SEM FUTEBOL – Jogadores viram entregadores e vendem roupas para driblar a crise

Nos últimos dois meses, o lateral-esquerdo Carlos Antônio teve de deixar de lado a bola e se uniu à esposa na venda de roupas femininas infantis. Sem futebol, o jogador, de 22 anos, teve seu contrato rompido com o Mamoré-MG, em março, assim que a disputa do Módulo II do Campeonato Estadual foi suspensa, e se viu obrigado a buscar uma nova fonte de renda enquanto não há perspectiva de reinício dos torneios.

(Foto: Shutterstock/Reprodução)

Carlos Antônio faz parte de um imenso grupo de atletas de futebol que, com a suspensão dos jogos provocada pela pandemia do novo coronavírus, teve de improvisar para encontrar uma nova fonte de renda. Com os torneios paralisados há quase três meses, grande parte dos jogadores teve contratos suspensos e passou a buscar alternativas para sustentar a família. Sem a chuteira e a bola, viraram vendedores, motoristas, entregadores, monitores, entre outros serviços. Alguns dependem de amigos e familiares e recebem ajuda de clubes da várzea e entidades que realizam projetos sociais. Outros, diante da insegurança e instabilidade da modalidade, estão descontentes e cogitam se aposentar.

Flávio Meneses tem mais de 10 anos de carreira e pode ser classificado como um “operário da bola”. O lateral nunca firmou um contrato longo e muito menos milionário e acostumou-se a peregrinar por equipes de menor expressão. Sofre recorrentemente com salários atrasados, condições precárias de trabalho e é assombrado pelo desemprego. A última de suas experiências no futebol foi traumática. Ele estava no Barretos e assegura ter recebido apenas um salário em seis meses de contrato com a equipe do interior paulista. Em resposta ao Estadão, o clube garante ter efetuado os pagamentos até março.

Espelho da sociedade brasileira, o futebol é muito desigual no País. De acordo com um estudo da consultoria Ernest Young encomendado pela CBF sobre o impacto da econômico do futebol brasileiro, com números de 2018, 55% dos jogadores profissionais do País recebem até um salário mínimo e 33% ganham entre R$ 1 mil e R$ 5 mil. É o caso de Carlos Antônio, cujo salário no Mamoré era de R$ 2,5 mil. Seu vínculo com o clube, que iria até o final de maio, foi suspenso devido à pandemia.

O abismo social no futebol fica ainda mais evidente quando é apresentada a parcela dos que têm altos salários. De acordo com o relatório, menos de 1%, isto é, uma elite muito restrita, que joga nos grandes times brasileiros, é remunerado com mais de R$ 50 mil. Em 2018, apenas 13 atletas tiveram rendimentos acima de R$ 500 mil. E tem mais: segundo dados da CBF, apenas 8% dos atletas possuem contrato longo e calendário para a temporada inteira.

Uma ajuda bem-vinda durante a pandemia pode ser o auxílio emergencial de R$ 600. No entanto, o presidente Jair Bolsonaro vetou a inclusão atletas e profissionais do esporte na relação de beneficiados e aumentou o drama da categoria. As entidades esportivas trabalham junto ao Congresso para reverter a decisão do chefe do executivo.

Diante dessa realidade, vários futebolistas estão se virando como podem para não ficar sem renda durante o período em que não há jogos. Boa parte deles se arrisca fora de casa, aumentando o risco de serem contagiados pela covid-19. O Estadão relata a seguir as histórias de alguns desses atletas pertencentes à base da pirâmide do esporte que tentam driblar a crise e se desdobram para sobreviver enquanto não podem voltar a jogar.

VENDEDOR DE ROUPAS INFANTIS – Carlos Antônio, de 22 anos, é lateral-esquerdo e volante. Passou pelas categorias de base do Corinthians e da Portuguesa. O primeiro time em que jogou profissionalmente foi o Grêmio Osasco. Depois, rodou por algumas cidades. Atuou em equipes menores de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul até chegar neste ano ao Mamoré, clube que disputa o Módulo II do Campeonato Mineiro, a segunda divisão estadual. “A previsão é de que o campeonato volte em agosto. Mas não sabemos o futuro, temos que ter um plano B”, afirma o jogador.

Carlos recebeu seu salário de R$ 2,5 mil até março, quando o Mamoré rompeu o contrato de todos do elenco. Com isso, o jogador voltou a São Paulo, sua cidade natal, e passou a ajudar a esposa na venda de roupas femininas infantis. Ele mora com a mulher, a filha de 1 ano e 4 meses e o enteado de 8 anos. (Via site istoe.com.br)

CONTÁGIO LITERÁRIO – Mulher cospe na mão e passa em produtos de livraria

Na última sexta-feira, duas mulheres denunciaram ter visto uma idosa tirando a máscara, cuspindo na própria mão e passando nos produtos de uma livraria no shopping Conjunto Nacional em Brasília. A informação foi divulgada pelo jornal “Correio Braziliense”.

Em Brasília, mulher cospe na mão e passa em produtos de livraria ...

De acordo com as mulheres, a idosa primeiro tossiu na mão e passou em canetas do mostruário. Em seguida, foi para outra seção da loja, cuspiu na própria mão e passou nos livros. Segundo uma delas, a idosa ainda fez a mesma coisa em um dos teclados dos computadores da livraria.

Elas relataram que avisaram os funcionários da loja, que imediatamente limparam os locais possivelmente contaminados.

Procurado, o shopping disse que tomou conhecimento do ocorrido e está tentando identificar a idosa. Além disso, afirmou que a equipe de segurança está preparada caso algo dessa natureza volte a se repetir.

Eles ressaltam ainda que as áreas que são muito tocadas são higienizadas a cada três horas e há uma “desinfecção profunda” diária de todos os equipamentos.

No Distrito Federal, o funcionamento dos shoppings está liberado, com algumas restrições, desde o dia 27 de maio. Os centros comerciais estão abertos em horários reduzidos e precisam verificar a temperatura de todos os clientes para reduzir os riscos de contaminação pelo coronavírus. Além disso, as lojas devem disponibilizar álcool gel e máscaras para os funcionários. (Extraonline)

SEM BADERNA – Justiça proíbe manifestação na Avenida Paulista neste domingo

O juiz Rodrigo Galvão Medina, do plantão civil da capital paulista, concedeu – na noite desta sexta-feira (5) – liminar proibindo a realização de atos de grupos antagônicos na Avenida Paulista, previstos para amanhã. O magistrado acolheu pedido do governo estadual.

Manifestantes entre gás lacrimogênio na avenida Paulista.RAHEL PATRASSO / REUTERS

No seu despacho, ele destacou que a medida visa evitar confrontos e danos ao patrimônio.

“Impeço que os grupos manifestantes, manifestamente antagônicos entre si, se reúnam no mesmo local e data Avenida Paulista, capital, no próximo dia 7 de junho -, evitando-se, assim, confrontos e prejuízos decorrentes desta realidade, zelando as autoridades administrativas competentes para que tal empreitada possa ter seu efetivo sucesso”, afirmou.

Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, a Secretaria da Segurança Pública e o Ministério Público estão em contato com os organizadores dos atos para se chegar a um consenso que garanta a segurança de todos e o direito à livre manifestação. A decisão consta do Processo digital nº: 1000553-30.2020.8.6.0228.

Em nota, o Movimento Somos Democracia disse que, “apesar do inconformismo com a decisão, irá atender a determinação judicial, para preservar a integridade física dos manifestantes e evitar a repressão, mas não vamos recuar dos nossos propósitos de interromper a marcha autoritária que rompe os limites constitucionais e da democracia”. O movimento informou que a manifestação será feita no Largo do Batata às 14h do domingo (7). (Agência Brasil)

SAMBA, BOLA E CERVEJA – Rio reabrirá bares, restaurantes e shoppings e terá futebol

Pouco mais de quatro horas depois de divulgar que, nas últimas 24 horas, foram confirmados 2.134 novos casos de covid-19 e a morte de 146 pessoas devido à doença no Estado do Rio, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), divulgou decreto que flexibiliza as regras de isolamento, permitindo a partir deste sábado (6) a reabertura de bares, restaurantes e shoppings centers, além da volta dos jogos de futebol profissional.

Rio de Janeiro - Instituto VOCÊ

O decreto com as novas regras foi publicado em edição extra do Diário Oficial e divulgado às 23h24 desta sexta-feira (5). Ele autoriza o funcionamento de setores do comércio e da indústria, em horários específicos, e prorroga até o dia 21 de junho a proibição de aulas presenciais nas redes de ensino.

Segundo o decreto, a partir deste sábado, bares e restaurantes podem voltar a funcionar, respeitando 50% de sua capacidade. Shopping centers e centros comerciais poderão funcionar das 12h às 20h, também com limitação de 50% da capacidade, garantindo fornecimento de álcool em gel 70%. As praças de alimentação também podem reabrir, obedecendo ao limite de 50% da capacidade. Áreas de recreação, cinemas e afins devem permanecer fechados.

Equipamentos e pontos turísticos, como Cristo Redentor e Pão de Açúcar, também estão autorizados a abrir para o público, respeitando o limite de 50% de sua capacidade de lotação. Templos religiosos podem funcionar, desde que seja observada a distância de 1 metro entre as pessoas.

O funcionamento dos parques, para a prática de esportes, também está permitido, desde que não haja aglomeração. Ficam autorizadas as atividades esportivas individuais ao ar livre, inclusive em praias e lagoas, preferencialmente próximo à residência. Atividades esportivas de alto rendimento passam a ser autorizadas, desde que sem público e com os devidos protocolos de higienização. Jogos de futebol, portanto, estão autorizados, desde que sem público.

Todos os estabelecimentos abertos devem seguir protocolos e medidas de segurança recomendadas pelas autoridades sanitárias, como assegurar a distância mínima de 1 metro entre as pessoas e disponibilizar álcool em gel 70%. Deve também ser observada a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção facial por clientes e funcionários.

(Portal Terra)

MARCHA À RÉ – Indústria brasileira deve deixar de vender mais de 1,3 milhão de veículos neste ano

Com parte das fábricas de volta às atividades, a indústria automobilística brasileira produziu em maio 43,1 mil veículos, volume 84,4% inferior ao de igual mês do ano passado e o pior resultado para o período em 35 anos. Em abril, com praticamente todas as linhas paradas em razão da crise do coronavírus, apenas 1,8 mil unidades foram produzidas.

Veículos novos em pátio na fábrica da General Motors em São José dos Campos (SP) REUTERS/Roosevelt Cassio

No acumulado do ano foram fabricados 630,8 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, 600 mil a menos em relação a igual intervalo de 2019. Ao longo deste mês, oito marcas vão retomar operações, completando assim a reabertura de todas as montadoras, a maioria com operações parciais de um turno.

As concessionárias de várias capitais, incluindo São Paulo, também estão reabrindo as portas, mas o cenário para o setor ainda é “dramático”, segundo Luiz Carlos Moraes, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Com base nas projeções de retração da economia brasileira, que pode chegar a 7% segundo estimativas, a entidade projeta vendas de 1,67, milhão de veículos neste ano, queda de 40% em relação ao ano anterior – previsão que já tinha sido feita por executivos do setor.

Em janeiro, a expectativa da Anfavea era de crescimento de 9,4% nas vendas deste ano, para 3 milhões de unidades. “Vamos vender quase 1,4 milhão de veículos a menos do que prevíamos e voltaremos ao ano de 2004”, afirma Moraes. Para produção e exportações ainda não foi possível fazer estimativas.

De janeiro a maio foram vendidos 676 mil veículos, volume 37,7% inferior ao do mesmo período do ano passado. Fábricas e revendas ainda têm 200 mil carros em estoque, suficientes para três meses de vendas.

(Do site istoe.com.br)

SEM ASSUNTO – “Acabou matéria do JN”, diz Bolsonaro sobre novo horário de dados da pandemia

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, em tom irônico, que o Jornal Nacional, da TV Globo, não poderá mais divulgar o número oficial de vítimas da covid-19 no Brasil depois que o Ministério da Saúde passou a divulgar os dados da epidemia às 22h, atrasando uma publicação que anteriormente ocorria às 19h.

“O Jornal Nacional gosta de dizer que o Brasil é recordista em mortes”, disse o presidente (Reprodução)

“Acabou matéria no Jornal Nacional”, disse Bolsonaro em entrevista a jornalistas quando perguntado sobre o atraso na divulgação dos dados. “O Jornal Nacional gosta de dizer que o Brasil é recordista em mortes”, acrescentou.

Perguntado se a decisão sobre o novo horário teria partido do Palácio do Planalto, Bolsonaro não respondeu diretamente, mas defendeu o novo horário como mais adequado.

“Não interessa de quem partiu, é justo sair 10 da noite para sair o dado completamente consolidado”, afirmou.

O Ministério da Saúde adiou para as 22h a divulgação dos dados relativos à epidemia de coronavírus pelo terceiro dia consecutivo nesta sexta, após dois recordes diários seguidos no registro de mortes provocadas pela doença, que levaram o Brasil a se tornar o terceiro do mundo em número de óbitos, com mais de 34 mil vítimas fatais da covid-19.

(Portal Terra)

SÃO LUÍS – Inaugurado novo espaço do estacionamento da Procuradoria e das Promotorias da Capital

Na manhã desta sexta-feira, 5, foi inaugurada a ampliação do estacionamento que atende tanto a Procuradoria Geral de Justiça quanto as Promotorias da Capital. O novo espaço comporta aproximadamente 100 veículos e vem ampliar as vagas para membros e servidores dos dois referidos prédios do Ministério Público do Maranhão, em São Luís.

Estacionamento foi inaugurado pelo PGJ nesta sexta-feira, 5 de junho

O descerramento da placa foi realizado pelo procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho, acompanhado dos promotores de justiça Emmanuel Guterres Soares (diretor-geral da PGJ) e Paulo Silvestre Avelar (diretor das Promotorias de Justiça da Capital).

Também participaram do evento servidores das Promotorias de Justiça e das equipes das coordenadorias de Obras, Engenharia e Arquitetura e de Serviços Gerais da Procuradoria Geral de Justiça.

O proprietário da construtora Fênix, vencedora da licitação, Dib Maluf igualmente participou da inauguração.

“Esta é uma importante obra para as Promotorias e para a Procuradoria. As áreas de estacionamento existentes já não eram suficientes. Portanto, vai beneficiar tanto as pessoas que trabalham nos dois prédios quanto aqueles que são atendidos pela instituição”, afirmou o procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho.

De acordo com o diretor-geral da PGJ, Emmanuel Guterres Soares, a construção já estava concluída desde o final do mês de fevereiro, um pouco antes do início da pandemia. Por isso, foi preciso esperar um momento adequado para inaugurá-la. “Foi uma obra trabalhosa, devido à dificuldade de estabilização e terraplanagem do terreno”, informou.

Espaço comporta 100 novas vagas de estacionamento

“A entrega do estacionamento foi uma conquista muito importante para todos nós. Em nome da Diretoria das Promotorias de Justiça da Capital, quero externar nossos agradecimentos ao Dr. Gonzaga por esta obra, que sem sombra de dúvidas em muito melhorará a prestação de serviços da instituição” afirmou Paulo Avelar.

Ao todo, o novo espaço do estacionamento possui uma área de 3.324,54 m² e custou R$ 2.668.489,53.

 

MEIO AMBIENTE – Osmar Filho e o incentivo às políticas de preservação ambiental em São Luís

O mandato do presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Filho (PDT), tem se consagrado por uma forte política de preservação e conservação do meio ambiente na capital maranhense.

Hoje (05), data em que se comemora o dia mundial do meio ambiente, o parlamentar contabiliza um pacote de ações que desenvolveu pela cidade, como projeto de lei, ações de plantio de muda e mobilização de limpeza na orla marítima de São Luís.

Osmar em visita a APA do Itapiracó (Foto Hamilton Jr.)

O vereador declarou que, neste momento, é essencial a colaboração do cidadão para a preservação do espaço ambiental, não só no plantio de árvores, mas na denúncia de ocorrências que venham a degradar parte do ecossistema.

“A mudança começa em cada um de nós. No Parlamento, tenho priorizado esse tipo de pauta ambiental. E me sinto muito feliz pelos projetos, atividades e dessa iniciativa sustentável que melhora a vida da nossa Ilha. Cada um pode colaborar, denunciando os crimes ambientais que prejudicam nossa capital e todo o estado’’, destacou.

Como presidente da Câmara, Osmar lançou, em 2019, uma campanha em favor do cuidado pela cidade. Intitulada de ‘’Generocidade: Por um gesto de amor e atitude por São Luís’’, a intenção foi despertar a conscientização dos ludovicenses por uma causa nobre.

A campanha gerou diversas atividades pela preservação do habitar  natural da Ilha; como atos de limpeza na Praia da Litorânea.

Nesse mesmo ano, mobilizou o plantio de mudas de Ipês na Área de Preservação Ambiental (APA) do Itapiracó. O objetivo da ação foi promover a revitalização da flora e, consequentemente, a fauna local envolvendo a população, de maneira a conscientizá-la de que também é responsável pela sustentabilidade da Reserva.

Essa ação foi uma iniciativa do Legislativo Municipal, em parceria com o Fórum de Defesa da APA do Itapiracó (FAI) e a Comissão de Meio Ambiente e Qualidade (COM-VIDA), mas tudo isso foi possível após uma audiência pública realizada ano passado na Câmara de Vereadores por iniciativa do próprio Osmar Filho.

Outra ação foi o seu relevante apoio e participação em uma ação de plantio de mudas, no entorno da Praça Frei Antônio Maria Sinibaldi, localizada na Avenida Ferreira Gullar, no bairro da Ilhinha.

Outro benefício foi à sanção da Lei de sua autoria (nº 6.554/19), que determina que os produtos plásticos descartáveis sejam substituídos por material comprovadamente biodegradável. O dispositivo veta a aquisição e uso dos utensílios plásticos descartáveis em todos os órgãos da Administração Pública do município; além dos estabelecimentos comerciais e similares.

Vale destacar que esse mais novo instrumento legislativo, também colocou São Luís em posição de destaque nacional no que se refere à execução de políticas públicas sustentáveis.

(Texto: Tâmara Cristina)

VLI – Novas tecnologias e mais integração para impulsionar a logística

Do pãozinho no café da manhã aos equipamentos hospitalares; dos produtos agrícolas que abastecem feiras e mercados aos combustíveis e minérios. Se, até a Segunda Guerra Mundial, a logística era uma atividade militar responsável pelo deslocamento de tropas, transporte de armas, equipamentos e suprimentos, hoje é impossível pensar no mundo sem a logística. Mais do que garantir os processos de entrega, o principal desafio do setor é oferecer, cada vez mais, soluções que otimizem o processo entre empresas, consumidores, regiões e nações.

Dia da Logística é comemorado em 6 de junho (Divulgação)

Em um país com dimensões continentais como o Brasil pensar em um fluxo logístico que atenda com praticidade e dinamismo a expectativa de fornecedores e consumidores exige criatividade, foco e investimento, visto que os problemas operacionais e estruturais são grandes. Responsável por atender diversos setores da economia (agronegócio, produtos industrializados, siderúrgicos e construção), a VLI acredita na multimodalidade como forma de vencer as barreiras geográficas e entregar eficiência ao mercado.

A empresa conta com mais de 7.500 pessoas em 10 estados e o Distrito Federal, oito mil quilômetros de ferrovia, oito terminais no interior e cinco operações portuárias no Sudeste e Nordeste. Esse sistema logístico conecta estradas, ferrovias e portos para auxiliar o escoamento de grãos, fertilizantes, açúcar, combustíveis, minérios, madeira, celulose, produtos siderúrgicos etc.

“Entendemos que a integração entre os diversos modais é o caminho para o Brasil aprimorar cada vez mais a movimentação de tudo que é produzido. É utilizando os atributos de cada modalidade e conectando estradas, trilhos e mar que vamos transformar a logística e contribuir com a economia”, analisa  Eduardo Calleia, gerente técnico de Prospecção da VLI.

Logística e tecnologia juntas – No cenário atual, em que a pandemia do coronavírus paralisou diversas atividades, a logística ocupa um papel central. É o que destaca Fabíolla Oliveira, gerente da Intrading Global. “O desafio é equacionar as dificuldades e oportunidades. Tivemos, por exemplo, um aumento da capilaridade no e-commerce. Pequenas, médias e grandes empresas precisam de uma cadeia logística eficiente e ágil que atenda as diversas regiões do país”.

Para Wendell Freitas, especialista em Redes da Fonmart Tecnologia, nesse contexto, o uso de novas tecnologias é crescente e determinante para elevar o desempenho. “Cada vez mais, os processos de venda estão atrelados à troca de informações digitais, que controlam várias etapas do processo, como o processamento da demanda de entrada, triagem do bem solicitado até o desembaraço em uma transportadora, por meio de tecnologias como código de barras, QR Code e etiquetas inteligentes”.

COROATÁ – MPMA requer suspensão das medidas de flexibilização no município

O Ministério Público do Maranhão ajuizou, em 2 de junho, Ação Civil Pública, requerendo, como medida liminar, a suspensão integral o Decreto Municipal nº35, de 31 de maio de 2020, que flexibilizou a política de isolamento social no município de Coroatá.

A suspensão deve valer até que seja comprovado de forma técnica ou científica que a reabertura do comércio e a livre circulação de pessoas não ocasionará um surto de coronavírus na cidade, comprometendo a rede pública de saúde.

O referido decreto permitiu o funcionamento dos estabelecimentos comerciais, de serviços e similares não essenciais, substituindo o regime imposto pelo Decreto Municipal nº 31, de 7 de maio de 2020.

Formulou a manifestação ministerial o promotor de justiça Luís Samarone Batalha Carvalho, que está respondendo pela 1ª Promotoria de Justiça de Coroatá.

MAIS PEDIDOS – Na ACP, foi solicitado que o Município seja obrigado a se abster de adotar qualquer medida que autorize o funcionamento de atividades não essenciais, enquanto durar o Estado de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (Espin-19) decorrente da epidemia de Covid-19.

Para a autorização, deve haver justificativa técnica, embasada em evidências científicas e análises sobre as informações estratégicas em saúde no município.

As estratégias devem estar fundamentadas na testagem em massa e projeções baseadas em estudos de cenário, em compromisso com o direito à informação.

Devem ser estabelecidas a responsabilidade das empresas que não seguirem as normas sanitárias e o detalhamento de como será feita a fiscalização pelo Poder Público para assegurar que as medidas de precaução serão cumpridas;

O Município deve também ser obrigado a demonstrar que finalizou a estruturação dos serviços de atenção à saúde da população referentes à demanda do Covid-19, com a proteção do Sistema Único de Saúde, e com o suprimento de equipamentos (leitos, EPIs, respiradores e testes laboratoriais) e equipes de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos e outros) em quantitativo suficiente.

PLANO – Foi requerido também que o Município seja obrigado a apresentar, no prazo de 5 dias, o plano estratégico detalhado, com cronograma e ações definidas, para ampliação do número de testes para detecção da patologia Covid-19, que inclua, minimamente: as hipóteses prioritárias da Organização Mundial da Saúde – OMS.

Deve ser apresentado o percentual da população assintomática, com o objetivo de ser mapeada a disseminação do vírus na população, inclusive para a retomada paulatina e seletiva de atividades econômicas e sociais, e a circulação de pessoas;

O MPMA requereu, ainda, a decretação da ilegalidade do Decreto Municipal nº 35/2020 e a condenação do Município a estabelecer uma rotina administrativa para o devido procedimento de exposição de justificativa dos decretos e atos normativos, sobretudo os que impactam a saúde da população, por meio da explicitação das razões e informações técnicas que os motivam.

Em caso de desobediência, foi sugerida a fixação de multa diária com valor não inferior a R$10 mil.