Por seis dias a mais, o Dia do Jornalista não foi definido para 1º de abril, popularmente conhecido como “Dia da Mentira”. Entretanto, torna-se necessário dizer que, no meio jornalístico, além de profissionais registrados em órgãos competentes, existe uma infinidade de pessoas copiando, colando, falando e narrando fatos com pouca ou nenhuma capacitação.

Exemplar do jornal Extra, com carteira de jornalista profissional e peça decorativa sobre Jornalismo
Observe que o termo usado aqui é “capacitação”, e não “capacidade”, pois esta última expressão se refere a uma condição que todos têm por direito. O que não é direito, nem correto, é que alguns desses integrantes da chamada “imprensa”, com expertise em colagem, se apoderem de textos alheios e os utilizem como se fossem seus, já que sequer citam a fonte ou dão o devido crédito ao autor da informação.
É bastante comum, em programas de emissoras de rádio e televisão, jornais e revistas, sites e portais e, principalmente, em blogs, a divulgação de notícias sem o devido crédito da informação.
Por isso, pouco faria diferença se o Dia do Jornalista fosse 1º ou 7 de abril; afinal de contas, popularmente falando, “sete é a conta de mentiroso”.
Vale dizer que a foto estampada acima, exibe um exemplar do jornal Extra de São Luís, do dia 04 de maio de 2008. A principal manchete do matutino mostra diversos jornais impressos que circulavam na época, com o sugestivo título: “Jornais de São Luís emprenham em cativeiro“. Isso porque naquele tempo, alguns diários “conceberam” novos impressos que passaram a integrar o mesmo grupo de comunicação impressa.
Exemplos citados na matéria assinada por este jornalista profissional Walkir Marinho (DRT 728-MA) estão: Aqui, Maranhão, embrião de O Imparcial; Correio de Notícias, da mesma família de O Debate; Jornal A Tarde, “irmão” do Diário da Manhã; e O Quarto Poder, “filho” do Atos e Fatos.
Em relação ao título dessa matéria especial – ‘Jornalista, Graças a Deus’ – foi inspirado em ‘Anarquistas, Graças a Deus’, livro de estreia da escritora brasileira Zélia Gattai, publicado em 1979. Nele a autora, filha de imigrantes italianos, traz reminiscências do país na primeira metade do século XX, bem como histórias de sua infância.
Sobre o Jornal Extra de São Luís
Fundado em 27 de junho de 2004 como Extra Semanal, pelos jornalistas José Nelson Nogueira e Walkir da Silva Marinho, o impresso passou a circular diariamente a partir de 27 de março de 2007, adotando o nome Jornal Extra e slogan Exatamente a Verdade. Permaneceu nesse formato até o ano de 2021. A principal característica do Extra, que o consolidou no mercado como irreverente, foram suas manchetes e títulos esculachados e com certa dose de humor e leveza, que atraiam a atenção do leitor, mas sem perder sua função de informar.
Sobre o Dia do Jornalista
O Dia do Jornalista é comemorado no Brasil em 7 de abril, instituído em 1931 pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) em homenagem a Líbero Badaró, jornalista e médico assassinado em 1830 por defender a liberdade de expressão. A data destaca a importância do jornalismo ético e compromissado com a verdade para a democracia. (Fonte: Wikipedia)
Sobre a não obrigatoriedade do diploma
O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista no Brasil em 2009, por 8 votos a 1. A decisão considerou que a exigência, baseada no Decreto-Lei 972/69, violava a liberdade de expressão e de informação prevista na Constituição. (Fonte: site do STF)