SANTO REMÉDIO – Senado aprova abatimento de gastos com medicamentos controlados no Imposto de Renda

Medicamentos controlados poderão passar a ser descontados da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (20) o Projeto de Lei do Senado (PLS) 12/2011, que altera a legislação do tributo (Lei 9.250, de 1995) com esse objetivo. A proposta recebeu parecer favorável do relator, senador Irajá (PSD-TO), e segue para a análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O senador Flávio Arns (Rede-PR) leu o relatório de Irajá durante a reunião.

Gastos com remédios controlados poderão ser abatidos no IR (Reprodução)

O PLS 12/2011 foi apresentado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) e inova ao inserir os medicamentos controlados na lista de procedimentos com deduções possíveis do IRPF devido pelo contribuinte.

“O abatimento, na declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física, das despesas com medicação, desde que efetuada pessoalmente mediante prescrição médica, e por isso indispensável, não é apenas uma questão de justiça social, mas também econômica”, sustentou Ciro na justificação do projeto.

O relator também reconhece o forte impacto dos gastos com medicamentos sobre os orçamentos familiares. E chama atenção para a “incoerência” da legislação tributária ao permitir o desconto de determinadas despesas com saúde, excluindo, no entanto, outras.

“De fato, como o gasto com medicamentos é o principal componente das despesas com saúde das famílias brasileiras, deveria ser passível de dedução, como já o são os dispêndios com assistência médica, odontológica, psicológica, nutricional e outras”, argumenta Irajá no parecer.

Ainda de acordo com o projeto, o contribuinte deverá anexar, em caso de dedução de despesas com medicamentos, cópias da nota fiscal e da receita médica.

(Fonte: Agência Senado)

ASFALTO NO IPASE DE BAIXO – Edivaldo garante que o ‘São Luís em Obras’ chegará em todas regiões da cidade

“Todas as regiões da cidade terão ações do programa São Luís em Obras”, garantiu o prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) ao acompanhar as obras de asfaltamento no bairro Ipase de Baixo, iniciadas nesta quarta-feira (20). Atualmente, o pedetista executa mais de 30 frentes de trabalho pela cidade. No Ipase de Baixo o asfaltamento contemplará 3 km de ruas.

Prefeito Edivaldo conversou hoje com moradores do Ipase de Baixo (Foto A Baeta)

Somente no eixo de asfaltamento, os serviços já alcançaram os bairros Vinhais, Angelim, Cohama, Conjunto Bela Vista, Cohajap, Rio Anil, Bequimão, polo Cohatrac (Cohatrac 1, 2, 3 e 4, Planalto Anil II e Parque Aurora), Cohab, Conjunto Jardim de Fátima, Cohab Anil, São Francisco, Ilhinha e Avenida Guajajaras.

O próximo lote de obras de pavimentação contemplará bairros nas regiões Cidade Operária, Itaqui-Bacanga e zona rural. Na zona rural, além do asfalto, será feita ainda a drenagem profunda na região da Santa Bárbara, somando 13 km de redes de drenagem.

Os bairros receberão ainda obras como reforma de escolas, unidades de saúde, mercados, praças entre muitas outras que garantirão a ampliação da infraestrutura urbana de São Luís.

“Desde minha primeira gestão conseguimos urbanizar muitos bairros. Nosso trabalho nunca parou. Com o São Luís em Obras estamos ampliando essas ações de melhoria da infraestrutura urbana e, com isso, elevando qualidade de vida da população”, informou o pedetista.

FÉ E TRADIÇÃO – ‘Missa do Gonzagão’ no Tributo ao Rei do Baião será nesta quinta-feira (21)

A família do Forró Pé de Serra e os seguidores da música nordestina agradecem a Deus pela alma de Luiz Gonzaga, maior cantador do Brasil, e pelo sucesso do Tributo ao Rei do Baião – 2019, na sua 15ª edição. Mais uma vez, será realizada no pátio da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Cohab), com fiéis, devotos e amantes da verdadeira música nordestina. A celebração religiosa será nesta quinta-feira (21) a partir das 19h30.

Luiz Gonzaga do Nascimento viajou ´pelo Brasil e, por meio da música, falou praticamente de tudo da região: mostrou o sofrimento do povo, defendeu os animais, cantou a vida dos retirantes, destacou a religiosidade dos nordestinos e, também, a seca. Uma bandeira presente nas composições de outros parceiros que o ajudaram em grandes canções, que, até hoje, representam a realidade de uma população.

Luiz Gonzaga, nasceu em Exu, Pernambuco, no dia 13 de dezembro de 1912, e morreu em Recife, Pernambuco, no dia 2 de agosto de 1989. São 30 anos sem Gonzagão.

BARRA DO CORDA – Presidente da Câmara Municipal, servidores e empresários são alvos de Ação Civil Pública

A 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Barra do Corda ajuizou, em 12 de novembro, Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa contra o presidente da Câmara de Vereadores Gilvan José Oliveira Pereira e as servidoras Gilciane Silva Lopes, Benita Pinto Paiva e Maria de Fátima Gomes de Sousa.

Também são alvos os empresários Fabiano Dockhorn de Meneses e Núbia Fernandes Bonfim, representantes, respectivamente, das empresas F.D. de Meneses e N.F. Bonfim Comércio. Formulou a manifestação ministerial o promotor de justiça Guaracy Martins Figueiredo.

A ACP foi motivada por irregularidades em licitação, realizada em 2016, pela Câmara de Vereadores, para a aquisição de produtos alimentícios, materiais de limpeza e expediente, no valor de R$ 209.800,48.

IRREGULARIDADES – No procedimento, foram verificadas ilegalidades como ausência dos critérios utilizados para estimar o quantitativo dos materiais, além da falta de indicação do montante de créditos orçamentários vigentes e as dotações disponíveis para a realização da licitação e posterior contratação.

Igualmente foi atestada a exigência, no edital do certame, de apresentação do certificado de registro cadastral do município de Barra do Corda, o que limita o caráter competitivo da licitação. Uma das empresas vencedoras incluiu documentos de habilitação após a realização da licitação. Outra empresa apresentou certidões negativas de débitos de tributos estaduais com prazo de validade expirado. Além disso, não foi designado um representante da administração para acompanhar e fiscalizar a execução do contrato.

PARTICIPAÇÃO – Como presidente da Câmara de Vereadores, Gilvan José Oliveira Pereira foi quem assinou o contrato com as empresas N.F. Bonfim Comércio e F.D. de Meneses. Gilciane Silva Lopes, Benita Pinto Paiva e Maria de Fátima Gomes de Sousa foram as responsáveis por todo o procedimento licitatório, que culminou com a celebração dos contratos.

As empresas N.F. Bonfim Comércio e F.D. de Meneses, representadas, respectivamente, pelos empresários Núbia Fernandes Bonfim e Fabiano Dockhorn de Meneses, foram vencedoras do certame público. Pelo contrato, a N.F. Bonfim Comércio recebeu R$ 129.440,84 e a F.D. de Meneses, R$ 72.530,00.

PENALIDADES – Na Ação, o MPMA pede que seja decretada a indisponibilidade dos bens dos réus. Além disso, requer a condenação deles de acordo com a Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992) cujas sanções previstas são: ressarcimento integral do dano, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por oito anos, pagamento de multa civil correspondente a duas vezes o valor dos danos causados ou até 100 vezes o valor da remuneração recebida pelo agente público.

É prevista ainda a proibição de contratar com o poder público ou receber incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário pelo prazo de cinco anos.

LÍNGUA PORTUGUESA – ‘Saudade’, ‘tapioca’ e ‘farofa’ estão entre as 8 palavras que não podem ser traduzidas

Certos conceitos, objetos, sentimentos e nomes possuem termos específicos em praticamente todos os idiomas do mundo. No entanto, cada cultura tem as suas peculiaridades, e existem algumas palavras que são exclusivas de certas línguas.

Nessa lista, você vai conferir algumas palavras que existem apenas na língua portuguesa.

1. Cafuné – Quem não gosta de receber um carinho da pessoa amada? Nós, falantes da língua portuguesa, temos o termo “cafuné” para se referir especificamente à carícia na cabeça. Trata-se, no entanto, de uma palavra sem tradução para os demais idiomas.

2. Saudade – Trata-se de um sentimento pelo qual todos nós já passamos, independente da nacionalidade. No entanto, apenas os falantes do português possuem uma palavra específica para expressá-lo.

3. Xodó – Este termo, utilizado para se referir a uma pessoa que amamos e temos apreço, também é exclusivo do português.

4. Futevôlei – O futevôlei é um esporte criado no esporte que mistura características do futebol com o vôlei, como o próprio nome já indica. Em outras línguas, não há outro termo que se refira a este esporte, ainda que os falantes do inglês tentem emplacar o uso do “footvolley”.

5. Farofa – Outro termo que se refere a uma criação brasileira, ainda que o nome tenha raízes na cultura africana. Tente explicar com apenas uma palavra o que significa “farofa” para um estrangeiro e você verá que é praticamente impossível traduzir o termo.

6. Apaixonar – O verbo “apaixonar”, para ser dito em outras línguas, normalmente precisa ser transformado em uma frase (como ‘to fall in love’, em inglês). Apesar de ser mais um sentimento universal, somos agraciados por ter um termo único para representá-lo!

7. Desbunde – Trata-se de uma palavra pouco utilizada no Brasil, porém mais popular em outros países lusofalantes. Trata-se do ato de se deslumbrar com algo que se considera extraordinário, perder a razão por alguma coisa, ficar estupefato.

8. Tapioca – A tapioca consiste na fécula retirada da mandioca, e é uma iguaria típica do Brasil. Portanto, não existem palavra em outra língua que possa se referir adequadamente a esta comida. Mais uma exclusividade nossa!

(Fonte:misteriosdomundo.org)

DADOS DO IBGE – Aumenta o número de desocupados e de pessoas que deixaram de procurar trabalho no Maranhão

A taxa de desocupação no Maranhão, no terceiro trimestre de 2019, era de 14,1%. Considerando o resultado para o trimestre anterior, quando foram registrados 14,6%, percebe-se ligeira redução. A taxa do estado ficou também menor que a do Nordeste, que apontou 14,4% de desocupação no terceiro trimestre.

Já na comparação com o mesmo trimestre de 2018, observa-se que a taxa teve leve aumento em 2019. No 3º trimestre de 2018, a taxa do Maranhão foi de 13,7%.

Taxa de desocupação no Maranhão é de 14,1%, no terceiro trimestre do ano

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta terça-feira (19) pelo IBGE. A pesquisa acompanha as flutuações trimestrais e a evolução, no curto, médio e longo prazos do mercado de trabalho.

Além dos números referentes à desocupação, a PNAD Contínua revelou, ainda, que o número de pessoas que desistiram de procurar trabalho, os desalentados, aumentou no Maranhão, em 2019. No terceiro trimestre de 2018, o estado apresentava 523 mil pessoas desalentadas. Já no terceiro trimestre de 2019, 592 mil pessoas encontravam-se nessa situação.

O Maranhão é o segundo estado com o maior número de desalentados no País. Apenas a Bahia apresentou maior quantidade (781 mil pessoas). Embora, os números para o Brasil revelem que a quantidade de pessoas desalentadas no terceiro trimestre de 2019 (4.703.000) foi menor que a quantidade registrada no mesmo trimestre de 2018 (4.734.000).

Quanto ao rendimento mensal, o Maranhão apresentou a média de R$ 1.333,00 no terceiro trimestre de 2019, frente aos R$1.321,00 do trimestre anterior, apresentando ganho real de 0,9 ponto percentual p.p.

Considerando o terceiro trimestre de 2018, quando foram registrados R$1.363,00, percebe-se que o rendimento médio teve queda de 2,3 p.p. no mesmo trimestre de 2019.

PAÇO DO LUMIAR – Domingos Dutra, Núbia e ex-secretários são acionados por licitação irregular para fornecimento de combustíveis

O Ministério Público do Maranhão ajuizou, em 31 de outubro, Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa contra dez envolvidos em um pregão presencial irregular, realizado em janeiro de 2017, pelo Município de Paço do Lumiar, para fornecimento de combustíveis para quatro secretarias.

O pregão presencial nº 003/2017 resultou em contratos entre a empresa Rolim & Rolim Ltda-ME e as secretarias municipais de Administração e Finanças (Semaf), Desenvolvimento Social (Semdes), Saúde (Semus) e Educação (Semed). O valor total dos contratos foi R$ 3.128.990,00.

Formulou a ACP a promotora Gabriela Brandão da Costa Tavernard.

Prefeito licenciado de Paço do Lumiar Domingos Dutra com a ex-super secretária Núbia Dutra (Foto Internet)

A lista de acionados inclui o prefeito Domingos Dutra, os ex-titulares da Semaf (Nubia Dutra), Semed (Fábio Pereira Campos), Semdes (Nauber Meneses) e Semus (Raimundo Nonato Cutrim e Elizeu Costa).

Também são citados o ex-pregoeiro do Município, Márcio Gheysan Souza, a ex-servidora comissionada Ana Cláudia Belfort, a empresa Rolim & Rolim Ltda – ME e o empresário Welker Rolim.

ASSESSORIA TÉCNICA –
Uma análise feita pela Assessoria Técnica do MPMA verificou diversas inconsistências no procedimento licitatório.

O termo de referência não inclui estudo técnico sobre as quantidades necessárias, sem discriminação, consumo médio e quilometragem média percorrida.

Além disso, o documento está no nome da servidora Sâmila Siqueira mas quem assinou foi Ana Cláudia Belfort. O termo, datado de 9 de janeiro de 2017, também não foi elaborado por nenhuma das duas, e a assinatura ocorreu em data posterior.

O edital foi assinado pelo ex-pregoeiro do Município, mesmo não sendo legalmente autorizado. O documento continha qualificações técnicas de outros itens, como medicamentos e itens de uso hospitalar. Mesmo assim, isto não foi questionado pela empresa vencedora do pregão.

Outra irregularidade foi a falta de designação, no edital, de representante da administração municipal responsável pela fiscalização da execução do contrato. Entretanto, no decorrer da execução, seis servidores foram indicados para tal função, mas ninguém chegou a exercê-la efetivamente. Somente atestavam as notas fiscais.
Faltou, ainda, a justificativa para a contratação da empresa.
Alguns anexos deveriam ter sido fornecidos via website (como indicado no edital), mas o link destes documentos nunca foi fornecido.
SUPERFATURAMENTO – Uma inconsistência é o fato de que, apesar de ter sido elaborado em 9 janeiro de 2017, o termo de referência contém preços informados em 13 de janeiro daquele ano. Também não há comprovante de recebimento de solicitações de cotações de preços, feitas em 11 de janeiro.

Um ano após a licitação, em janeiro de 2018, uma comparação entre os preços estimados no pregão e contratados demonstrou superfaturamento e danos ao erário municipal. “Os dados da Agência Nacional do Petróleo sobre preços de combustíveis no mercado em janeiro de 2017 também são inferiores aos contratados pelo Município”, afirma a promotora de justiça.

Para o MPMA, isso ocorreu porque a estimativa de preços foi baseada em uma suposta cotação de preços, demonstrando que a prefeitura não buscou contratar preços vantajosos.
O fato também resultou em denúncia sobre fraudes em preços à Ouvidoria do MPMA, relatando que, enquanto consumidores pagavam entre R$ 3,54 e R$ 3,79 pelos combustíveis, o Município de Paço do Lumiar pagou R$ 3,82.

PEDIDOS – O MPMA pede a condenação dos acionados por improbidade administrativa, o que implica em punições como perda da função pública; ressarcimento integral do dano; suspensão dos direitos políticos pelo prazo de cinco a oito anos e pagamento de multa civil até o dobro do dano.
As penalidades incluem, ainda, a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por meio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos.

SÃO LUÍS – Assembleia Legislativa recebe discussão sobre Plano Diretor nesta terça-feira

A Câmara Municipal de São Luís realiza nesta terça-feira (19), a partir das 19h, a sexta audiência pública com o objetivo de discutir com a sociedade a proposta do novo Plano Diretor da capital maranhense, enviada à Casa de Leis pela Prefeitura.

O fórum de debates será promovido no auditório da Assembleia Legislativa do Maranhão, localizada na Avenida Jerônimo de Albuquerque, no Sítio do Rangedor.

Audiências públicas também estão sendo realizadas em diversos bairros de São Luís

Será a quarta audiência na chamada zona urbana de São Luís. Outra três já foram realizadas nesta região – IFMA do Monte Castelo; Centro de Convenções da UFMA; e auditório Paulo VI da UEMA.

Na chamada zona rural, as discussões já foram promovidas nos bairros Pedrinhas e Itapera.

A realização das audiências é uma ação inédita da Mesa Diretora da Câmara, presidida pelo vereador Osmar Filho (PDT), e está oferecendo ao cidadão a oportunidade de opinar sobre a proposta, além de figurar como um importante mecanismo que balizará o entendimento dos parlamentares no momento no qual os mesmos irão apreciar o projeto de lei em Plenário.

Foram organizadas oito audiências regionalizadas – quatro na zona urbana e quatro na zona rural.

Os próximos encontros ocorrerão no dia 23, na Igreja Evangélica Quadrangular, na localidade Coquinho, a partir das 9h; e no dia 30, na Unidade de Educação Básica Gomes de Sousa, na Vila Maranhão, também a partir das 9h.

ARTIGO – A vitória da Bandeira Nacional – (Por Carlos Nina*)

Há milênios os exércitos romanos usavam estandartes como símbolo de sua identidade. Alpinistas enfrentaram encostas íngremes, ventos fortes e neve para afixar a bandeira de seus países nos elevados picos das montanhas que escalaram. A Revolução Francesa fixou as cores de suas faixas verticais: vermelha, branca e azul (depois invertidas para azul, branca e vermelha). Com a contribuição do poeta Alphonse Lamartine (1790-1869) foram mantidas na República, contra a tentativa dos que, em 1848, tentaram mudá-la por uma totalmente vermelha.

As lutas de colonização contrapuseram flâmulas que conduziam seus combatentes. Filmes como O Patriota exploraram o significado e a importância da bandeira. Os Estados Unidos, que difundem intensamente sua bandeira, vivenciaram a guerra de flâmulas dezenas de vezes. A primeira, para expulsar a dos colonizadores ingleses. Inúmeras outras, contra povos indígenas do continente; na guerra fraticida de Secessão; contra os mexicanos, pela conquista da Califórnia. Fora do território americano, na Primeira e na Segunda Guerra Mundial. Na Indochina, no Vietnã, na Coréia. Também fincaram sua bandeira na Lua.

                No Oriente, a mesma coisa. Os kamikazes arremessavam seus aviões contra os navios dos Aliados portando uma faixa branca na testa, com um sol no centro, simbolizando sua disposição para morrer na luta, como os samurais. A bandeira japonesa tem o Sol Nascente no retângulo branco.

                No Brasil não foi nem é diferente. Desembarcando com a bandeira de colonizadores, os portugueses a tiveram substituída pelas do Império à do Brasil. Como na França, houve – e ainda há – os que tentaram avermelhá-la, para transformar o País num satélite do autoritarismo externo. Alimentaram-se de corrupção e da boa-fé dos que acreditaram na promessa de fácil distribuição de renda. Sórdida e miserável estratégia para seduzir e hipnotizar os ignorantes, a fim de que servissem de base de sustentação eleitoral e lhes assegurassem usufruir do luxo e da luxúria que o Poder lhes propiciava ao disporem dos bens da Nação como se pessoais fossem. Mas roubaram tanto que perderam a noção de seus próprios excessos. Baixaram a guarda. Deixaram que a baba da corrupção vazasse pelo ladrão.

Crentes de que os brasileiros só usassem a bandeira nos estádios de futebol, não esperavam que a indignação com tanta corrupção e impunidade os levasse a desfraldá-la nas ruas para combater a bandidagem. E o fizeram com tanta consistência que até as outras bandeiras foram escondidas e substituídas pela nacional, para enganar incautos. O gesto só significou oportunismo, falsidade e covardia.

Por isso é importante comemorar-se devidamente a Bandeira Nacional. Ela teve um papel importante na história do País e no recente grito de revolta. Mas é necessário que continue desfraldada, sob pena de não ter valido a pena a última batalha. O País continua em guerra contra a corrupção e a impunidade que remanescem em estertores de desespero. Esconderam suas bandeiras, mas continuam ameaçando a paz a que se referiu o poeta Bilac ao descrever o pavilhão nacional como “lindo pendão de esperança! Símbolo augusto da paz!”

                (*Advogado e jornalista. E-mail: [email protected].)

ENTREVISTA NO ‘HORA EXTRA’ – Eudes Barros lamenta o descaso da atual gestão de Raposa e afirma que é pré-candidato a prefeito

O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Raposa, Eudes da Silva  Barros participou como entrevistado do programa Hora Extra, na manhã deste domingo (17), na Rádio Educadora AM. Na conversa que teve com este jornalista, titular do blog Hora Extra, o ex-parlamentar afirmou que é pré-candidato a prefeito do município em 2020 e falou, com muita propriedade, sobre o descaso como a atual gestora vem tratando a cidade de Raposa e das expectativas frustradas da população raposense.

Eudes Barros durante entrevista no programa Hora Extra deste domingo, na Rádio Educadora AM

No primeiro momento, Eudes Barros fez um balanço de sua trajetória política, que se confunde com a história do município, desde o primeiro momento, quando houve a emancipação. Em seguida, o ex-vereador pontuou que apesar da importância de Raposa que, em 2019 chegou aos 25 anos, a população pouco tem a comemorar. “Infelizmente, nossa cidade, ao que parece, parou no tempo e o pouco que foi feito nos últimos anos em áreas importantes como saúde, educação e infraestrutura é fruto de obras promovidas pelo Governo do Estado. A atual prefeita, talvez por falta de experiência e de trâmite político, ainda não conseguiu buscar parcerias e atrair investimentos para Raposa e beneficiar os seus moradores”, destacou Eudes Barros.

O entrevistado adiantou que, quando presidente do Legislativo Municipal, deixou muito bem encaminhado o processo para instalação de uma agência bancária na cidade. “Mesmo sem ações  da atual gestão pública municipal, a atividade pesqueira e a produção rural, através de pequenos agricultores, movimentam de forma pulsante a economia da cidade.  Outro setor que aquece financeiramente e gera empregos em Raposa é o gastronômico, assim como o trabalho das rendeiras. Nossos produtores ruais, pescadores e empresários têm que se dirigir para São Luís ou Paço do Lumiar para fazer suas operações bancárias, pois a até hoje, a administração municipal não ofereceu a contrapartida necessária para instalação de um banco oficial na cidade”, enfatizou.

Sobre sua pretensão de vir a disputar as eleições municipais de 2020 como pré-candidato a prefeito de Raposa, Eudes Barros foi firme ao dizer que a história recente do município mostra que dois grupos políticos locais fazem alternância de poder. Ele se referiu ao grupo do ex-prefeito Onacy Paraíba, de um lado, e do também ex-gestor raposense, José Laci, de outro, que emplacou sua filha Talita Laci como prefeita em 2016, mas que até agora, não conseguiu engrenar a máquina pública em benefício dos moradores da cidade. “Sou filiado e presidente do Diretório Municipal do PL em Raposa e pretendo concorrer em pé de igualdade no ano que vem, como terceira via. Via essa alternativa, para que possamos contribuir muito mais do que já fizemos por Raposa e sua população, enquanto legislador”, disse Eudes Barros.