O governador Carlos Brandão, atualmente sem partido, sabe muito bem o que quer e já decidiu ficar até o último dia de 2026 no comando do Executivo estadual do Maranhão. Essa história de reunião com a cúpula nacional do PT e que os petistas deram negativa ao nome do pré-candidato a governador, Orleans Brandão é pura “conversa pra Nelore cochilar”.

Governador Brandão com o presidente Lula
Brandão sabe também dos riscos e mais riscos que correrá estando fora do cargo de governador para tentar uma vaga no Senado Federal. É a mesma situação contada na fábula do sapo que deu carona para um escorpião atravessar um lago montado em suas costas…
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E tem mais: o presidente Lula, caso venha disputar a reeleição, não vai interferir em disputa de governo, em um estado onde detém a grande maioria da preferência do eleitorado. A neutralidade no certame será a melhor alternativa para o petista, que sempre disse que sua prioridade é fazer a maioria no Senado Federal.
O termo “caso venha disputar a reeleição” advém da enrascada que Lula se envolveu no Carnaval do Rio de Janeiro, quando foi homenageado pela Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí. A propaganda eleitoral explícita e fora de época pode resultar no seu impedimento de concorrer ao cargo que ocupa.
Disputar um quarto mandato não depende somente de Lula. Uma avalanche de denúncias sobre quebra de normas da lei eleitoral antes, durante e depois do desfile carnavalesco da escola – posteriormente rebaixada -, invadiu a sala de protocolos da Justiça Eleitoral.
Tudo pode acontecer – e também pode não acontecer nada.
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