Dona de uma exuberante costa litorânea formada por praias belíssimas, com extensas faixas de areia, a Ilha de São Luís tem tudo para deslanchar no turismo, setor esse, pouco debatido entre os candidatos ao cargo de prefeito dos quatro municípios situados no arquipélago. Bem diferente do vizinho Estado do Piauí, que valoriza muito e “vende bem” aos visitantes, seus poucos mais de 30 quilômetros de orla marítima.
Em Upaon-Açu, as conhecidas praias do Calhau, Ponta d’Areia e São Marcos, pelo menos, ainda são dotadas de um moderno corredor viário formado pelas avenidas Litorânea e Holandeses, com ciclovia e calçadão que proporcionam segurança e acessibilidade para nativos e visitantes. Bem diferente das praias do Olho D’água, Meio e Araçagy, cujos acessos estão comprometidos por causa de uma demorada e inacabável obra chamada de implantação do famigerado e desnecessário BRT.
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Por causa desses serviços que nunca chegam ao fim, agora no período de estiagem, a poeira avermelhada toma conta dos telhados e sacadas de mansões, casas e bares, além de cobrir parte da vegetação, especialmente, os coqueiros da praia do Olho D’água. Já no Araçagy, o que está tirando o sossego e conforto das pessoas é a buraqueira na rodovia MA-203, por onde deverá passar o tal Bus Rapid Transit.
Entretanto, essas praias da Ilha de São Luís têm uma coisa em comum.Todas estão impróprias para o banho, por conta de coliformes fecais provenientes do esgoto derramado de qualquer forma nos rios, riachos e no mar propriamente dito, de acordo com laudos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. E desse modo, pode até dar sol, mas não dá praia. De maneira saudável, não!
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