GIGANTE SEMPRE – Vasco da Gama, 123 anos: o time que venceu o racismo

Se o Vasco não foi o primeiro clube brasileiro a contar com jogadores negros em seu elenco – alguns pesquisadores defendem que a primazia foi do Bangu; outros que a Ponte Preta foi a pioneira -, não há dúvida que o Club de Regatas Vasco da Gama adotou uma atitude que contribuiu decisivamente para a inclusão de atletas negros, mulatos e demais brasileiros que não pertenciam à elite.

“Ao Vasco foi negado o acesso a AMEA, sob a falsa alegação do clube não ter estádio próprio, poré, o real motivo da negativa veio a tona quando foi apresentada uma proposta indecorosa, na qual o Vasco da Gama seria admitido na referida associação desde que eliminasse do time os 12 jogadores negros, pardos, caixeiros e operários.”

Vasco completa 123 anos de história neste dia 21 de agosto (Foto Reprodução)

A história:
Em 1923, uma equipe considerada pequena, que acabara de ser promovida a primeira divisão, conquistou o campeonato carioca. Como se isso não bastasse para provocar a ira dos aristocráticos clubes grandes, o campeão era formado por trabalhadores de origem humilde, brancos, negros e mulatos, sem dinheiro nem posição social. Este campeão era o Vasco da Gama.

Naquela época, o racismo imperava no futebol brasileiro. Em 1921, era debatido se jogadores de cor deveriam ser convocados para os importantíssimos confrontos entre a seleção brasileira e a da Argentina.

Como vingar-se do atrevimento do Vasco? Os clubes aristocratas reuniram-se e deliberaram excluir jogadores humildes, sob a alegação de que praticavam o profissionalismo.

Numa sessão realizada na sede da Liga Metropolitana, Mário Polo, o presidente do Fluminense, apresentou as condições impostas aos chamados pequenos clubes. Estes teriam que apresentar condições materiais e técnicas e eliminar de seus quadros sociais jogadores considerados profissionais, constantes de uma lista que foi lida no momento.

A confusão e as vaias explodiram no recinto ao término da exposição feita por Mário Polo.

Finalmente usou da palavra Barbosa Junior, do S.C. Mackenzie, representante dos chamados pequenos clubes, condenando o racismo dos grandes clubes, uma vez que os jogadores atingidos eram apenas os mulatinhos rosados do Vasco, Bangu, Andaraí e São Cristóvão, sendo o Vasco o mais prejudicado de todos. Os arianos do Fluminense, Botafogo, Flamengo e América nem de leve foram tocados.

Os aplausos calorosos da enorme assistência a Barbosa Junior deixaram a Mário Polo desapontado. A confusão foi de tal ordem que a sessão foi suspensa por dez minutos, durante os quais Mário Polo e Ari Franco, o representante do Bangu, retiraram-se juntos para uma das salas onde conversaram secretamente.

Vendo seus planos irem por água abaixo, os clubes grandes decidiram que se afastariam da Liga Metropolitana, formando uma nova entidade, a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos. Estava decretada a cisão do futebol carioca.

Mário Polo e seus comparsas calculavam que os chamados pequenos clubes ingressariam cabisbaixos e humilhados na nova entidade, submetendo-se às suas regras discriminatórias. Bangu e São Cristóvão, que possuíam jogadores atingidos pelo racismo, confirmaram as expectativas dos grandes. Os demais fatalmente seguiriam essa opção, não fora a atitude desassombrada do presidente vascaíno Dr. José Augusto Prestes e da diretoria do Vasco, enfrentando com galhardia a campanha racista, apoiado pelos outros pequenos clubes.

Um ofício assinado pelo presidente do Vasco foi enviado a Arnaldo Guinle, presidente da AMEA, declarando publicamente que negava-se a participar da nova entidade. Esse documento histórico, transcrito abaixo, deu origem a extinção do racismo no futebol.

Eis o teor do ofício:
Rio de Janeiro, 7 de abril de 1924
Ofício no. 261
Exmo. Sr. Arnaldo Guinle, M.D. presidente da Associação Metropolitana de Esportes Athleticos.
As resoluções divulgadas hoje pela imprensa, tomadas em reunião de ontem pelos altos poderes da Associação a que V. Exa. tão dignamente preside, colocam o Club de Regatas Vasco da Gama em tal situação de inferioridade que absolutamente não pode ser justificada nem pela deficiência do nosso campo, nem pela simplicidade da nossa sede, nem pela condição modesta de grande número dos nossos associados.
Os privilégios concedidos aos cinco clubes fundadores da AMEA e a forma como será exercido o direito de discussão e voto, e as futuras classificações, obriga-nos a lavrar o nosso protesto contra as citadas resoluções.
Quanto a condição de eliminarmos doze (12) jogadores das nossas equipes, resolve por unanimidade a diretoria do Club de Regatas Vasco da Gama, não a dever aceitar, por não se conformar com o processo por que foi feita a investigação das posições sociais desses nossos con-sócios, investigações levadas a um tribunal onde não tiveram nem representação nem defesa.
Estamos certos que V. Exa. será o primeiro a reconhecer que seria um ato pouco digno da nossa parte sacrificar ao desejo de filiar-se a AMEA alguns dos que lutaram para que tivéssemos entre outras vitórias a do Campeonato de Futebol da Cidade do Rio de Janeiro de 1923.
São esses doze jogadores jovens quase todos brasileiros no começo de sua carreira, e o ato público que os pode macular nunca será praticado com a solidariedade dos que dirigem a casa que os acolheu nem sob o pavilhão que eles com tanta galhardia cobriram de glórias.
Nestes termos, sentimos ter de comunicar a V. Exa. que desistimos de fazer parte da AMEA.
Queira V. Exa. aceitar os protestos de consideração e estima de quem tem a honra de se subscrever de V. Exa. Att. Obrigado.
Dr. José Augusto Prestes
Presidente

Este ofício do C. R. Vasco da Gama esclarece com precisão os motivos que levaram o hoje poderoso clube de Sao Januário a afastar-se dos chamados grandes clubes, ficando ao lado dos pequenos. Isso deu ao Vasco a maior popularidade e admiração já alcançada, até aquela época, por clubes desportivos do Rio de Janeiro.

O presidente do Vasco, em declaração pública, afirmou que só voltaria ao seio dos grandes clubes quando o Vasco fosse maior do que todos eles. Para tal coisa conseguir, o Vasco teria que construir um grande estádio.

O reinado dos arianos durou menos de um ano. Em 1925, os grandes clubes, verificando a potencialidade do Vasco, que dentro em pouco apresentaria o maior estádio do Brasil, abandonaram o racismo e remodelaram totalmente o futebol, permitindo a inscrição de jogadores humildes e concedendo ao clube da Cruz de Malta os mesmos direitos dos clubes fundadores da AMEA.

Com a inauguração do estádio de São Januário, em 1927, o Vasco, que em 1924 era o menor dos grandes, transformou-se no maior entre todos os clubes do Brasil.

Fonte: Site Netvasco

TIRO NA CABEÇA – Mulher é morta durante assalto a joalheria em shopping

Uma mulher foi morta com um tiro na noite desta sexta-feira (20), durante um assalto a uma joalheria no shopping Iguatemi, em Fortaleza, capital do Ceará. A vítima era funcionária do local. As informações são do UOL.

A mulher chegou a ser atendida por uma equipe de primeiros socorros, mas acabou não resistindo. De acordo com um áudio divulgado nas redes sociais pelo jornal Tribuna do Ceará, um socorrista relatou que todos na loja foram rendidos e, quando os assaltantes saíram, a funcionária teria acionado a porta automática da loja, para evitar que eles retornassem ao local, e acabou atingida nas costas.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, é possível ver alguns clientes do shopping correndo para fugir do local no Ao UOL, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que as policias Civil e Militar do Estado realizam diligências para identificar e capturar os envolvidos no latrocínio no shopping Iguatemi. A investigação busca dois homens armados que entraram no local e renderam as funcionárias da joalheria.

Em nota, o Iguatemi disse que “lamenta o fato e realizará todos os esforços para apurar as circunstâncias do ocorrido o mais rápido possível”. (Via site istoe)

RUAS E AVENIDAS – Parceria entre Zezildo Almeida e Flávio Dino garante execução do programa Mais Asfalto em Santa Helena

Nesta quinta-feira (19), teve início em Santa Helena, mais uma etapa do Mais Asfalto, programa desenvolvido pelo Governo do Maranhão.

A Travessa da Alegria, no bairro da Baixinha, é o primeiro ponto a ser contemplado com obras de pavimentação. Assim como na localidade, outros bairros de Santa Helena, serão beneficiados com os serviços, que visam garantir melhores condições de infraestrutura na cidade.

Além desta nova etapa do Programa Mais Asfalto, por meio da parceria entre Prefeitura de Santa Helena e Governo do Estado, o município será contemplado com um importante pacote de obras, que inclui a construção da Praça da Família que será instalada no bairro Morada Nova, a implantação de duas quadras poliesportivas e mais melhorias de infraestrutura na cidade, como a revitalização da Beira-Rio. Vale destacar, que a execução de todos esses serviços, conta com o apoio do presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Othelino Neto.

“Santa Helena está se transformando em um canteiro de obras. Serviços que irão impactar positivamente, a vida de nossa população. Com o avanço da vacinação e controle da Covid-19 no município, estamos conseguindo acelerar as ações em outros setores. Sem dúvida, o apoio do Governo e do legislativo maranhense, estão sendo fundamentais para que possamos colocar em prática todos os nossos planos. Por meio do Mais Asfalto, vamos pavimentar várias vias, garantindo desenvolvimento e claro, uma cidade muito melhor para se viver”, destaca Zezildo Almeida, prefeito de Santa Helena.

SÃO LUÍS – Vereadores pedem revitalização de Faróis do Saber e contratação de bibliotecários

A Câmara Municipal de São Luís encaminhou na sessão da última terça-feira, dia 17, as indicações dos vereadores Marlon Botão (PSB) e Octávio Soeiro (Podemos) que solicitaram, ao Governo do Estado, melhorias nos Faróis da Educação e contratação de bibliotecários em São Luís.

Foto Reprodução

O vereador Marlon Botão, por exemplo, solicitou através da indicação nº 362/21, a contratação de bibliotecários para o espaço.

“Solicito a contratação de bibliotecários para trabalhar nos faróis da educação. O farol é um espaço que oportuniza à comunidade o estímulo do hábito da leitura, por meio do acesso a diversas obras e atividades culturais unindo educação e cultura. Neste sentido, a presença de um profissional na área da biblioteconomia trará mais eficiência na busca pelo conhecimento”, destacou.

 Octávio Soeiro e Marlon Botão 

Já o primeiro secretário da Câmara, Octávio Soeiro pediu através da indicação nº 369/21 que fosse feita a revitalização desses espaços.

“Precisamos tomar providências junto aos órgãos competentes, para que sejam inseridos na revitalização dos faróis do saber, espaços de tecnologia, propiciando possibilidades de acesso à inovação, renovando a referência dessas bibliotecas como centros de pesquisa e produção, como lugares, também, de criação e modernidade, como já ocorre em outras capitais do país”, diz mensagem no documento.

ZONA RURAL – Osmar Filho apoia e participa do lançamento do Projeto Coração Solidário

A ação é de autoria do parlamentar Octávio Soeiro (Podemos). No ato do lançamento mais de 150 famílias dos bairros Coqueiro, Juçara e Jacamim, na Zona Rural foram contemplados com cestas básicas e 300 kg de peixes.

“Uma honra fazer parte desse projeto que engrandece mais ainda as ações em favor da nossa população. A pandemia desestabilizou a todos, e cooperar com esse ato, só reforça que devemos agir mais ainda para ajudar quem precisa”, destacou Osmar.

Vale destacar que o projeto tem a colaboração da Prefeitura de São Luís, e durante os próximos dias irá percorrer os diversos bairros da capital maranhense.

O senador ressaltou a união como ponto chave neste cenário atual.

“Com união e solidariedade vamos vencer esse momento difícil. É o exemplo que está dando hoje o vereador Octávio Soeiro, com o lançamento do projeto “Coração Solidário”. Vamos vencer essa crise juntos!”, disse.

“De mãos dadas e com a parceria dos amigos Weverton, Osmar Filho e da Prefeitura de São Luís, vamos vencer esse momento tão delicado. Afinal, são ações como essa que amenizam o sofrimento de quem mais precisa. O projeto idealizado por mim, vai percorrer vários bairros da nossa querida cidade”, finalizou Soeiro.

CIDELÂNDIA – Diretora impede estudantes de assistirem aulas por não terem sapato preto  

Em Recomendação emitida nesta sexta-feira, 20, o Ministério Público do Maranhão questionou a atitude da diretora da Escola Ezequiel Garcia, Clean Gomes Costa das Chagas, que está impedindo alunos de assistirem às aulas por não usarem sapato preto.

Imagem ilustrativa (Reprodução)

O promotor de justiça Tiago Quintanilha Nogueira recomendou à diretora que se abstenha de impedir o acesso dos alunos que não estejam usando o uniforme escolar, sem prejuízo de, eventualmente, tomar outras medidas disciplinares proporcionais ao descumprimento das normas escolares.

No documento, o titular da 2ª Promotoria de Justiça de Açailândia, da qual Cidelândia é termo judiciário, destaca que, ao responder às informações requisitadas pelo MPMA, a diretora não negou a conduta de mandar os alunos sem sapato preto de volta para casa.

Embora tenha acertado previamente com os pais e responsáveis os detalhes da padronização do uniforme escolar, também foi combinado que os estudantes poderiam ir para a escola mesmo se não tivessem o uniforme completo. Porém, ao chegarem na escola, eram mandados de volta para casa.

O representante do Ministério Público, na Recomendação, destacou que não há plena dignidade sem educação e o art. 205 da Constituição Federal estabelece que “a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional dispõe que “o ensino será ministrado com base no princípio da igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”.

No mesmo sentido, o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que a criança e o adolescente têm direito à dignidade e ao respeito como pessoas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais, e o direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral do adolescente.

“As normas regimentais escolares são hierarquicamente inferiores à legislação constitucional e infraconstitucional”, afirmou, na Recomendação, Tiago Quintanilha. (CCOM-MPMA)

SÃO LUÍS DO MARÁ – Sem povo, sem ovo e sem ovação, passeio de Lula chega ao fim

A visita do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva à Ilha de São Luís chegou ao fim na tarde desta sexta-feira (18). Foram três dias de jantares, almoços, reuniões e encontros com lideranças políticas, camponesas e indígenas em Upaon-Açu.

Um dos encontros de Lula em São Luís (Foto WhatsApp Reprodução)

A expectativa frustrada de o povo comparecer nos arredores dos locais em que Lula se fez presente não abateu cicerones e militantes da esquerda que organizaram a agenda do líder petista em terras gonçalvinas. Certamente, o jantar à base de frutos do mar oferecido ao ilustre visitante no Palácio dos Leões foi o evento mais disputado, principalmente por quem busca o apoio do PT nas eleições de 2022.

Quanto aos encontros de Lula com lideranças ligadas ao campo e com pajés e caciques de tribos ancestrais, nada de novidade. Tudo poderia ter sido feito por meio de videoconferência ou live. Mesmo porque não se tem conhecimento de aglomerações, participação do povo, Lula sendo ovacionado ou até mesmo tentativa de “ovo acionado”…

 

SEM POVO E SEM COLETIVA – Lula deixa São Luís pra conversar com jornalistas em São José de Ribamar

A pandemia da Covid-19 e suas restrições podem ter sido o motivo para que a visita do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Maranhão tenha ocorrida de forma discreta e sem o calor do povo. Mesmo assim, causou estranheza a falta de público nos corredores viários por onde Lula transitou e nos arredores das sedes das instituições por onde o ex- presidente esteve durante sua agenda de três dias em São Luís.

Causou estranheza também o fato da mudança do local onde seria realizada a entrevista com a imprensa. Do hotel de luxo no Calhau, a coletiva foi transferida para a sede da Fetaema, na Estrada do Araçagy.

Será que além da falta de povo, faltou também interesse de membros da imprensa para participar da entrevista de Lula? Ou foi exiguidade de temp, o real motivo para a coletiva mudar de recinto e até mesmo de município, visto que o encontro do ex-metalúrgico com jornalistas foi transferido de São Luís para São José de Ribamar, onde fica a Fetaema?

Confira a Nota da Assessoria de Comunicação do PT:

MUDANÇA DE LOCAL: Entrevista coletiva do ex-presidente Lula será na FETAEMA

Mudou para a sede da FETAEMA o local da entrevista coletiva com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acontece nesta sexta-feira (20), a partir do meio-dia. Antes da entrevista, Lula tem encontro com o PT e movimentos sociais, também na Federação dos Trabalhadores Rurais.

“SEM AGLOMERAR” – Lula encerra agenda em São Luís com encontros e coletiva em hotel

Nesta sexta-feira (20), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerra sua agenda em São Luís com “encontros fechados”, com limitação de pessoas, no hotel em que está hospedado.

Lula concede entrevista em hotel – (Reprodução)

Pela manhã, Lula tem encontro com o PT e com os movimentos sociais Fetaema (Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras) e Fetraf (Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar) e CUT. A partir do meio-dia o ex-metalúrgico concede entrevista coletiva à imprensa. A coletiva que estava marcada para o Hotel Blue Tree, no Calhau foi transferida para a sede da Fetaema, no Araçagy.

RAPOSA – Prefeitura e Conselho Municipal promovem VII Conferência da Assistência Social

A Prefeitura de Raposa, por meio da Secretaria de Assistência Social (SEMAS), em conjunto com o Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS), realizou na terça-feira (17), a VII Conferência Municipal de Assistência Social. O encontro aconteceu no auditório da Fazendinha Parque Raposa, seguindo todos os protocolos de segurança.

Com o tema “Assistência Social: Direito do povo e dever do Estado, com financiamento público para enfrentar as desigualdades e garantir proteção social”, o evento contou com a presença do prefeito Eudes Barros; o presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, Aroldo Rodrigues; a secretária da SEMAS e primeira-dama, Cássia Barros; o presidente do Conselho Estadual de Assistência Social, Jairon Maciel Dias; vereadores municipais; secretários municipais; representantes do Conselho Tutelar de Raposa e  sociedade civil.

A conferência é um espaço de caráter propositivo e deliberativo que oportuniza o debate abrangente e avaliação da política de assistência social e a definição de novas diretrizes para o aprimoramento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Foram cinco eixos temáticos debatidos pelos grupos de discussão.

O prefeito frisou a todos que as sugestões debatidas fossem bem elaboradas e realistas, para que assim, seja possível tirá-las do papel. “Aqui nós temos todos os segmentos do nosso município, que conhecem a realidade de Raposa. E todos têm um papel importante de contribuir com suas ideias e sugestões para a melhoria da vida das pessoas. Saio daqui muito feliz, com um debate aberto a população, em que ela tem a oportunidade de se manifestar”.

O presidente Aroldo Rodrigues agradeceu a participação de todos na realização da conferência. “É uma grande responsabilidade e uma honra estar representando a sociedade civil. E gostaria de dizer que o tema deste ano é muito forte, fala sobre o direito do povo, mas tem também uma parte importante quando fala sobre a participação do povo. As transformações acontecem a partir das participações”.

Cássia Barros fez um balanço das ações que vem sendo desenvolvidas pela SEMAS desde o dia 1º de janeiro de 2021, em prol da sociedade raposense. Lembrou dos desafios impostos pela pandemia do coronavírus, que aumentou as dificuldades de fornecer assistência, porém, destacou que a Secretaria consegue ajudar a quem tanto precisa.

Também foi realizada a eleição dos Delegados para a Conferência Estadual, a qual foram eleitos José Ricardo dos Santos Matos, representando a sociedade civil (suplente: Viviane Moraes) e Sandra Regina Lima de Castro Ribeiro, representando o poder Público Municipal (Suplente: Maria do Socorro Rocha Araújo).

Questionado sobre os benefícios que os cidadãos raposenses ganharão com as propostas idealizadas, o delegado recém-eleito, José Ricardo, relata que: “Irão ganhar fortalecimento, na resistência das nossas propostas, levando-as para o estado, e se Deus quiser, para o governo federal”.

Os representantes do poder público e sociedade civil irão representar o município na conferência estadual, que acontecerá nos dias 21, 22 e 23 de outubro deste ano.

Os cinco eixos temáticos debatidos durante a VII Conferência de Assistência Social:

Eixo 1 – A proteção social não-contributiva e o princípio da equidade como paradigma para a gestão dos direitos socioassistenciais no enfrentamento das desigualdades;

Eixo 2 – Financiamento e orçamento como instrumento para uma gestão de compromissos e corresponsabilidades dos entes federativos para a garantia dos direitos socioassistenciais;

Eixo 3 – Controle social: o lugar da sociedade civil no SUAS e a importância da participação dos usuários;

Eixo 4 – Gestão e acesso às seguranças socioassistenciais e a articulação entre serviços, benefícios e transferência de renda como garantias de direitos socioassistenciais e proteção social;

Eixo 5 – Atuação do SUAS em Situações de Calamidade Pública e Emergências.