RECADO DO DIA – Sem a realização de um grande debate, 2020 não terá “fenômeno eleitoral” como em 2016

Bem diferente de 2016, quando Eduardo Braide, então candidato a prefeito de São Luís pelo PMN, surpreendeu a todos, após sua brilhante participação no debate na TV (Globo/Mirante) realizado às vésperas do dia da eleição do primeiro turno, agora em 2020 não haverá esse tipo de “fenômeno eleitoral”. Na ocasião, Braide, devido a sua brilhante e destacada atuação no embate ‘ao vivo’ contra adversários “pesos pesados”, saiu das últimas colocações apontadas em pesquisas, para “destronar” favoritos da campanha e assim disputar o segundo contra o candidato à reeleição Edivaldo Júnior (PDT).

Agora em 2020, esse popular  “palanque eletrônico” não será montado, e o que se viu até então neste sentido, foram alguns debates no estilo “longa metragem”; “água de lima” ou em “horário inadequado”, portanto, nada que acrescentasse muito no sentimento do eleitor. Ademais, o forçamento de barra de alguns veículos de comunicação, com “montagem de entrevistas”, tentando expor ao ridículo alguns dos candidatos, não está surtindo nenhum efeito.

Além de eventuais manipulações e parcialidades nestes encontros, ainda surgem, na base do desespero, pesquisas mostrando números tendenciosos. Isso sem contar com ataques pessoais e muitas fakes news, na medida em que o dia das eleições se aproxima. Mas nada capaz de mudar o atual cenário que já está praticamente definido na mente do eleitor…

 

PONTO FORTE – Braide discute desenvolvimento do turismo com representantes do setor

O candidato a prefeito, Eduardo Braide (Podemos), participou de encontro com representantes das principais entidades do setor turístico de São Luís, na noite de segunda-feira (2). A reunião teve como objetivo apresentar as demandas do segmento e discutir as propostas de Eduardo Braide para o incremento do turismo em São Luís nos próximos quatro anos.

Candidata a vice-prefeita, Esmênia Miranda e Braide assumiram compromisso com o trade turístico

“Entre os setores produtivos, o turismo é reconhecidamente um dos maiores geradores de emprego e renda. Essa indústria pode favorecer muito São Luís, uma das capitais brasileiras com maiores potenciais turísticos do país. Juntos, poder público e iniciativa privada, podem aproveitar melhor todo esse potencial e consolidar o turismo como uma das principais e mais fortes atividades econômicas da nossa cidade”, enfatizou Braide.

No encontro com empresários do setor, ao lado da candidata a vice-prefeita, Esmênia Miranda, Braide destacou as boas perspectivas de investimentos previstos para o turismo em São Luís nos próximos anos, entre eles, a implantação de diversas empresas vinculadas à operação do Centro Aeroespacial de Alcântara e também a concessão da gestão do aeroporto internacional de São Luís à iniciativa privada.

“Além da geração de novos empregos e renda, a cidade ganhará um terminal aeroportuário ampliado, moderno e eficiente para atender ao grande fluxo de turistas que teremos com a chegada de novos empreendimentos em São Luís”, anunciou Braide.

Candidato a prefeito Braide falando a representantes do turismo em São Luís

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Maranhão (ABIH-MA), Armando Pereira, elogiou a iniciativa de Eduardo Braide de dialogar com os operadores de turismo na capital, na busca de soluções para a reativação do setor, seriamente afetado durante este período da pandemia do coronavírus.

“No Brasil, 75% dos hotéis fecharam em decorrência da drástica queda na movimentação de turistas no país. Cerca de 350 mil profissionais perderam seus empregos. A união de esforços e de ideias será fundamental para reativar os negócios e fazer o setor voltar a gerar empregos e renda para a cidade”, finalizou o presidente da ABIH do Maranhão.

SÃO LUÍS – Conhecidas as campeãs da ginástica rítmica dos JELs 2020

Em grande estilo. É dessa forma que se pode definir o início das disputas da edição online dos Jogos Escolares Ludovicenses (JELs), aberta, oficialmente, no último fim de semana, com a competição de ginástica rítmica. Quem acompanhou o evento ao vivo pela internet se encantou com belas apresentações, ricas em elementos acrobáticos, dança e, claro, graciosidade das meninas, que competiram nas categorias Fadinha, Mirim, Pré-Infantil, Infantil e Infanto.

Ao todo, a modalidade de ginastica rítmica contou com a participação de alunas/atletas de oito instituições de ensino: Colégio Upaon-Açu, Colégio COC São Luís, Centro Educacional Dom Orioni, U.E.B. Drª Maria Alice Coutinho, Colégio Educallis, Escola Municipal São Francisco de Assis, Escola Chave do Saber e Colégio São Marcos. Para a coordenadora da modalidade, Patrícia Mello, o evento foi bastante positivo, principalmente devido aos problemas ocasionados pela pandemia do novo coronavírus, que interferiu diretamente nos treinos das atletas.

Destaques

Dentro da plataforma de apresentação, as meninas se superaram com apresentações muito bonitas. Os destaques principais da competição foi uma dupla do Colégio Upaon-Açu, que juntas, conquistaram quatro medalhas de ouro. A ginasta Sara Raquel foi a campeã nos aparelhos bola e maças na categoria Infantil I (12 a 14 anos). Já Brenda Batalha, sagrou-se campeã nos aparelhos bola e maças na categoria Infanto I (15 a 17 anos).

Na disputa do aparelho bola da categoria Infantil II, a medalha de ouro ficou com Marianna Dourado, da Escola Chave do Saber. Enquanto isso, Júlia Bacelar, do Colégio São Marcos, venceu na categoria Fadinha (5 a 6 anos), e Maile Rafiza, do Colégio São Francisco de Assis, foi ouro no Mirim (7 a 8 anos). A última medalha de ouro da ginástica rítmica dessa edição dos JELs foi para Aryanne Conceição, do Colégio Educallis, na categoria Pré-Infantil (9 a 11 anos).

Os Jogos Escolares Ludovicenses (JELs) é uma competição promovida pela Prefeitura de São Luís por meio da Secretaria Municipal de Desportos e Lazer (Semdel), cuja execução é de responsabilidade da Federação Maranhense Desporto Escolar (Femade). Neste ano, excepcionalmente, o evento esportivo será virtual e contará com disputas de nove modalidades: basquete, capoeira, futsal, ginástica rítmica, judô, karatê, surfe, taekwondo e xadrez.

Informações sobre os Jogos Escolares Ludovicenses assim como os detalhes de como serão realizadas as competições esportivas de forma online estão disponíveis no site oficial do evento (http://femade.cbde.org.br/) e nas redes sociais (@femadeoficial). Quem preferir, pode entrar em contato com a organização dos JELs pelos telefones (98) 98895-8474 ou (98)98329-2709.

 

PRONTO E PRONTO! – Braide reafirma compromissos por São Luís em entrevista à TV Mirante

Ao cumprir mais um compromisso com a imprensa na capital, o candidato a prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), detalhou propostas de seu plano de governo durante entrevista ao JMTV 1ª edição, da TV Mirante, nesta segunda-feira (2). O jornalista Sidney Pereira conduziu a sabatina.

“Meu compromisso é com você. Quero buscar recursos no governo federal e dialogar com o governo estadual para que a gente possa fazer de São Luís uma cidade melhor”, declarou.

Braide disse que está tudo pronto, durante entrevista à TV Mirante

Braide afirmou ainda que, por causa da pandemia, está redobrando os cuidados em seus atos de campanha. “Tenho tomado todas as precauções em relação aos protocolos sanitários”, ressaltou.

Na área da saúde, Braide assegurou que vai acabar com o sofrimento das pessoas que buscam por atendimento na rede municipal. “Vamos criar as Clínicas da Família, onde você vai encontrar o médico e, nesse mesmo lugar, vai fazer exames de raio-x, ultrassom, eletrocardiograma, exames de sangue e, todos os casos que não forem resolvidos nas Clínicas da Família, nós vamos encaminhar aos Centros de Especialidades Médicas”, completou.

Educação

Braide também disse que vai garantir a volta às aulas com segurança para alunos e profissionais da educação. “Nós vamos agir fortemente para preparar nossas escolas para que elas estejam prontas para alunos e professores. E o Conselho Nacional de Educação já disse que, no ano que vem, nós vamos poder ter aulas presenciais e de forma remota. Nós vamos preparar o sistema municipal para que os nossos alunos tenham acesso a isso. Como? Colocando internet nas escolas”, assinalou.

Quanto às ações na área de meio ambiente, ressaltou que “o grande conceito de uma cidade boa para se viver é uma cidade que seja inteligente, sustentável e humana. E é claro que temos que ter preocupação com o meio ambiente. Isso é fundamental”.

Também destacou a qualificação da mão de obra para ocupar empregos em empreendimentos que se instalem em São Luís. Citou como exemplo empresas que serão atraídas pelo uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara. “Nós, a Prefeitura, vamos liderar o processo de formação de mão de obra, fazer parceria com Sesi, Sebrae, UFMA e UEMA, para preparar a mão de obra para que os empregos fiquem para quem é daqui”, ressaltou.

Eduardo Braide também declarou que vai valorizar e equipar a Guarda Municipal, com medidas como o aumento do número de viaturas e a ampliação do efetivo, para garantir ações como a Ronda nas Escolas.

Reafirmou ainda o compromisso de instalar o Orçamento Popular Digital, onde o cidadão vai poder acompanhar a arrecadação e as despesas do Município.  “A pandemia nos ensinou que temos que nos reinventar e foi exatamente pelo meio digital, as lives, a internet, o celular, o computador, que a gente conseguiu sobreviver em grande parte de nossas atividades. É assim que nós vamos fazer em nossa gestão, para que você possa fiscalizar as obras, possa fiscalizar os recursos do Município de casa, pelo telefone, pela internet”, declarou.

Ao final, destacou por que deve ser prefeito da capital: “Porque estou pronto. Estou preparado para ser prefeito de São Luís. Fui gestor, fui deputado estadual por duas vezes, sou o deputado federal que mais trouxe recursos para São Luís na área da Saúde, na área da Educação. Me ajude, agora, a trabalhar por São Luís como prefeito. O voto é no 19! Vamos à vitória”, concluiu.

 

RECADO DO DIA – 3 de novembro: 156 anos da morte de Gonçalves Dias

Gonçalves Dias, nascido em 10 de agosto de 1823 em Caxias, no Maranhão, foi um poeta indianista da primeira geração romântica. Filho de um comerciante português e de uma mestiça, ajudou o pai no comércio e recebeu uma boa educação com aulas particulares.

Aos 15 anos de idade, foi pra Coimbra estudar artes, ali terminou ensino secundário e entrou em contato com escritores da época, como Almeida Garrett.

A maior parte da obra de Gonçalves Dias foi escrita no período em que esteve em Portugal, inclusive o poema Canção do Exílio. Um trecho da poesia é citado no Hino Nacional.

Em 1862 o poeta foi se tratar de saúde, mas não teve sucesso. O navio zarpou de volta ao Brasil em setembro de 1864, mas naufragou na costa do Maranhão, em 3 de novembro de 1864. (www.camara.leg.br)

“Agonizando pela doença, teve um momento de alívio em 2 de novembro de 1864, quando foi avisado que estava próximo da costa brasileira. Pediu ajuda aos funcionários para se locomover até o convés para observar a costa que, em breve alcançaria. Durante a madrugada do dia seguinte, quando o navio se aproximava da baía de Cumã, em Guimarães-MA, a embarcação se chocou com um desnível causado por um banco de areia, impossível de ser visto durante a noite.

De acordo com o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, a distância relativamente próxima ao local de desembarque descartou os processos de segurança no naufrágio; todos os membros da tripulação foram rápidos e nadaram até o baixo de Atins, no Maranhão. Todos, menos Gonçalves Dias, que estava instalado em um gabinete próximo do porão do navio e foi esquecido pelo resgate. Lá, morreu afogado, sem forças para conseguir se salvar, aos 41 anos“. (uol.com.br)

2ª ONDA – OMS: Líderes enfrentam “momento crítico” com o pico de casos de coronavírus

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta segunda-feira que um recente aumento nos casos de covid-19 em alguns países da Europa e América do Norte apresenta aos líderes um “momento crítico para ação”.

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Gebreyesus, participa virtualmente de evento em Pequim
04/09/2020 REUTERS/Tingshu Wang

“Este é outro momento crítico para a ação”, disse ele. “Outro momento crítico para os líderes se apresentarem. E outro momento crítico para as pessoas se reunirem com um propósito comum. Aproveitem a oportunidade, não é tarde demais.”

Tedros estava participando de um briefing regular da OMS em Genebra, depois de ter se isolado em casa após anunciar no Twitter que havia entrado em contato com uma pessoa infectada com covid-19. (Foto: Reuters – Com informações do Portal Terra)

DIA DE FINADOS – Como a celebração dos mortos, que nasceu entre os pagãos, foi incorporada pela Igreja

Desde os primórdios do Homo sapiens, nós celebramos rituais funerários; veja como Dia de Finados virou o que é hoje.

(Edison Veiga – De Milão para a BBC News Brasil)

“Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam./ Porque ele a fundou sobre os mares, e a firmou sobre os rios./ Quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo?/ Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente./ Este receberá a bênção do Senhor e a justiça do Deus da sua salvação.”

"É um dia de celebrar as vidas de todos os fiéis falecidos", diz pesquisador sobre o 2 de Novembro

Esses são os primeiros versículos do Salmo 24, oração bíblica presente na liturgia católica para o Dia de Finados (2 de novembro), quando se celebram os mortos. “Na Igreja Católica, a liturgia de Finados foi iniciada por Santo Odon de Cluny e oficializada no ano de 998”, conta o teólogo e filósofo Fernando Altemeyer Júnior, professor de Ciências da Religião da PUC-SP. Odon de Cluny (878-942) foi um abade francês, responsável por diversas reformas no sistema religioso da época.

Na data, é comum que o papa faça uma cerimônia dedicada aos mortos na cripta do Vaticano. “É um dia de celebrar as vidas de todos os fiéis falecidos. No Brasil e em Portugal o dia é reservado para visitar os túmulos”, comenta Altemeyer. “Para os católicos, é dia de penitência e recolhimento. Na casa de minha avó e de minha mãe, não se podia ligar rádio nem televisão. Era tempo de silêncio interior e exterior, dia de recitar o Salmo 24.”

Origem

Conforme contextualiza o teólogo, apesar da formalização e da oficialização ter ocorrido apenas no século 10, já havia uma data em memória aos mortos desde os tempos pré-cristãos, inclusive em culturas do chamado paganismo antigo.

“A Igreja toma a data e ‘batiza’ com significado próprio”, diz Altemeyer. “Mas celebrar os mortos é algo antropológico. Desde o Cro-Magnon (ou seja, das primeiras populações de Homo sapiens) temos ritos funerários e de expectativa do além túmulo.”

E não é à toa que, na liturgia católica, o Dia de Finados sucede o Dia de Todos os Santos, celebrado em 1º de novembro. O “Martirológio Romano”, o calendário oficial da Igreja, explica ambas as datas.

Desde as primeiras populações de Homo sapiens temos ritos funerários, como mostra reprodução

“Solenidade de todos os Santos que estão com Cristo na Glória. Na mesma celebração festiva, a santa Igreja ainda peregrina sobre a terra venera a memória daqueles cuja companhia alegra os Céus, para que se estimule com o seu exemplo, se conforte com a sua proteção e com eles receba a coroa do triunfo na visão eterna da divina majestade” é o texto do Dia de Todos os Santos.

“A Igreja, mãe piedosa, quer interceder diante de Deus pelas almas de todos os que nos precederam marcados com o sinal da fé e agora dormem na esperança da ressurreição, bem como por todos os defuntos desde o principio do mundo cuja fé só Deus conhece”, diz o livro, sobre o dia 2.

Santo Agostinho

Muito antes de a Igreja Católica institucionalizar o Dia de Finados, um livro lançou as bases para como os cristãos acabam tratando os mortos. Trata-se de De Cura pro Mortuis Gerenda, texto do ano 421, atribuído ao teólogo Agostinho de Hipona (354-430), o Santo Agostinho.

“A obra trata do culto devido aos mortos. É uma preciosidade, com verdadeiras pérolas do maior teólogo da Igreja”, comenta Altemeyer.

Conforme escreveu o estudioso da fé católica Carlos Martins Nabeto, especialista em Direito Canônico, na obra “Santo Agostinho aborda uma série de fatos importantes e interessantes a respeito dos mortos, que até hoje são conservados e respeitados pela Igreja”.

“Entre outras coisas, fala da utilidade da oração pelos mortos (antiquíssimo testemunho do Purgatório, ainda que tal palavra não apareça), a possibilidade da aparição dos mortos aos vivos (por meio do ministério dos anjos ou por permissão direta de Deus), a oração dos santos falecidos a nosso favor, o dia que a Igreja dedica a todos os falecidos (Dia de Finados)”, exemplifica o estudioso.

Uma celebração de Finados, de certa forma, está implícita no seguinte trecho do livro – o que sugere que, mesmo longe de ter sido formalizada e oficializada pelo rito católico, já se faziam as orações aos mortos em geral, em data específica. “A Igreja tomou para si o encargo de orar por todos aqueles que morreram dentro da comunhão cristã e católica. Ainda que não conheça todos os nomes, ela os inclui numa comemoração geral”, diz a obra.

Celebração dos mortos foi incorporada pela Igreja Católica após ter nascido como celebração pagã; acima, cemitério no interior de SP

Santo Agostinho também aborda questões referentes aos ritos fúnebres, ressaltando que “não deixa de ser marca dos bons sentimentos do coração humano escolher para seus entes queridos que serão sepultados um lugar próximo aos túmulos dos santos”.

“Já que o sepultamento é, por si mesmo, uma obra religiosa, a escolha do local não poderia ser estranha ao ato religioso. É consolo para os vivos, uma forma de testemunhar sua ternura para com os familiares desaparecidos. Não enxergo, porém, como os mortos podem encontrar aí alguma ajuda, a não ser quando o lugar onde descansam é visitado e são encomendados, pela oração [dos visitantes], à proteção dos santos junto ao Senhor. Contudo, isso pode ser feito ainda quando não é possível sepultá-los em tais lugares santos”, afirma.

Sobre túmulos construídos como verdadeiros monumentos, o teólogo também faz considerações. “Isso é feito para que as pessoas continuem a se lembrar deles, para que não aconteça de, tendo sido retirados da presença dos vivos, também sejam retirados do coração pelo esquecimento”, escreve. “Aliás, o termo ‘memorial’ indica claramente esse sentido de recordação, da mesma forma como ‘monumento’ significa ‘o que traz à mente’, ou seja, o que a faz recordar. Eis o motivo pelo qual os gregos chamam de ‘mnemeion’ ao que chamamos de ‘memoria’ ou ‘monumentum’. Na língua deles, ‘mnème’ significa ‘memória’, a faculdade com a qual recordamos.”

Agostinho trata da importância das orações aos mortos. “Assim, quando o pensamento de alguém se concentra sobre o lugar onde o corpo de um ente querido jaz e esse local esteja consagrado pelo nome de um mártir venerável, então a afeição amorosa recorda-se e reza, recomendando o falecido querido a esse mártir”, pontua.

Luto

“A morte é natural, é universal, e não pode ser tratada como um tabu”, diz a psicóloga Maria Helena Pereira Franco, estudiosa do luto e professora da PUC-SP. “As culturas e as sociedades vivem o luto de acordo com uma herança que vem há séculos e vai dando sentido a uma experiência importante como a morte, carregada de significados próprios que passam pela espiritualidade e pela religião.”

"Na falta de explicações (para o que acontece após a morte), o homem foi construindo significados. E esses significados, ao longo da história, foram pautando comportamentos"; acima, cemitério na Itália

De acordo com a pesquisadora, para compreender essa questão cultural é preciso ter em mente que o homem não têm conhecimento definitivo do que acontece depois da morte – e, mesmo do ponto de vista biológico, entender a morte do corpo é uma consciência relativamente recente. “Na falta de explicações, o homem foi construindo significados. E esses significados, ao longo da história, foram pautando comportamentos”, explica ela.

Seja na maneira de realizar os procedimentos referentes ao velório, seja no Dia de Finados, variações desse comportamento são notados em diversas culturas. Sobretudo em cidades menores, no Brasil ainda é costume que um carro com alto-falantes percorra as ruas da cidade divulgando a “nota de falecimento” e convidando a todos para participarem do velório e do enterro.

Ao redor do mundo

No interior da Itália, por exemplo, é comum que, quando um parente morre, familiares afixem no portão da casa um aviso fúnebre – muitas vezes decorado com fitas e ilustrado com uma fotografia do falecido, além de um texto semelhante aos anúncios de obituário de jornal.

Já a celebração de Finados mais famosa, sem dúvida, é a que ocorre no México. “É uma cerimônia bastante conhecida. Eles promovem um momento de encontro entre os vivos – que vão celebrar, visitar e honrar seus mortos nos cemitérios”, explica Franco. “Há varias comidas que são próprias dessa época, comportamentos que são esperados… É muito bonita como cerimônia.”

Alegria também está presente no rito fúnebre de Bali. Lá, o mais comum é que os mortos sejam cremados. E a cerimônia é acompanhada por uma grande festa em honra ao falecido.

Conhecida por ser a capital do jazz, Nova Orleans, nos Estados Unidos, tem também um ritual fúnebre embalada pelo gênero musical. Trata-se de uma procissão fúnebre que mescla tradições africanas, francesas e afro-americanas. Conduzidos por uma banda, os enlutados alternam entre alegria e tristeza. É uma celebração catártica, que procura evocar bons momentos vividos pelo morto.

Comunidades budistas da Mongólia e do Tibete acreditam ser necessário devolver o corpo à natureza, para que a alma siga em frente. Assim, têm o costume de cortar o defunto em pedaços e, então, depositá-lo no alto de uma montanha – para que abutres façam o trabalho.

Nas Filipinas, diferentes grupos étnicos lidam de forma diferente com a morte – e com as práticas funerárias. Os integrantes da cultura Itneg têm o hábito de vestir os defuntos com as melhores roupas, sentarem-no em uma cadeira e colocar um cigarro aceso em sua boca. Benguet, por sua vez, vendam os mortos e os velam ao lado da entrada principal da casa. Já os Caviteño sepultam os mortos fazendo de um tronco oco de árvore o caixão. Os Apayo enterram os mortos sob o chão da cozinha.

Em Madagascar, por sua vez, persiste o costume de um ritual chamado “farmadihana”. Trata-se de uma celebração, que ocorre geralmente a cada sete anos, em que familiares exumam os restos mortais de seus entes queridos, pulverizando os ossos com vinho ou perfume. Uma banda acompanha a cerimônia – que ocorre de forma feliz.

Em Gana, é costume que o morto seja enterrado em caixões que representem o que ele fazia em vida – do trabalho aos hobbies. Executivos, por exemplo, podem ser sepultados em sarcófagos em forma de carros de luxo; um fotógrafo pode ser enterrado em uma câmera fotográfica gigante; um pecuarista, em um caixão que represente uma vaca. (Fotos BBC News Brasil – Via Portal Terra)

RECADO DO DIA – A falta de compromisso com a orla marítima da Ilha

Dona de uma exuberante costa litorânea formada por praias belíssimas, com extensas faixas de areia, a Ilha de São Luís tem tudo para deslanchar no turismo, setor esse, pouco debatido entre os candidatos ao cargo de  prefeito dos quatro municípios situados no arquipélago. Bem diferente do vizinho Estado do Piauí, que valoriza muito e “vende bem” aos visitantes, seus poucos mais de 30 quilômetros de orla marítima.

Em Upaon-Açu, as conhecidas praias do Calhau, Ponta d’Areia e São Marcos, pelo menos, ainda são dotadas de um moderno corredor viário formado pelas avenidas Litorânea e Holandeses, com ciclovia e calçadão que proporcionam segurança e acessibilidade para nativos e visitantes. Bem diferente das praias do Olho D’água, Meio e Araçagy, cujos acessos estão comprometidos por causa de uma demorada e inacabável obra chamada de implantação do famigerado e desnecessário BRT.

Por causa desses serviços que nunca chegam ao fim, agora no período de estiagem, a poeira avermelhada toma conta dos telhados e sacadas de mansões, casas e bares, além de cobrir parte da vegetação, especialmente, os coqueiros da praia do Olho D’água. Já no Araçagy, o que está tirando o sossego e conforto das pessoas é a buraqueira na rodovia MA-203, por onde deverá passar o tal Bus Rapid Transit.

Entretanto, essas praias da Ilha de São Luís têm uma coisa em comum.Todas estão impróprias para o banho, por conta de coliformes fecais provenientes do esgoto derramado de qualquer forma nos rios, riachos e no mar propriamente dito, de acordo com laudos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. E desse modo, pode até dar sol, mas não dá praia. De maneira saudável, não!

 

 

MARCANDO PRESENÇA – Beto das Vilas prestigia visita à feira do Jota Câmara

Neste domingo, 1º, o candidato a vereador Teté Vieira (PV) fez uma visita à feira do Jota Câmara e comerciantes da avenida Panaquatira em São José de Ribamar (MA).

Ele faz parte da coligação “A Vitória do Povo”, inclusive, ao saber da visita, pela manhã, Beto das Vilas, candidato à Prefeito, resolveu acompanhá-lo como maneira de retribuir sempre o apoio que o Teté dedica a sua campanha política e de ter mais uma oportunidade para estar junto do povo.
Os feirantes gostaram da surpresa, e mostraram-se satisfeitos com a presença do Beto das Vilas, que foi acompanhado também de sua esposa Ely Mota e da candidata a vice-prefeita Laís Alencar.

“Nada foi programado, e foi muito bom, ter recebido todo esse carinho da população nesta manhã de domingo”, disse Beto das Vilas.
O candidato Beto das Vilas vem cumprindo uma intensa agenda de compromissos, conciliando a demanda que vem recebendo de sua base eleitoral. Além das solicitações da imprensa. Na última sexta-feira, 30, Beto participou do debate promovido por uma emissora de TV junto aos demais candidatos a prefeito que disputam as eleições 2020, já em contagem regressiva até 15 de novembro.

O POVO TÁ COM ELE – Zezildo arrasta multidão para grande comício em Santa Helena

O clima de festa tomou conta da cidade de Santa Helena, no último sábado (31), com a realização de uma carreata e caminhada do candidato a reeleição, Zezildo Almeida. A programação foi fechada com um grande Comício, que atraiu centenas de pessoas, que marcaram presença em sinal da apoio a Zezildo.

O evento, que já ficou marcado como um dos mais expressivos durante essa campanha política na baixada maranhense, contou com a participação de candidatos a vereador, de líderes comunitários e de importantes lideranças políticas do Estado, como o ex-deputado federal Victor Mendes e o deputado federal Juscelino Filho.

Zezildo Almeida, concorre nestas eleições, para exercer o segundo mandato de prefeito da cidade de Santa Helena. Nos últimos quatro anos, em que esteve no cargo, foi responsável por significativos avanços no município, principalmente, nas áreas da educação, infraestrutura e saúde, onde mais recentemente, atuou com eficiência e comprometimento, nas ações de combate do novo coronavírus.

Ao lado de Zezildo Almeida, concorre ao cargo de vice-prefeito em 2020, Joãozinho Pavão, filho da ex-prefeita da cidade, Helena Pavão, uma liderança política importante da região. O trabalho desenvolvido por Zezildo Almeida em Santa Helena, nos últimos quatro anos, é aprovado pela grande maioria dos helenenses, o que vem sendo confirmado nas pesquisas, que revelam que o candidato segue na liderança, com ampla vantagem, em relação ao segundo colocado.