URBANIZAÇÃO – Osmar Filho participa de assinatura de Ordem de Serviço para benfeitorias na Ilhinha

O presidente da Câmara Municipal de São Luís, Osmar Filho (PDT), participou, nesta terça-feira (21), da solenidade de assinatura da ordem de serviço para início das obras integrantes do projeto denominado PAC Ponta do São Francisco.

“É um grande investimento de urbanização, que trará não só o embelezamento da área, mas proporcionará, sobretudo, qualidade de vida aos moradores, além de que vai contribuir para o impulsionamento da economia local”, destacou Osmar Filho.

O chefe do legislativo municipal, que viveu parte de sua infância no bairro, assinou o documento como testemunha, afirmou estar feliz com as melhorias e agradeceu ao governador Flávio Dino (PCdoB) por olhar com carinho para a região que tanto precisa de atenção.

O projeto do governo do estado compreende um conjunto de obras de urbanizações com infraestruturas básicas de rede de esgoto sanitário doméstico, drenagem pluvial, rede de abastecimento de água, redes gerais de iluminação e força, estruturais, recuperação e continuidade do talude existente, aterro de áreas sujeitas a alagamentos causados pelo fluxo das marés e construção de equipamentos públicos de apoio à pesca e lazer, em conformidade com seus respectivos projetos urbanísticos e complementares.

Também inclui a criação de estacionamentos, rampas de acesso pesqueiro ao Rio Anil e Bacia de São Marcos, galpão de apoio as comunidades pesqueiras e que estão localizadas ao longo da Avenida Ferreira Goulart.

Na presença do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) e de diversas autoridades estaduais e municipais, Flavio Dino lembrou que é uma área de ocupação bastante antiga, que já passou por sucessivas intervenções por parte do Governo Estadual e da Prefeitura e, que a obra é uma complementação desses esforços anteriores.

“Nós sabemos que ainda há muito o que fazer para melhorar a região e este já é um grande avanço, na medida que o investimento de mais de R$ 7 milhões, resultado de uma parceria com o Governo Federal e a Prefeitura de São Luís, vai garantir a urbanização uma parte considerável do bairro.”, afirmou.

O governador lembrou, ainda, que há também na área, já em fase de conclusão, o Residencial José Chagas, empreendimento com 256 apartamentos executado no âmbito do programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), com contrapartida do Governo do Estado, com o objetivo de erradicar famílias que vivem em vulnerabilidade social na localidade.

ÁGUA NO CONVÉS – Governo Federal quer tomar de conta do Porto do Itaqui e deixar Emap ‘a ver navios’

O blog do Gilberto Leda publicou nesta terça-feira (22), notícias nada agradáveis para a saúde financeira do governo do Maranhão. As informações, com os títulos ‘Vice-almirante deve comandar Porto do Itaqui no governo Bolsonaro’; e ‘Antaq proíbe Emap de transferir recurso do Porto do Itaqui para o Estado’, narram que esse movimentado terminal portuário localizado na Ilha de São Luís e considerado a “galinha dos ovos de ouro” do governo Flávio Dino, deverá trocar sua administração de estadual para federal.

Porto do Itaqui é um dos mais estruturados e movimentados do Brasil


Em se concretizando esse fato, o Estado perderá pomposas e crescentes cifras “atracadas” a peso de dólar, o que naturalmente, vai gerar arrocho financeiro e agravar a crise econômica local. Não precisa dizer que o Porto do Itaqui é responsável por grande parte da arrecadação financeira do Maranhão e por tudo isso, Flávio Dino não vai querer entregar esse sólido fomentador de receitas, de mão beijada para o governo Bolsonaro se apoderar. Muito embora, o Porto do Itaqui seja de domínio federal.

Diante dos fatos, abrir mão de um “lago” na região portuária de São Luís ainda é razoável, mas perder um porto dessa natureza com toda imensidão do mar, não dá pra não espernear. Por isso, é melhor o governo estadual “entrar de gaiato no navio, do que entrar pelo cano.”

MISTÉRIO NO AR – Avião que transportava jogador argentino está desaparecido

Emiliano Sala, em imagem de 25 de novembro — Foto: Jean-Francois Monier / AFP

O avião privado que transportava o jogador argentino Emiliano Sala desapareceu enquanto sobrevoava o Canal da Mancha na noite de segunda-feira (21). A informação foi confirmada pelas autoridades francesas da aviação à CNN.

A aeronave, um monomotor modelo Piper Malibu, tinha decolado do aeroporto de Nantes (França) e seguia para Cardiff, no País de Gales. Duas pessoas estavam a bordo.

O avião desapareceu dos radares por volta das 20h30 (horário local) a cerca de 20 km ao norte da ilha inglesa de Guernsey.

O nome de Sala estava na lista de passageiros, afirmou à CNN Frederic Solano, da Direção Geral da Aviação Civil Francesa.

As buscas pela aeronave foram interrompidas temporariamente na madrugada devido ao mau tempo, mas foram retomadas nesta manhã de terça. Dois helicópteros e embarcações britânicas ainda enfrentam más condições meteorológicas em busca de vestígios da aeronave, segundo o “Le Parisien”.

No sábado (19), foi oficializada a transferência do atacante de 28 anos do Nantes para o Cardiff City FC, que atua na primeira divisão inglesa.

Mais cedo, o presidente do Cardiff City, Mehmet Dalman, declarou que o clube estava muito preocupado com as últimas notícias de que uma aeronave desapareceu no Canal da Mancha.

“Estamos aguardando a confirmação antes que possamos dizer mais alguma coisa. Estamos muito preocupados com a segurança de Emiliano Sala”, afirmou.

Fonte: G1

SETE ESTRELAS – 130 anos após Marechal Deodoro da Fonseca proclamar a República, mais um General preside o Brasil

Às vésperas das comemorações do 130° aniversário da Proclamação da República do Brasil, promovida pelo Marechal Deodoro da Fonseca em 15 de novembro de 1889, o país volta a ser governado por um “militar de quatro estrelas”. O vice-presidente, General Hamilton Mourão está à frente do Executivo Federal desde domingo (20) e permanecerá no cargo até a próxima sexta-feira (25).

Marechal Deodoro da Fonseca: primeiro presidente da República do Brasil

Como diz o adágio, “o mundo dá muitas voltas” e tanto é assim, que até a ordem natural das coisas, sobretudo da hierarquia militar, sofre alterações. Basta verificar o organograma governamental do Brasil, onde um capitão da reserva do Exército Brasileiro está acima de um general da mesma Arma, no caso os cargos de Presidente e Vice-Presidente da Nação. Tudo isso graças ao processo democrático de direito no país, pois mesmo com o sugestivo nome de ‘comandante’, o general Hamilton Mourão está subordinado ao capitão Jair Bolsonaro.

Vale dizer que o povo brasileiro também experimentou ser governado por militares por 20 anos e onze meses quando cinco generais comandaram a Nação sob forma de “rodízio” entre 1964 a 1985. Muitos não gostaram do que vivenciaram, outros lembram com saudades. O certo é que após o Brasil ser governado durante 13 anos por uma “estrela avermelhada”, agora está sendo comandado por “sete estrelas”, três de Capitão e quatro de General.

General Hamilton Mourão: Presidente em exercício até o dia 25

DEVOÇÃO E TRADIÇÃO – Caravana de São Luís participa do festejo de São Sebastião, em Carutapera

Integrantes da Associação dos Filhos e Amigos de Carutapera, seguiram em caravana de São Luís para participar do festejo de São Sebastião, no município de Carutapera, localizado no litoral norte maranhense. Com seus familiares e convidados especiais, o grupo seguiu viagem no dia 17 de janeiro e deve retornar à capital maranhense nesta terça-feira (22).

Integrantes da Associação dos Filhos e Amigos de Carutapera marcaram presença na paróquia e participaram do festejo de São Sebastião


Com sede provisória situada na Rua Militar, N° 25 – Cruzeiro de Santa Bárbara, zona rural de São Luís, esta instituição foi fundada em 4 de dezembro de 1989 e é presidida por Cláudio Adriano que destacou a importância da entidade em manter firme os laços entre moradores de Carutapera e seus filhos residentes na capital maranhense. “Participar do festejo de São Sebastião em Carutapera é uma tradição que a cada edição se supera. Este ano, de forma especial, viemos para esta grande festa religiosa do padroeiro de nossa cidade, o glorioso São Sebastião, para celebrar também, os 30 anos de fundação da nossa associação que durante todo ano promove eventos culturais e ações sociais, além de fortalecer e preservar as nossas origens”, pontuou o presidente.

O ponto alto do festejo do santo em Carutapera foi uma procissão seguida de missa campal no largo da paróquia de São Sebastião. Além das celebrações religiosas, foram realizados eventos culturais como mais uma edição do bloco Carufolia, festival de chope e show musical com Xandy do Aviões, além da aparelhagem de som Super Pop, de Belém do Pará que agitou a cidade.

Cláudio Adriano aproveitou o ensejo para agradecer a acolhida do povo carutaperense e do padre Agnaldo, pároco da cidade. “Nossos agradecimentos também aos empresários Léo Fonseca e Cordeiro de Deus; aos vereadores José Carlos, Lauro e Dr. Airton; e ao deputado federal Júnior Lourenço pelo apoio incondicional dispensado a todos nós nesta grande festa popular”, finalizou.

WhatsApp limita reenvios de mensagens a 5 destinatários

O aplicativo de conversas WhatsApp está limitando para cinco o número de vezes que um usuário pode reenviar um texto, em uma tentativa de combater disseminação de informações falsas e rumores, afirmaram executivos da companhia nesta segunda-feira (21).

“Estamos impondo um limite de cinco mensagens em todo o mundo a partir de hoje”, disse Victoria Grand, vice-presidente de comunicações do WhatsApp, em evento na capital indonésia.

Os usuários de dispositivos Android receberão a atualização primeiro, a partir desta segunda, e depois o novo limite também será disponibilizado para aparelhos Apple.

Anteriormente, um usuário do WhatsApp poderia reenviar uma mensagem para 20 outros usuários ou grupos. O limite de cinco reenvios expande para nível global uma medida que o WhatsApp colocou em prática na Índia em julho, depois da disseminação de rumores em mídias sociais que levaram a assassinatos e tentativas de linchamento.

Medida contra boatos

O WhatsApp, que tem 1,5 bilhão de usuários e foi comprado pelo Facebook em 2014, está tentando encontrar formas de impedir o uso indevido do aplicativo, em meio a preocupações globais de que a plataforma está sendo usada para disseminar notícias falsas, fotos manipuladas, vídeos fora de contexto e boatos transmitidos por mensagens de áudio.

A encriptação de ponta a ponta do aplicativo permite que grupos de centenas de usuários troquem textos, fotos e vídeo fora do alcance de checadores de fatos ou mesmo da própria plataforma.

Fonte : G1

CHAMINÉS URBANAS – “Distrito Industrial” de São Luís funcionava a todo vapor no eixo João Paulo – Filipinho

Bem antes da implantação do Distrito Industrial de São Luís às margens da rodovia BR-135, na região do Maracanã, algumas fábricas chegaram a funcionar plenamente na zona urbana da capital maranhense. E essas unidades industriais nada têm a ver com as antigas fábricas de tecelagem instaladas no início do século XIX e começo do século XX na área central da cidade ou margeando os rios Bacanga e Anil.

Bem mais recente, na década de 1960, empresários instalaram algumas unidades industriais na região que envolve os bairros João Paulo, Jordoa, Filipinho e Outeiro da Cruz, considerados polos habitacionais de São Luís. Isso provocou grande impacto positivo na economia maranhense, através da geração de centenas de empregos diretos e indiretos e aumento da arrecadação tributária. Mesmo com instalações acanhadas, produção limitada e um certo grau de poluição oriundos de suas chaminés e do barulho provocado por suas máquinas, estas fábricas eram referência na cidade, que sempre teve pouca vocação para o setor.

Fábrica Sudenveste ainda em funcionamento no bairro da Jordoa

Entre estas unidades fabris, registro para o Café Caravelas com seu parque de torrefação e moagem, no João Paulo. Vizinhos de bairro também a Sudenveste que fabricava peças de vestuário, especialmente fardamentos, e a Indústria Gandra, produtora do sabão Girafa e depois a marca Dumaior, além de velas. Ali perto, na Jordoa, nesse mesmo período, chegou a funcionar a fábrica de fios Tupy e mais adiante, no sentido da Vila Ivar Saldanha, operou por vários anos a Indústrias Reunidas Venizelos S/A (Ivesa), que também produzia sabão, além de óleo de coco, tendo como carro-chefe o óleo comestível Sílvia.

Seguindo no rumo do Anil, o bairro Filipinho foi o endereço da Indústria Jesus, com suas vidraças e fonte iluminada, que fabricava o refrigerante do mesmo nome, além da produção de picolé e sorvete Jeneve. Esta foi encampada pela Indústria de Bebidas Antarctica do Nodeste, que passou a produzir sua linha de refrigerantes, dando conotação para a regional Cola Jeneve. Praticamente do seu lado, no bairro Outeiro da Cruz, a Companhia Maranhense de Refrigerantes se instalou para produzir bebidas gaseificadas da linha Coca-Cola, voltando a produzir o Guaraná Jesus a partir do início da década de 1980, usando como campanha publicitária “O sonho Cor de Rosa voltou!”

Esse robusto parque industrial de São Luís, ainda abrigou no Outeiro da Cruz três valiosas fábricas. A Forgesso, especializada em divisórias e placas de gesso; a Indústria Idibra, que produzia biscoitos e macarrão da marca Biriba; e por fim, a Indústria Dalban, fabricante de colchões de mola e de espuma, além de uma variedade de móveis em madeira, de primeira qualidade, assim como um dos produtos mais conhecidos do maranhense: a ‘Vassoura Taki’. Aliás, esta última unidade fabril citada, foi fundada pelo saudoso empresário Daniel Aragão Albuquerque, cuja junção do seu nome e sobrenome formou o sugestivo e forte nome de fantasia Dalban.

SAUDADE – Época boa da abertura do Campeonato Maranhense com a ‘Taça Cidade de São Luís’ no Municipal

O Campeonato Maranhense de Futebol 2019 começa na noite deste sábado (19), com a partida entre Imperatriz x Santa Quitéria, no Estádio Frei Epifânio d’Abadia. A competição segue o calendário imposto pela CBF e conta com oito equipes.

Com certo saudosismo, sempre é bom recordar os antigos campeonatos estaduais realizados no Estádio Municipal Nhozinho Santos, nas décadas de 1970 e 1980, com o ‘torneio início’ e primeiro turno chamado de ‘Taça Cidade de São Luís’. A competição era formada, normalmente por oito ou dez equipes, tendo como os chamados “grandes”, por ordem alfabética, Ferroviário, Maranhão, Moto e Sampaio. Como clubes intermediários apareciam Imperatriz e Tocantins que faziam o clássico “Tocantriz” na região tocantina.

Estádio Municipal Nhozinho Santos: fechado para uma reforma que se arrasta ha tempos e com poucas perspectivas de de ser reaberto para jogos (Foto Grupo Resenha Boliviana)

Entre os clubes pequenos destaque para São José e Vitória do Mar, sem esquecer, contudo, de Expressinho, Tupan, Boa Vontade e o simpático Bacabal, que representava a região do Vale do Mearim. Na capital, o único palco para os embates era o Estádio Nhozinho Santos, o ‘Gigante da Vila’, com seu charme e excelente localização que servia de incentivo para o torcedor ir à campo não somente nas tardes de domingo, como também nas noites de quarta, quinta-feira e sábado.

Os clássicos tradicionais eram alardeados fervorosamente pelas diversas equipes esportivas de rádio e obtinham lugar de destaque nas capas dos jornais da época. Além dos conhecidos ‘Maremoto’; ‘Samará’ e o ‘Superclássico’, naquele tempo, havia clássicos envolvendo a ‘equipe da Estrada de Ferro’. O chamado ‘clássico dos Tricolores’ e o ‘Ferrimar’ se referiam a jogos do extinto Ferroviário contra Sampaio e MAC, respectivamente.

Hoje, o Municipal está fechado para uma reforma que se arrasta há mais de ano e sem previsão para ser reaberto ao público. O secretário de Esportes do Município Rommeo Amin, numa recente ocasião, falou a este jornalista e editor do blog que o Estádio Nhozinho Santos será entregue em junho deste ano. Nesse tempo, o Campeonato Maranhense já terá encerrado e por enquanto, o jeito é o torcedor ir ao desproporcional em tamanho e deslocado Castelão. E fazer a sua parte…

DA CASA DO CARVALHO – Deputados do PSL na China mandam recado atrevido a Bolsonaro sobre Previdência


Os ataques de Olavo de Carvalho e de seus seguidores nas redes sociais aos parlamentares do Partido Social Liberal que viajaram à China a convite daquele país abriram uma crise no governo Bolsonaro. O bombardeio dos seguidores bolsonaristas – que, insuflados por Carvalho, acusaram a comitiva do PSL de querer “vender o Brasil para a China” e de serem “comunistas infiltrados na direita” – deixou os onze parlamentares do partido com o sentimento de terem sido atirados “na fogueira” para encobrir o que consideram um escândalo: o pedido do filho do presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, ao Supremo Tribunal Federal, para ter foro privilegiado no caso em que seu motorista e assessor na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Fabrício Queiroz, é investigado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), de movimentar 1,2 milhão de reais de forma atípica.

“É muita coincidência que o ataque aos parlamentares do partido tenha ocorrido justamente no dia em que o Flávio tomou aquela decisão escandalosa de ir pedir ao ministro Luiz Fux que lhe desse foro privilegiado”, me disse o advogado Cleber Teixeira, integrante da comitiva e futuro chefe de gabinete do deputado eleito Alexandre Frota, também do PSL.

O advogado afirmou que o clima entre os deputados da comitiva era de revolta e indignação. “Durante anos eles combateram o PT e a esquerda pelos crimes que cometeram”, disse Teixeira, por telefone, por volta das 5 horas da manhã em Pequim. “Foram todos eleitos com a bandeira da direita, todos defenderam Bolsonaro e agora são acusados dessa forma? Que absurdo é esse?” A indignação dos parlamentares era ainda maior pelo fato de filhos do presidente – o deputado Eduardo Bolsonaro, eleito por São Paulo, e o vereador Carlos Bolsonaro, do Rio de Janeiro – terem “debochado” da comitiva. Carlos chegou a postar uma montagem com a deputada eleita Carla Zambelli segurando uma bandeira chinesa. “Isso aqui não é brincadeira”, afirmou Teixeira, inflamado. “Essa gente está brincando com coisa séria. A China tem uma oferta de investimentos de em torno de 30 bilhões de reais em infraestrutura do Brasil, e essa direita chucra, seguidora de Olavo de Carvalho, fica falando essas irresponsabilidades na rede”, afirmou.

Em seguida, Teixeira fez um alerta para o risco deste tipo de comportamento atrapalhar o governo na votação de reformas. “Imagina se estes parlamentares decidirem não votar com o governo?”, questionou ele. “Porque os parlamentares votam nas propostas de um governo em que confiam. Eles foram eleitos com a bandeira da transparência e agora o Flávio não quer que o investiguem? Não é obstruindo uma investigação que ele vai provar sua inocência.” Lembrou ainda que tanto Bolsonaro quanto seus filhos foram críticos aos pedidos de foro privilegiado feitos por Aécio Neves e outros políticos, e que agora pedem o mesmo benefício. “Não estou dizendo que ele seja culpado. Pelo contrário. Mas quem não deve, não teme”.

Teixeira afirmou ainda que, se os parlamentares não se sentirem confortáveis com o comportamento do Executivo, podem não votar as reformas. “Eles não darão carta branca a um governo em que não confiam.” E foi além. Disse que o presidente Jair Bolsonaro deveria controlar os filhos dele. “Todos nós respeitamos o Jair, mas não vamos aceitar esses ataques dos filhos dele. Isso não é uma monarquia. Ele não é rei e os filhos dele não são filhos do rei.”

O advogado se mostrou indignado com Olavo de Carvalho. Disse que Bolsonaro deveria controlar também os ataques do guru da extrema direita aos parlamentares do PSL. “Quem vai garantir os votos que ele precisa no Congresso? Os deputados da sua base ou Olavo de Carvalho? O Fernando Henrique perdeu a reforma da Previdência [em 1998] por um voto. Quantos votos Bolsonaro tem aqui na China?”, perguntou. Afirmou que não se tratava de uma ameaça, mas sim da necessidade de o governo entrar na defesa de seus parlamentares. Desde o início da confusão, o presidente Jair Bolsonaro não se manifestou a favor da comitiva do PSL da China. Durante visita à embaixada do Brasil, em Pequim, os parlamentares decidiram deixar clara sua indignação com o caso. A senadora Soraya Thronicke, do Mato Grosso do Sul, ligou da embaixada para o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que também vinha se mantendo em silêncio, e irritada, pediu que ele se posicionasse em defesa da comitiva. Ele não se manifestou oficialmente. O chanceler foi indicado para o cargo por Olavo de Carvalho, de quem é um fiel seguidor.

Na quinta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia se encontrado com o embaixador da China para discutir investimentos do país asiático no Brasil. Na próxima semana, Bolsonaro viaja para o Fórum Mundial de Davos e está previsto um encontro com o presidente da China. “Quero ver se o Olavo de Carvalho vai chamar Bolsonaro de comunista”, disse Teixeira.

Fonte: Uol

“ESCRITURA CONSAGRADA” – O “evangelho” do sucesso no atacado e varejo segundo Mateus

As Escrituras Sagradas contam, no Novo Testamento, a história de um certo publicano, coletor de impostos, por nome Mateus que, ao ouvir o chamado de Jesus Cristo, o seguiu e se transformou em um dos seus doze discípulos. Quase dois mil anos depois, um certo empresário e ex-garimpeiro de nome Ilson Mateus, dono de um dos maiores grupos do setor de atacado e varejo do Brasil, teria seus negócios envolvidos em benefícios exclusivos, no que diz respeito a redução de impostos e condições tributárias especiais patrocinadas pelo Governo do Estado do Maranhão.

Ilson Mateus falou de sua trajetória empresarial ao longo de 32 anos.


Diante de tantas especulações neste sentido, na tarde desta quinta-feira (17), Ilson Mateus reuniu a imprensa para uma coletiva, em seu QG localizado no bairro da Cohama. O empresário apresentou sua história de vida empreendedora ao longo de 32 anos. Ele falou dos desafios superados, das metas alcançadas e como o Grupo Mateus se transformou no 5° maior do ranking nacional no segmento varejista.

Em números, o empresário disse que o seu conglomerado é formado 97 lojas, 10 Centros de Distribuição, três indústrias de alimentos, com atuação nos estados do Maranhão, Pará e Piauí. Na explanação, Ilson Mateus contou que o grupo gera 24 mil empregos diretos, teve um faturamento de R$ 7 bilhões no exercício de 2017 e que proporcionou aos cofres públicos 32 milhões de reais, com pagamento de ICMS, somente no mês de dezembro do ano passado. Para o futuro, segundo Mateus, o grupo tem projeto de expansão para 350 novas lojas com outros 24 mil postos de trabalho.

Ilson Mateus foi firme ao dizer que nunca recebeu benefícios diferenciados do governo e que mantém somente relações institucionais com os órgãos estatais. O empresário contou que a fórmula do sucesso de seus negócios estão alicerçadas no trabalho e investimentos em tecnologia, logística e pessoal. Ele fez questão de citar uma frase de efeito, dando maior conotação ao segmento atacadista. “Somos uma empresa de logística que, por acaso, tem supermercados”.

Ainda em sua explanação, Ilson Mateus falou da competitividade no setor em nível nacional e que por isso, passou a investir pesado para não ser “engolido” pelos gigantes do setor, como ocorreu em outras praças. Ele também disse está sendo injustiçado, pelo fato de ser rotulado como o responsável pela crise financeira sofrida pelo seu concorrente, o Supermercados Maciel. O empresário chegou a pedir ajuda de todos, especialmente da imprensa, para desfazer esse mal entendido, mesmo porque essa situação está causando desconforto na imagem do grupo.

Este editor do blog Hora Extra perguntou ao empresário Ilson Mateus se a fórmula defendida por ele para combater a concorrência dos grandes grupos nacionais que pretendem expandir seus negócios no Maranhão e se a implantação dos Supermercados Camino em bairros da periferia de São Luís, não teriam provocado um efeito colateral, “quebrando” pequenas redes locais como Silmar, Carone e Maciel. Como um bom coletor de perguntas, Mateus respondeu que, “quem não acompanhar a evolução tecnológica, trabalhar de sol a sol, conquistar e manter o crédito junto aos grandes fornecedores e instituições financeiras, sem esquecer de valorizar colaboradores e atender a exigência dos consumidores, só tem um destino: a falência.”

O empresário Ilson Mateus “fechou” sua explanação aos presentes com mais uma frase de efeito: “Acredito na força do trabalho e na justiça divina”. Uma coisa ficou bem definida neste encontro: as redes sociais, de certa forma, sucumbiram a imagem instutucional de uma das maiores redes supermercadistas do país. O titular do grupo, por sua vez, tentou provar por A mais B, que nenhum simples mortal consegue transformar água em vinho da noite pro dia, pois o “camino” é estreito e cheio de obstáculos. Portanto, tem que trabalhar muito. (Mateus 17:01.19)

Empresário se diz injustiçado no caso do Supermercado Maciel e pediu o apoio de todos