IDH BAIXÍSSIMO – 81 municípios maranhenses chegam aos “24 anos de idade” com pouco motivo para festejar

Dos 217 municípios existentes no Maranhão, 81 foram “criados” a partir de Leis Estaduais no mês de novembro de 1994. Portanto, nesse caso, não se trata de emancipação política como muitos divulgam. Na verdade, todas estas 81 novas cidades surgiram de desmembramentos dos chamados “municípios-mãe”.

Acontece que o critério adotado para o surgimento desses novos centros urbanos, certamente não obedeceu qualquer padrão econômico ou populacional. Interesses políticos eleitorais prevaleceram sobremaneira e o resultado, infelizmente é avassalador. Para se ter uma ideia, no ranking dos 30 municípios maranhenses com pior Índice de Desenvolvimento Humano-IDH, 23 estão enquadrados nessa safra de núcleos urbanos criados em 1994. O baixo índice econômico e demográfico, o analfabetismo, o desemprego e a alta taxa de mortalidade infantil contribuem para esse estado de miséria absoluta criada por esses “currais eleitorais”.

A maioria dos 81 novos municípios do Maranhão apresenta índices baixíssimos de desenvolvimento humano.

O Governo do Estado do Maranhão até lançou um programa social visando a redução desses índices de pobreza, o chamado +IDH. Mas nada que consiga reverter esse quadro deplorável de extrema pobreza nesses municípios. A falta de emprego, a precariedade no saneamento básico, além da carência de investimentos em setores essenciais como saúde, educação e infraestrutura corroboram com esse desastre que atinge milhares de maranhenses. E ainda vale dizer que na maioria dessas cidades, a única fonte de recursos é o Fundo de Participação do Município-FPM.

Um estudo feito pelo Professor-Doutor da Universidade Federal do Maranhão – UFMA, Antonio José de Araújo Ferreira, mostra que, enquanto durante as décadas de 1970 e 1980 criaram-se 40 municípios no Maranhão e em 1991 apenas seis, no ano de 1994 surgiram 81 novos centros urbanos. O mesmo levantamento aponta que das dez cidades mais miseráveis do Brasil, quatro se localizam no Maranhão e foram criadas em 1994, a saber: Centro do Guilherme (1°); Belágua (3°); Santo Amaro do Maranhão (5°); e Matões do Norte (8°).

Portanto, a criação aleatória de municípios para serem “usados” eleitoralmente como quintais ou quintas de caciques da política, não é a melhor maneira de se fomentar progresso, promover a qualidade de vida das pessoas e melhorar indicadores sociais. Mesmo porque, em cada festa de aniversário de algumas dessas novas cidades, rios de dinheiro são gastos com mega shows e contratação de grupos e bandas musicais a peso de ouro. Enquanto isso, grande parte da população vive o restante do ano, à margem do desenvolvimento.

SÃO LUÍS – Gestão dos benefícios previdenciários dos servidores da Câmara será assumida pelo Ipam

TAC que garantiu a mudança foi intermediado pelo MPMA e MP de Contas

Por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), celebrado nesta quinta-feira, 8, na sede da Procuradoria Geral de Justiça, a gestão do pagamento, manutenção e concessão de benefícios previdenciários dos servidores da Câmara Municipal de São Luís será assumida pelo Instituto de Previdência e Assistência do Município (Ipam).

O acordo foi firmado entre o Ministério Público do Estado do Maranhão e Ministério Público de Contas, como compromitentes, e o Município de São Luís, Ipam e Câmara Municipal, como compromissários.

O procurador-geral de justiça recebeu as autoridades

O procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho, recebeu as autoridades. Ele destacou que o Ministério Público do Maranhão tem buscado o diálogo para resolver as questões. “O que nos interessa é a efetiva resolução dos problemas. Por isso o diálogo é sempre a primeira opção”, afirmou Gonzaga.

Em seguida, o promotor de justiça Lindonjonson Gonçalves de Sousa falou sobre o trabalho desenvolvido. Segundo ele, “este é mais um resultado positivo gerado pela atuação conjunta das instituições.”

Assinaram o documento o promotor de justiça Lindonjonson Gonçalves de Sousa, que responde pela 28ª Promotoria de Justiça de Defesa da Probidade Administrativa, representando o MPMA; o procurador Jairo Cavalcante Vieira, pelo MP de Contas; o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior; a presidente do Ipam, Maria José Marinho de Oliveira; e o presidente da Câmara Municipal de São Luís, Astro de Ogum.

O chefe de Assessoria Especial da PGJ, Justino Guimarães, e o promotor de justiça Marcos Valentim Pinheiro Paixão, também participaram da reunião.

Embora o Ipam tenha a prerrogativa de gerir o Regime Próprio de Previdência Social de São Luís, o órgão não é o único gestor desse sistema. Conforme ficou constatado em fiscalização conjunta do Ministério Público Estadual e MP de Contas, quem paga os inativos da Câmara de Vereadores é o próprio Legislativo, o que contraria um princípio básico do Sistema Previdenciário Público, que é a gestão unificada dos seus recursos.

A conduta também afronta a própria Constituição Federal, no artigo 40, e a Lei Geral da Previdência no Serviço Público (nº 9.717/98).

O MP Estadual e o MP de Contas apuraram, também, que o Ipam desconhece totalmente os dados relativos à folha de pagamento dos inativos da Câmara Municipal de São Luís. “Não possui sequer informações sobre seu quantitativo, ou sobre a forma como se deu a concessão de aposentadorias, ou se os valores que são repassados para fazer face aos proventos dos mesmos condizem com a sua real necessidade”, observa o documento.

Os signatários do TAC consideram, ainda, a situação “um quadro gravíssimo de ilegalidade” e que precisa ser “urgentemente mudado, pois desvirtua o atingimento do equilíbrio financeiro e atuarial, princípio basilar do sistema de previdência público”.

COMPROMISSOS

Cada compromissário do TAC assumiu algumas obrigações. A Prefeitura de São Luís, a partir do dia 20 de dezembro de 2018, deixará de efetuar repasses para a Câmara com a finalidade de pagamento de benefícios previdenciários, passando a enviar tais recursos para o Ipam.

À Câmara, compete, entre outras obrigações, entregar, num prazo de 30 dias, os processos de aposentadoria e pensão de todos os servidores da casa legislativa; fornecer todas as informações sobre a base cadastral dos segurados; deixar de conceder aposentadorias, tendo em vista a transferência da gestão para o Ipam; informar, de maneira individual, as contribuições previdenciárias recolhidas ao regime geral do Município.

Ao Ipam, cabe, além de assumir a gestão dos benefícios previdenciários dos servidores da Câmara, manter o pagamento dos benefícios já concedidos, bem como enquadrar os segurados no plano financeiro ou previdenciário, conforme análise das informações disponibilizadas pelo Legislativo.

Em caso de descumprimento de qualquer uma das cláusulas, será aplicada multa diária de R$ 10 mil ao compromissário.

Redação: CCOM-MPMA

https://www.mpma.mp.br/index.php/lista-de-noticias-gerais/11/15026

DESEMPREGO E DESESPERO – 214 aprovados no concurso da PM ainda aguardam a nomeação prometida pelo governo

Pelo menos 214 candidatos aprovados no Concurso Público da Polícia Militar do Maranhão em 2012, (Edital N° 003 de 10.10.12 – SEGEP), até hoje, travam uma árdua batalha no sentido de verem o sonho de ingressar na PM realizado. Isso porque, apesar de todos terem sido aprovados no Curso de Formação de Soldados-PM, que é considerado a segunda etapa do certame, ainda não foram nomeados para ingressar nas fileiras da briosa Polícia Militar do Maranhão.

Esta etapa, caracterizada como teórica e que assegura a aprovação final do candidato, foi realizada nas dependências do Quartel do 16° BPM, no município de Chapadinha-MA, no período de 17 de abril a 20 de junho deste ano. Desta maneira, os aprovados já estariam em condições de serem nomeados pelo governador Flávio Dino, para só então, participarem de uma outra etapa chamada ‘Nivelamento’. Essa trata especificamente de conceitos e preceitos internos da instituição militar, tais como postura, conduta, abordagem, aprendizagem sobre armamento e tiros, dentre outras práticas básicas da corporação. Esses procedimentos, de acordo com orientações recebidas pelos aprovados, não podem ser realizados antes das nomeações, para que os mesmos não sejam cooptados por eventuais excluídos e usados de forma indevida.

Os 214 candidatos aprovados no Curso de Formação de Soldado-PM aguardam pela nomeação que lhes são de direito

Vale destacar que todos esses candidatos aprovados, ingressaram sub judice e obtiveram o ganho na justiça. Também dizer que alguns destes foram reprovados nas provas teóricas em Chapadinha, mas que participaram de um processo de recuperação e reclassificação realizado no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças – CEFAP, em São Luís. Assim, todos os aprovados já poderiam ser nomeados para somente depois, participarem do chamado Nivelamento.

Convém salientar que alguns destes candidatos, intimados para participarem das etapas do Curso de Formação do Soldado-PM, deixaram de lado seus empregos, família e demais atividades, para dedicação exclusiva na etapa teórica do curso, por um período de dois meses. Muitos inclusive, deixaram de honrar seus compromissos financeiros, apostando todas as suas fichas na tão sonhada Nomeação. Até mesmo uma bolsa para ajuda de custo em benefício dos aprovados foi repassada somente dois meses após o encerramento da etapa teórica.

Por fim, foi criada uma comissão representando os aprovados, que já participou de várias audiências com integrantes do Sistema de Segurança Pública do Estado. Os aprovados também tiveram uma reunião com o secretário-chefe da Casa Civil, à época Rodrigo Lago, mas não obtiveram respostas concretas quanto ao processo de nomeação. Apenas foram informados que a relação dos aprovados foi encaminhada para o governador Flávio Dino para sancionar a nomeação.

Por outro lado, enquanto observa-se certo silêncio do Executivo Estadual sobre esse importante caso, os aprovados aguardam, com batimentos cardíacos acelerados, em função da ansiedade, do desespero e da certeza da conquista de uma estabilidade profissional, por um gesto do governador Flávio Dino de usar sua caneta e definir o destino desses futuros soldados da briosa Polícia Militar do Maranhão. A sociedade que clama por mais segurança também agradece.

NOVEMBRO AZUL – Prefeitura de Santa Helena desenvolverá campanha de prevenção ao câncer de próstata

O mês passado foi marcado pelas ações voltadas as mulheres no município de Santa Helena, por conta da campanha ‘Outubro Rosa’. Com o objetivo de atender o maior número de mulheres e ajudar a prevenir e identificar o câncer de mama, a Prefeitura de Santa Helena, através da Secretaria Municipal de Saúde, realizou durante todo o mês de outubro ações que tiveram como objetivo auxiliar as mulheres à ficarem atentas aos sintomas.

Todos de azul: Prefeito Zezildo Almeida e secretário de Saúde Fabio Nascimento

Palestras, autoexames e consultas, foram realizadas em postos de saúde da sede e da zona rural. O câncer de mama é muito comum e no Brasil, por ano, cerca de 2 milhões de casos são registrados. O início desta enfermidade na mama apresenta sintomas como: mamilo dolorido, nódulos ou secreção; e ao ser identificado, uma dessas anomalias é necessário fazer um diagnóstico o mais rápido possível.

Aproximadamente 600 mulheres foram atendidas, entre consultas com ginecologistas e mastologistas, além da coleta de preventivos e realização de testes rápidos.

Para o prefeito Zezildo este é um importante passo para o combate da doença, que precisa ser identificada à tempo e tratada, assim as chances de cura são maiores e é exatamente esse trabalho que a Prefeitura de Santa Helena faz, não só no mês de outubro, mas durante todo o ano.

Já o mês de Novembro, é voltado para os homens, com a campanha ‘Novembro Azul’, como foi intitulado o mês de prevenção e combate ao câncer de próstata. A campanha também visa ajudar os homens a quebrar tabus no que diz respeito ao diagnóstico, com exames de ‘toque retal’ e através de PSA.

Igualmente ao ‘Outubro Rosa’, a Prefeitura de Santa Helena desenvolverá ações específicas para o ‘Novembro Azul’ com palestras, encontros e orientações aos homens helenenses. Tanto é assim que a Secretaria de Saúde estará disponibilizando a rede municipal de saúde para esse fim. (COM BLOG GLEICY FERREIRA)

SÃO FRANCISCO DO BREJÃO – Prefeito e secretário são alvos de ACP por ato de improbidade

O Ministério Público do Maranhão propôs, em 25 de outubro, Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa contra o prefeito do Município de São Francisco do Brejão, Adão de Sousa Carneiro, e contra a secretária municipal de Planejamento, Administração e Finanças, Claudinir de Sousa Gomes, em razão de não terem obedecido normas estabelecidas em edital de concurso público promovido pela prefeitura.

A manifestação ministerial foi assinada pela promotora de justiça Glauce Mara Lima Malheiros, da Comarca de Açailândia, da qual São Francisco do Brejão é termo judiciário.

Consta nos autos que o servidor público municipal Francisco Pereira de Morais foi aprovado no último concurso público realizado pelo Município de São Francisco do Brejão, em 2016, para o cargo de professor do ensino fundamental. O concurso ofereceu 11 vagas. Francisco Pereira ficou em 12º lugar. Porém, cinco aprovados desistiram de tomar posse.

Mesmo com a desistência, ele somente conseguiu assegurar a nomeação, depois de dois anos, após intervenção do Ministério Público e determinação judicial.

Além disso, Francisco Pereira foi lotado na localidade mais distante de São Francisco do Brejão, na escola do povoado Capemba D’Água, contrariando norma do edital que prioriza a escolha do local de lotação aos melhores classificados e de acordo com a necessidade e conveniência da Prefeitura.

A promotora de justiça enfatizou que o MPMA, após levantamento do quadro de professores, constatou a existência de 15 docentes contratados sem concurso, lotados na área urbana, cargos que, em tese, poderiam ser supridos por servidores concursados.

Também foi verificada a nomeação de dois candidatos aprovados, com classificação inferior a Francisco Pereira, em localidade mais próxima que a destinada a ele.

Durante o processo, o servidor afirmou que a resistência à sua nomeação se deu porque era adversário político do gestor público municipal, tendo sido candidato a vice-prefeito em chapa de oposição no último pleito.

“Diante de tudo o que foi apresentado, não existe nenhuma duvida de que esse servidor foi lotado na localidade mais distante da sede do Município de São Francisco do Brejão de forma arbitrária, sem motivação e sem qualquer critério objetivo que pudesse justificar o ato”, afirmou a promotora de justiça, na ação.

Glauce Mara Lima Malheiros acrescentou que a nomeação de Francisco Pereira em localidade distante não foi praticada para atender o interesse público, mas como forma de represália pelo fato de que o nomeado é adversário político do gestor municipal.

PEDIDOS

Caso sejam condenados por improbidade administrativa, Adão de Sousa Carneiro e Claudinir de Sousa Gomes estarão sujeitos a penalidades previstas na Lei nº 8.429/92, como perda da função pública, suspensão dos direitos políticos pelo prazo de três a cinco anos, pagamento de multa de até 100 vezes a remuneração recebida e proibição de contratar ou receber benefícios do Poder Público, ainda que por meio de empresa da qual sejam sócios majoritários, por três anos.

Redação: Eduardo Júlio (CCOM-MPMA)

FOGO CRUZADO – Flávio Dino pode estar “decretando” guerra do Maranhão contra o Brasil

“Não vou ser governador para transformar os antigos excluídos nos novos protegidos, nem para transformar os antigos protegidos nos novos excluídos no jogo do poder. Está proclamada a República do Maranhão.” – Com estas palavras, Flávio Dino (PCdoB) encerrou seu discurso de posse como governador do Estado, no dia 1° de janeiro de 2015.

Passados quase quatro anos da chamada “independência” de um dos estados mais pobres do país, ao que parece, o mesmo Flávio Dino, agora reeleito ao cargo, declarou guerra à ‘Mãe Gentil, Pátria Amada Brasil’. Mesmo não sendo guerra, o que se tem visto nas redes sociais é um embate de palavras à base de críticas, ironias e esculachos contra o presidente eleito Jair Messias Bolsonaro (PSL), que comandará o Brasil a partir de 1° de janeiro de 2019.

O governador Flávio Dino (PCdoB) tem usado as redes sociais para detonar o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL)

As trincheiras de Flávio Dino, são chamadas nesse momento, de redes sociais. Para muitos, suas armas e munições são a maneira ríspida e arrogante de ele tratar um cidadão, eleito legitimamente pela vontade popular, como o governante de todos os brasileiros. Dino não poupou sequer o momento sublime da futura posse de Bolsonaro. É como se o governador tivesse provocando o ‘capitão’ para um duelo desnecessário. E isso, pode prejudicar muito a população maranhense, que não tem nada a ver com a derrota “petista-comunista” nas urnas e que dessa forma, não merece está no meio desse ‘tiroteio’.

A menos que o governador Flávio Dino entenda que, pelo fato de o petista Fernando Haddad ter saído vitorioso na soma dos votos no Maranhão, os maranhenses estejam de acordo com essa “ideologia interna e internauta” de Dino em atacar Bolsonaro. Ou talvez, devido ao seu posicionamento na campanha eleitoral, ele esteja ciente de que não terá dias melhores daqui pra frente em seu novo governo.

Assim, talvez Dino possa usar num futuro bem próximo, um discurso de que o Presidente do Brasil não é amigo da “República do Maranhão” e de sua gente. E esse filme muitos já viram aqui na ‘Ilha Rebelde’, mesmo que, com outros personagens… Por outro lado, 2022 está bem aí!

FOGO CRUZADO – Flávio Dino pode está decretando guerra da “República do Maranhão” contra o Brasil

“Não vou ser governador para transformar os antigos excluídos nos novos protegidos, nem para transformar os antigos protegidos nos novos excluídos no jogo do poder. Está proclamada a República do Maranhão.” – Com estas palavras, Flávio Dino (PCdoB) encerrou seu discurso de posse como governador do Estado, no dia 1° de janeiro de 2015.

Passados quase quatro anos da chamada “independência” de um dos estados mais pobres do país, ao que parece, o mesmo Flávio Dino, agora reeleito ao cargo, declarou guerra à ‘Mãe Gentil, Pátria Amada Brasil’. Mesmo não sendo guerra, o que se tem visto nas redes sociais é um embate de palavras à base de críticas, ironias e esculachos contra o presidente eleito Jair Messias Bolsonaro (PSL), que comandará o Brasil a partir de 1° de janeiro de 2019.

As trincheiras de Flávio Dino, são chamadas nesse momento, de redes sociais. Para muitos, suas armas e munições são a maneira ríspida e arrogante de ele tratar um cidadão, eleito legitimamente pela vontade popular, como o governante de todos os brasileiros. Dino não poupou sequer o momento sublime da futura posse de Bolsonaro. É como se o governador tivesse provocando o ‘capitão’ para um duelo desnecessário. E isso, pode prejudicar muito a população maranhense, que não tem nada a ver com a derrota “petista-comunista” nas urnas e que dessa forma, não merece está no meio desse ‘tiroteio’.

A menos que o governador Flávio Dino entenda que, pelo fato de o petista Fernando Haddad ter saído vitorioso na soma dos votos no Maranhão, os maranhenses estejam de acordo com essa “ideologia interna e internauta” de Dino em atacar Bolsonaro. Ou talvez, devido ao seu posicionamento na campanha eleitoral, ele esteja ciente de que não terá dias melhores daqui pra frente em seu novo governo.

Assim, talvez Dino possa usar num futuro bem próximo, um discurso de que o Presidente do Brasil não é amigo da “República do Maranhão” e de sua gente. E esse filme muitos já viram aqui na ‘Ilha Rebelde’, mesmo que, com outros personagens… Por outro lado, 2022 está bem aí!

BARRA DO CORDA – Omissão de informações leva MPMA a acionar prefeito por improbidade administrativa

Gestor municipal recusou-se a fornecer dados sobre contrato de imóvel de vereador

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) ajuizou, em 10 de outubro, Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa contra o prefeito de Barra do Corda, Wellryk Silva (mais conhecido como Eric Costa), devido à omissão de informações sobre o aluguel de um imóvel do vereador Raimundo da Rodoviária, em nome de outra pessoa.

A ACP foi formulada pelo titular da 1ª Promotoria de Justiça de Barra do Corda, Guaracy Martins Figueiredo, a partir de representação dos vereadores Marinilda Barbalho, Francisco Oliveira, Doracy Silva e Maria das Graças Sousa.

OMISSÃO

Em 30 de setembro de 2015, o MPMA solicitou que o prefeito encaminhasse a cópia do contrato de locação do imóvel, localizado no térreo da casa do vereador Raimundo da Rodoviária. O pedido foi reiterado em 13 de maio de 2016.

“O prefeito, até a presente data, não forneceu cópia dos documentos requisitados, nem forneceu nenhuma explicação quanto ao fato, nem quanto à impossibilidade de cumprimento da requisição”, relata o promotor de justiça, na ação.

Na manifestação ministerial, Guaracy Figueiredo esclarece que a omissão do prefeito afronta o princípio da legalidade da administração pública, já que, no exercício do cargo, o gestor municipal não atendeu à requisição do Ministério Público.

PEDIDOS

O Ministério Público requer a condenação do prefeito Eric Costa por improbidade administrativa, o que implica em punições como perda da função pública; ressarcimento integral do dano; suspensão dos direitos políticos pelo prazo de cinco a oito anos e pagamento de multa civil até o dobro do dano.

As penalidades incluem, ainda, a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos.

Redação: Adriano Rodrigues (CCOM-MPMA)

RETROCESSO – Com o fim das feiras e exposições, São Luís fica limitada à decadente ‘Festa da Juçara’

Mesmo com vocação natural para o turismo, São Luís do Maranhão anda distante de voltar a abrigar feiras, exposições ou congressos, apesar de ter um estruturado Centro de Convenções e uma razoável rede hoteleira. Tudo por falta de incentivo do poder público e de órgãos ligados ao chamado ‘Turismo de Negócios’.

Em pensar que a capital maranhense já sediou por décadas a Exposição Agropecuária do Maranhão – Expoema, no Parque Independência e por algumas edições, a Feira do Comércio e Indústria do Maranhão – Fecima, realizada anualmente nas acanhadas instalações do ‘Espaço Cultural’, no Centro da cidade. Esses dois grandes eventos atraíam para a Ilha empresários destes importantes setores e movimentavam a economia local, gerando inclusive, empregos temporários e sustentação no mercado de marcas de produtos e serviços locais.

Festa da Juçara no Maracanã: uma tradição cultural e econômica que se mantém de pé graças ao esforço da comunidade

Nos domingos do mês de outubro, a tradicional ‘Festa da Juçara’ era uma atração à parte no Maracanã, bairro da zona rural de São Luís. Atualmente, esse evento ainda acontece, graças ao esforço e empenho de membros da comunidade, mas não com tanto apelo assim. Agora em 2018, em seu 50° ano de realização, praticamente não houve apoio de nenhum órgão público. A festa encerra nesse domingo (4), desgastada pela falta de divulgação e carência de público. Mais uma tradição cultural e econômica de São Luís que vem perdendo força a cada ano que passa.

Enquanto isso, o Parque Independência, no bairro São Raimundo, segue destinado a transformar suas baias e estábulos em unidades residenciais para servidores públicos. Já na região central da capital, uma tal ‘feirinha dominical’ acontece na Praça Benedicto Leite, com batidas de tambores; catuaba nas calçadas; e quiabo, maxixe e cheiro verde sendo vendidos em algumas bancas. Apenas isso…

TORRES GÊMEAS – Edifícios que abrigaram sedes dos antigos INPS e BEM viram sinônimo do descaso em São Luís

Até o final da década de 1980, a cidade de São Luís exibia encravada em sua região central, quatro edifícios com mais de dez pavimentos. Dois deles, o Caiçara e o São Marcos, voltados para o setor residencial e os outros, Edifício João Goulart e o do BEM, erguidos para abrigar órgãos oficiais.

Sede do extinto Banco do Estado do Maranhão: gastaram muito dinheiro e o prédio segue sem utilidade para a Prefeitura

O João Goulart, situado na Avenida Pedro II, foi sede do antigo INPS, do Banco do Brasil e ainda cedeu sua cobertura para endereço da TV Difusora do Maranhão – canal 4. O outro, situado na Rua do Egito, abrigou o Banco do Estado do Maranhão, a Rádio Timbira e outros órgãos estatais. Atualmente, ambos seguem sem qualquer utilidade para atender interesses da população e se transformaram em sinônimo da má aplicação dos recursos públicos.

Fechado por tapumes e com suas janelas com vidraças estilhaçadas, e por isso, sempre abertas, a antiga sede do agora INSS e também do BB, contrasta com a beleza arquitetônica da Avenida e Praça Pedro II. Já o edifício-sede do BEM, adquirido pela Prefeitura de São Luís e posteriormente, restaurado por completo na gestão do prefeito João Castelo (falecido), para sediar órgãos municipais, virou um verdadeiro “elefante branco”.

Na semana passada, o vereador Afonso Manoel (PRP), usou a tribuna da Câmara Municipal de São Luís para alertar sobre o edifício-sede do antigo BEM. Para o parlamentar, enquanto o Município de São Luís gasta dinheiro com locação de imóveis, o prédio da Rua do Egito permanece fechado e sem qualquer utilidade. Afonso Manoel, com sua visão progressiva e usando da sensatez, sugeriu que o imóvel passe a abrigar secretarias municipais, para que assim, sejam eliminadas despesas do Executivo de São Luís com aluguéis.

Quanto ao Edifício João Goulart, pertencente a União, o melhor destino seria seguir o mesmo trajeto. Espera-se que com esse alerta do vereador Afonso Manoel, autoridades municipais e estaduais despertem no sentido de utilizar o imóvel de 12 pavimentos da Rua do Egito, o transformando num Centro Administrativo. Uma forma de justificar os elevados recursos gastos com a aquisição e reforma desse prédio, para o BEM de todos e felicidade geral da tribo TIMBIRA.

Sede do antigo INPS e Banco do Brasil, na Avenida Pedro II