“Foi empresa dessa gente escolhida pelo presidente para comprar vacina. Ele preferiu esse tipo de negociação. É por isso que tem aumentado a cada dia a percepção de que o governo é um governo corrupto”, afirmou Renan.
Jorginho, aliado do Palácio do Planalto, não gostou da declaração e tentou defender Bolsonaro.
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“Não foi governo que escolheu [as empresas]. Foram os picaretas que tentaram vender”, bradou.
O relator reclamou da interrupção, já em tom elevado. “Eu não permito que me interrompam. Pode defender o seu presidente da República quando quiser. Na hora q eu falo, não”.
Jorginho ainda repetiu que o governo não escolheu negociar com “picaretas”. Renan ressaltou que não admitir ser interrompido. Então Jorginho gritou:
“Vá para os quintos!”
“Vá vossa excelência, com o seu presidente e o Luciano Hang [empresário aliado de Bolsonaro]”, respondeu Renan.
Jorginho defendeu Hang: “Vá lavar a boca para falar do Luciano Hang, um empresário decente, um homem honrado”.
“Vá lavar a tua, vagabundo”, atacou Renan.
Contidos pelos colegas
A partir daí, o bate-boca se intensificou de vez. Jorginho chamou Renan de “ladrão e picareta”. O relator repetiu as mesmas ofensas para o colega.
Em meio ao tumulto, Renan se levantou da tribuna para se aproximar de Jorginho, sentado no plenário da comissão. A CPI ainda não havia registrado uma discussão em que senadores se levantaram para tirar satisfações um com o outro.
Formou-se um tumulto em torno dos dois parlamentares. Renan chamou Jorginho de “puxa-saco”. Jorginho rebateu: “Vagabundo”
Demais senadores presentes tiveram que conter fisicamente, até mesmo com abraços, Renan e Jorginho. Com isso, os ânimos aos poucos se acalmaram, Renan voltou à tribuna e o depoimento desta quinta, do empresário Danilo Trento, foi retomado. (Portal G1)
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