A Prefeitura de São Luís conquistou uma vitória histórica para o patrimônio cultural da capital. O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), órgão vinculado ao Ministério da Cultura, aprovou, por unanimidade, a concessão da titulação de museu nacional ao futuro Museu Nacional do Azulejo, que está sendo implantado pela Prefeitura de São Luís no Palacete da Rua Formosa, no Centro Histórico.
A decisão foi baseada em documentação técnica elaborada pela equipe do Ibram, com visitas técnicas realizadas em São Luís. O colegiado considerou a relevância nacional do acervo, a importância histórica, artística e cultural do patrimônio azulejar maranhense, o potencial educativo e a contribuição para a descentralização dos museus nacionais no Brasil.
Esta semana, em agenda institucional em Brasília (DF), a prefeita Esmênia Miranda e a presidente da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (Fumph), Kátia Bogéa, aproveitaram a oportunidade para agradecer pessoalmente à presidente do Ibram, Fernanda Santana Rabello de Castro, pela aprovação unânime. O encontro reforçou a parceria entre o Município e o órgão federal para a consolidação do futuro Museu Nacional do Azulejo.
Para a prefeita Esmênia Miranda, o reconhecimento nacional reforça a vocação de São Luís como cidade de cultura e memória viva. “Essa titulação prova que museu não precisa ser apenas um prédio grande no Centro. Ele pode, e deve, estar à disposição da comunidade, para apreciação de visitantes e estudantes. Os museus são espaços fundamentais de educação e pesquisa. Por isso, reafirmamos nosso compromisso em promover a cultura, a educação patrimonial e o acesso da população à memória coletiva”, afirmou.

Museu Nacional do Azulejo na Rua Formosa
O Museu Nacional do Azulejo segue em obras de restauro sob gestão e liderança do Instituto Pedra, que também responde pela autoria dos projetos arquitetônicos e executivos. Trata-se de um trabalho desafiador para a recriação detalhada da marcenaria original do imóvel. O futuro museu integra um amplo projeto de preservação e valorização da azulejaria e abordará a trajetória do azulejo desde suas origens e influências europeias até sua incorporação e transformação no Brasil, reforçando o protagonismo de São Luís na preservação, pesquisa e difusão desse patrimônio.


















