, a 17,8%, bem maior que a média Brasil, que foi de 4,3%.

 

ARTIGO – Uma História de Reinvenções. – (Por *Luiz Gonzaga Martins Coelho)

Por ocasião do Dia Estadual do  Ministério Público  Maranhense, passado no último 15 de maio, muito há o que se comemorar.

“NÃO SE DEITE O SOL SEM QUE A JUSTIÇA

SEJA FEITA A TODO CIDADÃO

EIS O NOSSO DEVER IRRENUNCIÁVEL

SER FISCAIS DA LEI, NOSSA MISSÃO

PELO DIREITO, PELA IGUALDADE

SALVE O MINISTÉRIO PÚBLICO DO MARANHÃO”

Luiz Gonzaga Martins Coelho, PGJ do Maranhão

Com esses versos, na poesia estampada em nosso hino institucional, de autoria de Wescley Brito da Silva, saudamos a nossa Instituição.

Ao longo de toda a sua existência, o Ministério Público do Maranhão tem uma história marcada por um grande protagonismo e muitas por enfrentar inúmeras revoluções, que o fizeram se reinventar ao longo dos séculos.

No Império, o Ministério Público Timbira despontou de forma pioneira através de seu patrono, o promotor de justiça Celso Magalhães, que ainda hoje é um farol indicar a todos os seus  membros e servidores, a direção em busca incessante da justiça e do bem comum.

Celso Magalhães, então promotor da capital, teve uma postura inédita e pioneira em todo o Brasil Império, numa época em que a grande praga da escravidão ainda era legalmente aceita, e com um protagonismo que nunca havia sido exercido por outro promotor de justiça, já que o cargo a época era de livre indicação e não contava com as prerrogativas atuais, em busca da justiça, denunciou a então Baronesa de Grajaú, esposa do futuro presidente da província do Maranhão, pela morte do escravo Inocêncio, à época dos fatos com oito anos de idade.

A postura dignificante do nosso colega antepassado, acabou por levar a dama da sociedade maranhense a julgamento pelo tribunal do júri, do qual restou absolvida, haja vista a aceitação social, à época, para  fatos são repugnantes. Ainda assim a postura do nobre promotor ecoa até os nossos dias, sobretudo porque depois disso foi alvo de uma injusta perseguição pelo esposo da baronesa, que tão logo assumiu o cargo de Presidente da Província do Maranhão, teve por primeiro ato demitir, a bem do serviço público, o grande defensor da sociedade.

Tal fato o marcou tão negativamente, que levou a adoecer e posteriormente a uma morte precoce, ceifando não só um grande promotor de justiça, mas um dos maiores e promissores escritores de sua  época.

As décadas passaram, e mais uma vez o Ministério Público do Maranhão teve que se reinventar, assumindo  protagonismo a nível nacional, quando  desvinculou o seu comando da chefia judicial do Poder Executivo Estadual. Tivemos a oportunidade de comemorar com grande garbo, há dois anos atrás, o marco histórico relevante, dos 50 anos em que o Ministério Público Estadual do Maranhão deixou de ser chefiado pelo Procurador Geral do Estado, episódio que inclusive marca o dia Estadual do Ministério Público, qual seja 15 de maio, pela vigência da Constituição do Estado, em 1967, que definiu o Procurador Geral de Justiça como chefe do Ministério Público. Essa autonomia inicial deu início a uma história de conquistas.

Até então, o Procurador Geral do Estado também era o chefe da instituição, o que causava inegáveis embaraços, sobretudo em relação à função de fiscal da lei, exercida pelo Ministério Público, conforme regras processuais vigentes a época. A partir daquele momento, o Ministério Público passou a ter um chefe distinto daquele, ainda que também fosse de livre nomeação pelo Governador do Estado, e não obrigatoriamente um membro da carreira, mas tínhamos um Procurador Geral de Justiça para comandar os destinos da instituição.

Mas o avanço seguinte não tardou, já que com a Constituição Federal de 1988, o Ministério Público do Maranhão novamente assumiu  posição de destaque,  não apenas por ter a primeira Procuradora-Geral de Justiça membro da carreira em todo o Brasil, mas também a primeira mulher a exercer tal dignificante função, qual seja, a nossa estimada e reverenciada procuradora de justiça aposentada Elimar Figueiredo Almeida e Silva, que com toda a capacidade e sabedoria que ele é peculiar, fez de maneira brilhante a transição do Ministério Público,  nos ditames da Constituição cidadã, que praticamente o transformou no quarto poder que verificamos de forma incontestável atualmente.

Assim como em toda a sua história, também nos tempos atuais o Ministério Público do Maranhão teve que se reinventar, para se adaptar a essa grave crise mundial da Pandemia causada pelo novo coronavírus, Covid-19.

Desde o primeiro momento, o Ministério Público Timbira  adotou as providências necessárias para resguardar a vida e a saúde do seus integrantes, mas sobretudo da população, mas o fez sem que essa mesma população, tão necessitada da firme atuação dos membros e servidores ministeriais, ficasse alijada desse amparo tão significativo importante para o cidadão comum.

Adotamos o Teletrabalho, mas longe de significar uma diminuição de nossa atuação funcional, tal fato representou um incremento inestimável e um esforço que ultrapassou os limites normais de horário de serviço, por parte de todos aqueles que compõem a família ministerial, que passaram a não ter mais horário e nem dia para trabalhar, independentemente de quais sejam, para atuar em favor do nosso povo. Assim, ultrapassamos  todos os recordes de produtividade de movimentações processuais e atuações administrativas que levaram a instituição a não ter qualquer prejuízo no seu dia a dia.

Além disso, o Ministério Público do Maranhão protagonizou inúmeras ações que chegaram a ter destaque internacional, como por exemplo pedidos de providências ao Poder Judiciário,  para impedir a realização de passeatas e outros atos que importassem em aglomerações, e diante do crescimento do número de casos da moléstia, e do aumento indiscriminado do contágio, devido à falta de isolamento social, de forma pioneira no Brasil, o Ministério Público obteve um provimento judicial, que foi acatado pelo Governo do Estado e pelas prefeituras da região metropolitana da Ilha de São Luís, determinando o popularmente conhecido como “Lockdown”, ou seja, enrijecimento das medidas sanitárias para isolamento e distanciamento social, fórmula reconhecida internacionalmente como a mais eficaz para evitar a disseminação da contaminação da moléstia.

Estudos demonstram que essas medidas já importaram no salvamento de milhares de vidas de maranhenses e  brasileiros, já que em média, no mínimo mais de 60 vidas foram poupadas por dia, durante esse período mais rigoroso de isolamento social

Estamos nos encontrando nesse espaço virtual, nesse horizonte aberto, que aproxima as distâncias e leva a nossa voz mais longe e cada vez mais ativa no seio da sociedade.

Na última sexta feira aniversariou pela primeira vez, a Lei nº 11.023 de 16.05.19, que criou o Dia Estadual do Ministério Público, reconhecendo a autonomia conferida à nossa instituição.

Havíamos programado um Simpósio presencial, onde prestaríamos outras homenagens, iniciando pelo lançamento dos livros “história oral” e “50 discursos” da Procuradora de Justiça aposentada, ELIMAR FIGUEIREDO DE ALMEIDA SILVA”, primeira escolhida, em regime democrático, para a chefia da instituição e primeira mulher do Ministério Público no Brasil a ser nomeada Procuradora Geral de Justiça, após escolha de sua classe, sob a égide da Constituição de 1988, mas as contingências atuais nos impediram de realizar o evento presencial, mas contamos com as palestras brilhantes dos Ministros do STF, Ayres de Britto e Luiz Fux.

Relembrar nossos desafios e aplaudir quem os venceu, aprendendo com suas experiências é dever de uma instituição que caminha para o futuro, vive o presente, mas que nunca pode esquecer o seu passado. Aplaudir Dra. ELIMAR, que tanto fez, em um universo de desigualdade de gênero, é nossa honra e nossa obrigação.

A distância física não nos afastou de nossos deveres institucionais e sociais. A sociedade espera muito de nós. Precisa do Ministério Público da Carta de 1988, que zela pela democracia, pelos direitos e interesses sociais e individuais indisponíveis, que zela pelo Estado Democrático de Direito, pelo respeito e dignidade das vidas humanas e de suas instituições.

Não sobreviveremos sem democracia, sem diálogo! Não sobreviveremos com um Estado mínimo, com um Estado ausente, com um Estado que não preze as pessoas humanas, que não as priorize!

Precisamos do Estado Social, de direitos fundamentais, efetivados para todas e todos! Precisamos valorizar e fortalecer nosso SUS – Sistema Único de Saúde, e nosso SUAS – Sistema Único de Assistência Social! Precisamos fortalecer nossa cidadania, nossa educação e nossa consciência institucional, social e humana.

Atravessamos várias crises, mas nenhuma dessa magnitude, a impor nossas ações rápidas, a exigir cada vez mais nossa sensibilidade, nossa solidariedade, nossa humanidade e a grandeza de nossa instituição.

O máximo que podemos fazer e estamos fazendo ainda é pouco do muito que nossos deveres institucionais e fundamentais nos exigem, do muito que nosso perfil de Ministério Público da Constituição Federal nos impõe.

Indispensável parar a refletir sobre este grave momento, para reexaminar nossas atuações, para reelaborar nossas metas, para lutar pelas vidas que precisam e merecem viver: todas as vidas, independente de idade e de condição social.

Nosso grande Ferreira Gullar, em palavras conscientes e sentidas, disse que fez sua poesia “da matéria humilde e humilhada, dessa vida obscura e injustiçada, porque o canto não pode ser uma traição à vida e só e justo cantar se o nosso canto arrasta consigo as pessoas e as coisas que não tem voz.” Parafraseando o poeta, ressaltamos: não é justa a luta se ela não for por todas as pessoas, se ela não for inclusiva, se não for feita para quem está na invisibilidade social e sem voz.

Não há consciência, nem caminhos para vencer a injustiça social e a pandemia sem o conhecimento científico, sem a educação de qualidade, sem que seja reconhecida a essencialidade do direito à educação para todas e todos.

A pandemia expôs as nossas vulnerabilidades e, sobretudo, expôs o abismo social, discriminatório, deste país. No Maranhão, apesar do trabalho incansável de tantos profissionais de atividades essenciais e do trabalho hercúleo do Governo do Estado, que com o aumento acelerado da rede hospitalar, da aquisição de equipamentos, respiradores e tantas outras medidas, lutam para conter o contágio, ainda não conquistamos a vitória e o fim do distanciamento social.  Choramos os nossos mortos, as vidas que se foram. Não queremos que outras se percam. De luto estamos e na luta permaneceremos.

Com o isolamento social e com máscaras nos protegemos e protegemos as outras pessoas. Com transparência e sem máscaras, sem falseamento da realidade, e com ações autênticas devemos respeitar a democracia, suas instituições e os valores republicanos tão necessários em dias  atuais em que tempos difíceis se avizinham, tanto no plano econômico quanto no democrático.

Precisamos estar vigilantes para prevenir retrocessos, sobretudo aquelas que flertem com o autoritarismo, com a demagogia e totalitarismos. Mas, é também oportunidade de aprendizagem para que o desespero ceda lugar a serenidade e resiliência, para que a desesperança ceda espaço a esperança e aflição a novos tempos de harmonia, avanços e sobretudo fraternidade e solidariedade.

Devemos respeitar e proteger a biodiversidade, a natureza que nos acolhe. A ética é dever na gestão pública! Cuidar das vidas, lutar pela efetivação de direitos fundamentais é a nossa missão constitucional.

Que possamos ver as desigualdades, as violações de direitos e que estejamos sempre irresignados e indignados para repará-las! Que não hesitemos na busca da justiça social! Que o juramento que fizemos seja fortalecido a cada dia para honrar a nossa instituição e a missão valorosa que recebemos!

Na toada, imortalizada por Humberto de Maracanã, do Boi de Maracanã, que soa forte nos nossos corações, levantamos as vozes:

“Maranhão, meu tesouro, meu torrão!

A matraca e o pandeiro faz tremer o chão

Esta herança deixada por nossos avós

Hoje cultivada por nós, pra compor tua história MARANHÃO”             

Vamos sempre em frente! Orgulho de ser MPMA!

 

(*Procurador-Geral de Justiça do Estado do Maranhão)

 

CURA – Ações da Sorrento disparam até 240% nos EUA após empresa dizer que descobriu anticorpo contra Covid-19

SÃO PAULO – As ações da companhia biofarmacêutica Sorrento Therapeutics disparam mais de 170% na tarde desta sexta-feira (15) após a companhia anunciar que descobriu um anticorpo que pode proteger as pessoas do novo coronavírus.

Coronavírus

Com isso, os papéis caminham para fechar em sua máxima em dois anos, com um volume negociado de mais de 365 milhões de ações, deixando a empresa entre as mais negociadas das bolsas dos Estados Unidos hoje. O valor também é bem acima de sua média diária de cerca de 6,6 milhões de ações.

As ações da companhia fecharam com alta de 158%, cotadas a US$ 6,76, após chegarem a saltar 240% na máxima do dia, batendo em US$ 9.

(Do site infomoney)

15 DE MAIO – Dia da Adesão do Maranhão ao ‘lockdown’ na Ilha de São Luís

Entre as diversas medidas adotadas pelo governador Flávio Dino no enfrentamento ao chamado novo coronavírus no Maranhão, estão o isolamento social, o fechamento do comércio e serviços não essenciais, o lockdown e o rodízio de veículos. Tudo para evitar que o número de casos confirmados da covid-19 e óbitos pela doença diminuam no estado, sobretudo, na Ilha de São Luís.

Avenida Daniel de La Touche, em São Luís,  vazia (Foto: Rafaelle Fróes/G1 MA)

Destas medidas governamentais, o lockdown (bloqueio total), fruto de uma determinação judicial a pedido do Ministério Público, no período de 5 a 14 de maio, em toda Grande Ilha, certamente causou efeitos positivos contra a pandemia. Também foi a que mais provocou restrições aos moradores dos municípios de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. Para seu reforço, Flávio Dino, de maneira tardia, determinou  o sistema de rodízio de veículos na Ilha entre os dias 11 a 14. A dinâmica deu-se para circulação de veículos com final de placa numérica par, nos dias pares e terminação ímpar nos dias 11 e 13 de maio.

Já a antecipação do feriado da Adesão do Maranhão à Independência do Brasil (28 de julho) para esta sexta-feira, dia 15 de maio, sem dúvida, também foi uma medida prudente, pois revigorou o lockdown e reforçou o isolamento social na Região Metropolitana de São Luís. Trata-se de mais um final de semana prolongado que se soma à Semana Santa, e aos feriados de Tiradentes e do Dia do Trabalho, só que ao contrário dos demais, neste, pelo menos a princípio, não se tem visto concentrações de pessoas em vias ou logradouros públicos.

Muitos feriados, poucas pessoas nas ruas, menos aglomerações! Tudo favorável para a redução do contágio da covid-19, por contato, na Ilha. Mas faltou um pequeno detalhe: o rodízio de veículos deveria ter começado paralelamente com o início do lockdown.

No mais, só enfatizar que, este 15 de maio, chamado aqui de ‘Dia D’ do enfrentamento ao coronavírus, por força da antecipação de exatos dois meses e meio, do feriado de Adesão do Maranhão à Independência do Brasil, pode sim, ser rotulado como o “Dia de Adesão do Maranhão ao lockdown na Ilha de São Luís”. Os atuais quadros com dados sobre a pandemia deverão atestar essa situação positiva!

 

HOMENAGEM – Promotor Márcio Thadeu envia mensagem pelo Dia Estadual do Ministério Público

Em comemoração pelo Dia Estadual do Ministério Público (15 de Maio), o promotor de justiça Márcio Thadeu Silva Marques publicou em suas redes sociais uma enaltecedora mensagem a respeito da data festiva.

Diz a mensagem: “Celso Magalhães – Patrono do Ministério Público – Dia Estadual do Ministério Público: em homenagem à memória que herdamos, à instituição que conquistamos e ao trabalho que exercemos pela democracia, pela cidadania e pela justiça. Parabéns a todas e a todos que fazem o MPMA ir mais longe e cada vez mais forte!” – Chegaremos lá:  #MPQUEQUEREMOS – Márcio Thadeu – PGJ 2020.

SOBRE A DATA – A lei que criou o Dia Estadual do Ministério Público, em 15 de maio foi assinada pelo governador em exercício, Othelino Neto, no dia 16 de maio de 2019, em solenidade realizada no Palácio dos Leões, sede do Executivo Estadual, após projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa. Foi no 15 de maio, a data em que passou a vigorar a Constituição do Estado do Maranhão de 1967, e que estabeleceu o procurador-geral de justiça como chefe do Ministério Público estadual.

 

SANTA HELENA – Prefeitura disponibiliza kits de medicamentos para tratamento de pessoas com coronavírus

Enquanto os desinformados e difusores do mal, tentam plantar, sem sucesso, notícias falsas sobre a atual administração de Santa Helena, cidade localizada na Baixada Maranhense, mais uma medida acertada foi tomada pela Prefeitura para o enfrentamento do coronavírus. O Município recebeu kits de medicamentos contra a covid-19, que serão disponibilizados para tratamento de pessoas que testaram positivo para a doença.

Imagem ilustrativa (Reprodução)

A distribuição da medicação a pacientes de Santa Helena diagnosticados com o novo coronavírus será feita mediante laudo e prescrição médica, sobretudo, atestados por médicos da rede municipal de saúde, na Farmácia Básica, no Centro de Saúde Antenor Abreu, localizado na região central da cidade. Trata-se de um importante passo nesta difícil e árdua batalha contra a covid-19, que já vitimou irmãos helenenses. Confira o vídeo com o secretário municipal de Saúde Fábio Nascimento:

A Prefeitura de Santa Helena, por meio de seus diversificados setores e profissionais da saúde na área de frente, vem lutando diariamente e de forma incansável contra o coronavírus. “Fazemos o apelo para nossa população helenense para que mantenha o isolamento social, evitando o máximo  sair de casa e que siga as normas da Organização Mundial de Saúde, usando máscaras e lavando bem as mãos, para que juntos, vençamos esta guerra contra essa pandemia”, destacou o prefeito Zezildo Almeida.