MUITO COMUM – Por que tanto espanto sobre a visita de Flávio Dino a José Sarney?

Desde que deixou o governo do Maranhão no início da década de 1970 para concorrer ao Senado Federal, o cidadão maranhense, natural de Pinheiro (há quem diga que ele é de São Bento), José Ribamar Ferreira de Araújo Costa Sarney, o ‘Zé Sarney’, sempre reinou, comandou, orientou e decidiu sobre os destinos políticos do Maranhão. E deve-se dizer que todos os governadores que lhe sucederam, ou passaram pelo seu crivo, ou por sua mão, recebendo ordens ou tomando bênção e conselhos.

De todos, o único que sofreu o peso pesado da influência e revanche política de José Sarney, cumprindo o mandato, foi Jackson Lago, que foi destronado do cargo de governador, de goela abaixo, em abril de 2009. Mas sabe-se que o ‘Doutor’, no cargo de prefeito de São Luís, brindou com a filha do chefe do grupo Sarney, quando de forma eufórica, firmaram um pacto em favor da capital maranhense.

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Casa dos parafusos

José Sarney e Flávio Dino; encontro que rendeu pauta na imprensa local (Foto Internet)

Nesta quarta-feira (26) a mídia local deu grande ênfase ao encontro do atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), com o octogenário José Sarney. Na pauta, alguns bem informados jornalistas chegaram a dizer que a visita teve como objetivo, a transmissão de um recado do ex-presidente Lula ao  “ex-tudo” na política, Zé Sarney.

Se foi um recado, ou uma ‘bênção’  ou  até mesmo uma futura parceria para ‘tratar’ do Maranhão ou do Brasil, não importa. O certo é que Flávio Dino, no passado, já convivia com a família Sarney e isso não tem nada de anormal. É tudo muito natural, afinal de contas, Dino não seria exceção na linha sucessória palaciana, quando o assunto é José Sarney.

A propósito, somente para reforçar o peso de José Sarney na política, em nível nacional, seus sucessores Itamar Franco, FHC, Lula, Dilma, Temer e Jair Bolsonaro também já “alugaram” os tímpanos desta liderança maranhense para ouvir os seus conselhos. Abre-se nesse caso, exceção para Color de Mello que só tomou bênção para Zé Sarney muito tempo depois de ter sido “impitimado”.

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MarcPeças Axixá

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