AÇÃO E HABITAÇÃO – Joãozinho Pavão abre inscrições para 90 casas do Minha Casa, Minha Vida em Santa Helena

A Prefeitura de Santa Helena, na gestão do prefeito Joãozinho Pavão, abriu as inscrições para o processo seletivo dos Residenciais Geny Lobato I e Geny Lobato II, que contarão com 90 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida.

Prefeito de Santa Helena, Joãozinho Pavão

As inscrições são gratuitas e seguem até o dia 22 de setembro, exclusivamente pela Internet. Podem participar famílias inscritas no CadÚnico do município, com renda de até R$ 3.200, que não possuam imóvel próprio e nunca tenham sido beneficiadas por programas habitacionais, conforme os critérios do edital.

Para quem não possui acesso à Internet ou precisa de auxílio, a Prefeitura disponibilizou atendimento nos CRAS São Braz e Morada Nova.

“Estamos trabalhando para que mais famílias de Santa Helena tenham a oportunidade de realizar o sonho da casa própria. É um trabalho feito com responsabilidade e pensando, principalmente, em quem mais precisa”, destacou Joãozinho Pavão.

A iniciativa reforça o trabalho da gestão de Joãozinho Pavão na área habitacional e social, ampliando oportunidades e levando mais dignidade e qualidade de vida às famílias helenenses.

FIRME NA FIEMA – Orleans Brandão defende novos investimentos industriais e aponta Margem Equatorial e ZPE como motores para o desenvolvimento

O candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), defendeu a atração de novas indústrias e o avanço de projetos estruturantes para promover mais desenvolvimento e ampliar a geração de emprego e renda no estado. Durante o “Encontro com Candidatos a Governador”, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) e pelo Centro das Indústrias do Estado do Maranhão (CIEMA), nesta terça-feira (15), em São Luís, ele apontou a exploração da Margem Equatorial e a implantação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Bacabeira como duas das principais oportunidades para impulsionar a economia maranhense.

Ao apresentar suas propostas ao setor industrial, Orleans destacou a ampliação da infraestrutura portuária, ferroviária, rodoviária e aeroportuária, a criação de novos terminais de grãos e contêineres, os investimentos em portos secos e a qualificação da mão de obra local. Segundo ele, essas iniciativas permitirão ao Maranhão atrair mais empresas, aumentar as exportações e aproveitar sua posição logística estratégica.

“A Margem Equatorial tem de ser uma das pautas mais importantes para o desenvolvimento do Maranhão. Só no estado temos duas bacias, a Pará-Maranhão e a de Barreirinhas, com grande potencial para a produção de petróleo e gás. Tenho conversado com deputados federais e senadores sobre esse tema e quero incentivar esse projeto, respeitando todos os critérios técnicos e ambientais”, afirmou.

Outro macroprojeto destacado pelo emedebista foi a ZPE de Bacabeira. Orleans ressaltou que o empreendimento poderá atrair empresas voltadas ao mercado internacional, fortalecer a industrialização e abrir milhares de oportunidades de trabalho. Para garantir que os empregos beneficiem prioritariamente os maranhenses, ele assumiu o compromisso de ampliar a oferta de cursos técnicos e profissionalizantes.

Nesse contexto, Orleans afirmou que pretende levar o modelo de ensino em tempo integral a 50% das escolas estaduais nos primeiros quatro anos de governo, além de instalar escolas cívico-militares em todas as regionais. “Precisamos preparar os nossos jovens para as oportunidades que serão criadas. Os grandes investimentos precisam vir acompanhados da capacitação da mão de obra local, para que o emprego e a renda permaneçam no Maranhão”, declarou.

Logística

Na área de logística, o candidato assegurou que dará continuidade à ampliação do Porto do Itaqui, que em 2025 apresentou um número recorde de 36,8 milhões de toneladas movimentadas. Orleans citou a profundidade do porto e sua localização privilegiada como diferenciais para ampliar a participação do Maranhão no comércio exterior.

Ele informou, ainda, que há estudos para novos terminais de grãos no modelo do Tegram e, em uma segunda etapa, para terminais de contêineres destinados ao escoamento e ao recebimento de mercadorias de mercados como China e Oriente Médio. Também defendeu melhorias na infraestrutura ferroviária e investimentos nos portos, como já vêm sendo criados em Caxias e Davinópolis.

“Com a ZPE em pleno funcionamento, precisaremos avançar nesses investimentos, porque o Maranhão viverá uma oportunidade única de aumentar ainda mais suas exportações. Vamos preparar a nossa infraestrutura portuária, ferroviária e rodoviária para dar suporte a esse novo momento econômico”, acrescentou.

Orleans lembrou que o Porto do Itaqui está apto a realizar, inclusive, a exportação de animais vivos e relacionou essa possibilidade à conquista do reconhecimento do Maranhão como zona livre de febre aftosa sem vacinação.

Na infraestrutura aeroportuária, anunciou a intenção de viabilizar novos aeroportos em cidades estratégicas para o turismo, como Carolina.

Como exemplo do potencial de atração de grandes empreendimentos, o candidato citou a unidade da Inpasa instalada em Balsas. A biorrefinaria de etanol de grãos recebeu investimento de R$ 2,5 bilhões, gerou cerca de 3 mil postos de trabalho durante a construção e contratou aproximadamente 500 profissionais para sua operação, com prioridade para a mão de obra local.

Agronegócio

Orleans também defendeu o fortalecimento do agronegócio, apontado por ele como um dos responsáveis pelo crescimento econômico do estado. Em 2025, a economia do Maranhão cresceu 4% em 2025, desempenho superior ao registrado pelo Brasil, de 2,3%, e à estimativa de crescimento do Nordeste, de 2,5%. Para o candidato, o desafio agora é integrar a produção agropecuária à indústria, à logística e ao comércio, agregando valor aos produtos e gerando mais empregos.

“O Maranhão tem um potencial gigantesco. Vamos incentivar toda essa engrenagem, apoiar o agronegócio, a agricultura familiar, as grandes indústrias e os pequenos e médios negócios. Nosso objetivo é fazer o estado crescer ainda mais, gerando emprego, renda e oportunidades em todas as regiões”, enfatizou.

Empreendedorismo

Questionado sobre o fortalecimento das pequenas e médias empresas, Orleans classificou o empreendedorismo como vital para a economia. Entre as medidas defendidas por ele estão a ampliação do microcrédito, a desburocratização dos processos de abertura de empresas, a qualificação profissional e a continuidade do Programa Juro Zero.

Ele destacou que o Maranhão alcançou, em 2025, a marca de 30 mil novas empresas abertas, mas reconheceu que os empreendedores ainda enfrentam entraves burocráticos. Como proposta para os jovens empreendedores, ele comentou sobre o programa desenvolvido pelo pelo Governo do Estado, que oferta microcrédito de até R$ 30 mil, com juros subsidiados e carência de um ano para o início do pagamento, além do fortalecimento do Programa Jovem Empreendedor, iniciativas que ele pretende ampliar.

“Acredito no jovem e na sua capacidade de empreender e administrar. Vamos oferecer crédito, capacitação e condições para que ele possa montar a própria empresa, fazer negócios e gerar novas oportunidades”, disse Orleans, ao acrescentar que também pretende ampliar o programa ‘Empreende Mulher’ e outras políticas destinadas aos pequenos negócios.

Na área de ciência e inovação, ele destacou os investimentos estaduais em pesquisa e tecnologia e assumiu o compromisso de aproximar instituições de ensino, setor produtivo e poder público para aumentar a competitividade da indústria maranhense.

Saneamento básico

Ao tratar do saneamento, Orleans citou a construção de estações de tratamento de água e esgoto em municípios como Itapecuru-Mirim, Viana e Trizidela do Vale. Ele também informou que, por meio de parceria com o Governo Federal e do Novo PAC, o Maranhão deverá receber cerca de R$ 500 milhões, a partir de 2027, para ampliar os serviços de saneamento, incluindo ações destinadas à melhoria da balneabilidade das praias de São Luís.

“A nossa proposta é levar água boa e de qualidade às torneiras de todos os maranhenses. Saneamento é saúde, qualidade de vida, preservação ambiental e também desenvolvimento econômico”, concluiu.

DIAGNÓSTICO PRECISO – Dr. Joel segue com sua candidatura a deputado federal mais bem definida do que nunca

Simples, dinâmica, abrangente e contagiante! É desse jeito que o candidato a deputado federal Dr. Joel (PSD) segue com seu projeto político-eleitoral rumo ao Congresso Nacional, em Brasília. Com perfil técnico e dom comunitário nato, o ex-secretário de Saúde de São Luís vem ampliando sua popularidade entre a Grande Ilha, Baixada Maranhense e Litoral Ocidental do estado.

Dr. Joel entre o povo e com o povo

Sua promissora agenda envolve encontros com lideranças políticas, caminhadas, carreatas e motociatas, em diversas cidades do interior maranhense. Outra atividade merecedora de destaque é o corpo a corpo com pessoas de todas as faixas etárias, por onde o médico cardiologista tem passado.

O diagnóstico dessas ações é a convicção da vitória nas urnas, atestada pelo próprio Dr. Joel, que, confiante e com pés no chão, acredita piamente que a vontade popular o conduzirá à Câmara Federal.

ARTIGO – A grande crise brasileira – (*Pedro Simon)

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, lutando por um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado Federal, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Pedro Simon, ex-senador da República

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo. Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional. Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem respon sabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.
Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República — mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar. As investigações em torno do escândalo do Banco Master, o embate público entre ministros do Supremo Tribunal Federal, a dúvida lançada sobre a isenção do próprio procurador-geral da República e o conturbado afastamento do comando da Polícia Federal expuseram, aos olhos de todo o país, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos três Poderes da República.
Foi no Senado que passei trinta e dois dos meus sessenta anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado Federal, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do Supremo Tribunal Federal por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da Mesa Diretora, sem parecer e sem votação. Em toda a nossa história democrática , nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um Poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.
As ações que tomarmos a seguir definirão os rumos do país pelas próximas décadas. Rogo que o Supremo, no julgamento desta terça-feira, dia 15 de setembro, tenha condições de conduzir um julgamento aberto, público e transparente. O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o procurador-geral da República, diante das dúvidas lançadas sobre sua isenção, não participe do julgamento; que o Supremo retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; qu e todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.
Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só Poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

*Pedro Simon – Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura.  

A GALOPE – Apesar do “fufoco” da corrida, Fufuca já coloca um pé dentro do Senado

A maneira despojada como André Fufuca (PP) está conduzindo sua campanha eleitoral para o Senado Federal começa a render resultados galopantes. Não por acaso, seu desempenho o coloca numa segunda posição em intenção de voto para a chamada Casa Alta, segundo pesquisa IPPI Pesquisas e Consultorias, divulgada nesta terça-feira (15).

André Fufuca: desempenho a galope

Neste novo levantamento, André Fufuca alcança 25,2% da preferência do eleitor, ficando atrás apenas de Roseana Sarney (MDB), que tem 35, 5%. Em junho, o mesmo IPPI mostrou Fufuca com 12,5% das intenções. Já no mês de julho o candidato ampliou seus números para 15,4% e em agosto saltou para 23,1% das intenções, de acordo com levantamentos do mesmo Instituto.

Portanto, esses saltos seguidos e crescentes colocam André Fufuca no páreo com um pé dentro do Senado Federal. Mesmo porque são duas vagas na exaustiva “corrida senatorial” que estão em jogo.

O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MA-09665/2026, com dados coletados entre 10 e 14 de setembro de 2026. A pesquisa ouviu 1.500 entrevistados, apresentando margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

TERRA FIRME – Câmara aprova Nova Lei de Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo de São Luís

Na manhã desta terça-feira (15), a Câmara Municipal de São Luís concluiu a apreciação e aprovou, em segunda votação e redação final, o Projeto de Lei Nº 0077/2026, que atualiza a Lei de Zoneamento, Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo da capital. Antes de alcançar 21 votos favoráveis dos vereadores, com um voto contrário às emendas e uma abstenção, a proposta tramitou por diversas etapas de votação técnica e regimental. O processo deliberativo teve início com a votação nominal dos pareceres das quatro Comissões Técnicas da Casa Legislativa envolvidas na análise do projeto. Os relatórios haviam sido lidos na sessão ordinária anterior, na segunda-feira (14).

Vista aérea da cidade de São Luís com o Rio Anil ao Centro (Foto Reprodução)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) analisou 133 emendas sob os aspectos constitucional, legal e de técnica legislativa, emitindo parecer favorável a todas as proposições. O Plenário aprovou o parecer da CCJ com apenas dois votos contrários: dos vereadores Douglas Pinto (PSD) e do Coletivo Nós (PT).

Em seguida, os parlamentares aprovaram os pareceres apresentados pelas demais Comissões Temáticas: Comissão de Mobilidade Urbana, Uso e Ocupação do Solo e Regulação Fundiária; Comissão de Orçamento, Finanças, Obras Públicas, Planejamento Urbano e Patrimônio Municipal; e Comissão de Meio Ambiente e Assuntos Portuários.

Votação das emendas

Concluída a apreciação dos pareceres, o Plenário avançou para a votação das emendas. Os parlamentares optaram por organizar a votação em dois blocos: um com as emendas aprovadas pelas Comissões e outro reunindo as emendas rejeitadas em ao menos um dos colegiados. O Plenário seguiu a orientação técnica dos pareceres e aprovou o bloco de emendas favoráveis, rejeitando o conjunto de propostas que haviam recebido pelo menos um parecer desfavorável.

Em votação separada, uma emenda aditiva apresentada pelo vereador Beto Castro (Avante) foi apreciada em destaque e aprovada pela maioria dos parlamentares. A proposição aborda o planejamento adequado do solo urbano, estabelecendo novas diretrizes para o beneficiamento de asfalto (processo industrial de produção, reciclagem ou tratamento de massas asfálticas) e a infraestrutura da capital.

Votação final

Ao término da apreciação das emendas, a Mesa Diretora conduziu a votação em segundo turno e redação final da nova Lei de Zoneamento. O Projeto de Lei Nº 0077/2026 foi aprovado com 21 votos favoráveis e um voto contrário.

Durante os debates, o vereador Douglas Pinto (PSD) manifestou apoio ao texto-base original enviado pelo Executivo Municipal, mas posicionou-se contra as diversas alterações introduzidas pelas emendas parlamentares. Ele foi o único parlamentar presente a votar contra o texto final do projeto. “O meu voto é contra as emendas e, como eu votei na primeira votação, é a favor apenas do texto original e contra todas as emendas”, enfatizou Douglas Pinto.

Já o mandato do Coletivo Nós (PT) optou por se retirar do Plenário e não participou da votação em segundo turno, registrando discordância quanto à metodologia de votação das emendas em bloco.

Ressaltando a importância do avanço e a urgência na atualização da norma, o vereador Octávio Soeiro (PSB) destacou que os benefícios da nova lei superam eventuais riscos e enfatizou o impacto do projeto para o futuro da capital. “Hoje São Luís sofre com diversas sequelas, mas o benefício de votar essa Lei de Zoneamento, ele é muito maior do que o risco, porque São Luís tá engessada desde 92. O voto favorável é um voto não só para mapear as zonas da nossa cidade, é um voto para aqueles que residem e que residirão em nossa cidade, meus filhos, meus netos, enfim. Talvez nem impactará para as nossas vidas, mas impactará para as vidas futuras, para aqueles que sonham com uma São Luís ainda mais desenvolvida e ordenada no seu instrumento de planejamento urbano”, defendeu Octávio Soeiro.

LITERATURA – 19ª Feira do Livro de São Luís acontece na Praça Maria Aragão de 18 a 27 de setembro

A Praça Maria Aragão será transformada na Cidade do Livro a partir desta sexta-feira (18), com a abertura da 19ª Feira do Livro de São Luís (FeliS). Até o dia 27 de setembro, o espaço receberá leitores, escritores, livreiros, expositores e famílias em dez dias de programação dedicada à literatura, à cultura e à valorização dos autores maranhenses e nacionais.

A edição deste ano contará com 40 livreiros e 10 sebos, além de 100 lançamentos de livros. A programação inclui mesas, palestras, oficinas, contação de histórias e atividades voltadas ao público infantil, que terá programação diária. A feira também contará com o Café Literário/Casa do Escritor Maranhense, o Auditório Padre João Mohana e espaços destinados aos expositores da economia criativa.

Com destaque para a literatura maranhense, a FeliS promoverá o contato do público com autores, obras e referências literárias ligadas ao Maranhão. O patrono desta edição será Humberto de Campos e os homenageados são Mata Roma e Antônio Lobo. Durante os dez dias de evento, a feira também terá ações voltadas para estudantes e professores da rede municipal de ensino de São Luís, com a ampliação do vale-livro, que este ano chegará a 17 mil.

A programação foi organizada para reunir diferentes públicos em torno dos livros e da literatura. Crianças, famílias, estudantes, professores, escritores e leitores terão acesso a atividades ao longo dos dez dias de feira, que segue até 27 de setembro na Praça Maria Aragão.

CHAPA 4 – Professor Walter Canales é o mais votado na eleição para reitor da Uema

A Universidade Estadual do Maranhão (Uema), por meio da Comissão Eleitoral, divulgou, nessa segunda-feira (14), o resultado da eleição para os cargos de reitor e vice-reitor da instituição para o período de 2027 a 2030. A Chapa 4, formada pelos professores Walter Canales Sant’ana e Paulo Henrique Aragão Catunda, ficou em primeiro lugar, com 8.028 votos.

Professores Walter Canales Sant’ana e Paulo Henrique Aragão Catunda

A votação foi realizada das 8h às 20h, por meio do sistema eletrônico da universidade. Do total de votos, 22.563 foram de discentes, 2.929 de docentes e 1.385 de servidores técnico-administrativos. Entre os votos recebidos pela Chapa 4, foram 6.480 de estudantes, 1.048 de docentes e 500 de técnicos-administrativos.
Considerando a soma ponderada normalizada, utilizada no processo eleitoral, a Chapa 4 alcançou 0,813, o maior resultado entre as quatro candidaturas. As demais chapas registraram resultados de 0,593, 0,587 e 0,336, respectivamente.
Com o resultado, as chapas 4, 2 e 3 passam a integrar a Lista Tríplice, que será encaminhada para a escolha do reitor e do vice-reitor da Uema pelo governador do Maranhão, Carlos Brandão.
A Comissão Eleitoral, responsável pela condução do processo para a composição da Lista Tríplice, divulgou o resultado com base nas regras estabelecidas pela Resolução nº 363/2022-CAD/Uema e pela Portaria nº 602/2026-GR/Uema.
Novos cursos e investimentos
Durante o primeiro ciclo da gestão dos professores Walter Canales e Paulo Catunda, iniciado em 2023, a Uema ampliou sua atuação no Maranhão, com a criação de 35 novos cursos de graduação, sendo 28 no interior, e a oferta de 14,3 mil vagas no vestibular até 2025. O período também foi marcado pela expansão das políticas de permanência estudantil, com mais de 1 milhão de refeições servidas no Restaurante Universitário e mais de 2,2 mil concessões de auxílios, bolsas e apoios; pelo fortalecimento da pesquisa e da pós-graduação, que alcançou a marca histórica de mais de mil estudantes matriculados; e por investimentos em infraestrutura, com mais de 30 obras, reformas e ampliações concluídas nos campi entre 2024 e 2025.
Sobre os gestores
Walter Canales é engenheiro civil e administrador, professor adjunto de Engenharia Civil na Uema, com doutorado em Infraestrutura de Transportes pela USP e mais de 20 anos de experiência em gestão universitária. Paulo Henrique Aragão Catunda é agrônomo, professor adjunto de Economia Rural na Uema, com doutorado em Produção Vegetal pela UENF e trajetória focada em extensão universitária, apoio estudantil e pesquisa em produção vegetal.

IMPERATRIZ – Gaeco realiza operação contra desvios de mais de R$ 600 milhões em verbas públicas

O Ministério Público do Estado do Maranhão deflagrou, nesta terça-feira, 15, a Operação Faenerator, que cumpriu mandados e buscas e apreensão contra investigados pela prática de agiotagem, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra a Administração Pública. As diligências foram realizadas em Imperatriz, João Lisboa e Buritirana, incluindo residências, sedes de empresas e propriedades rurais relacionadas aos investigados.

Além das buscas e apreensões, decisão judicial autorizou bloqueio e indisponibilidade de bens e valores de até R$ 621.455.220,00.

A ação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do MPMA (Gaeco) – Núcleo Regional de Imperatriz, com apoio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil (Seic), da Polícia Militar e da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (Caei). A atividade é respaldada em decisão da Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados.

Quanto aos bloqueios patrimoniais, incluem-se ativos financeiros, imóveis, veículos, aeronaves, embarcações e outros bens, bem como autorização para extração e análise de dados dos dispositivos eletrônicos apreendidos.

OPERAÇÃO

A Operação Faenerator é resultado do aprofundamento e do cruzamento de elementos reunidos com as operações Regalo, Timoneiro e Pavimentum, realizadas anteriormente pelo Gaeco para apurar irregularidades envolvendo recursos públicos e empresas contratadas no âmbito da Secretaria Municipal de Infraestrutura de Imperatriz (Sinfra).

Os alvos fazem parte de um núcleo financeiro suspeito de atuar no financiamento de empresas envolvidas em contratos e obras públicas no Município de Imperatriz, inclusive empreiteiras anteriormente investigadas por desvios de recursos da Sinfra. Elementos indicam que a prática dos delitos acontece, pelo menos, desde 2017.

De acordo com as investigações, o grupo fornecia recursos aos empresários por meio de empréstimos com cobrança de juros e, paralelamente, utilizava pessoas físicas, empresas e diferentes operações financeiras e patrimoniais para ocultar e dissimular a origem e a circulação dos valores.

Os dados e provas colhidas apontam que o grupo, além de fornecer de forma sistemática capital a empreiteiros locais por meio da agiotagem, também participava de mecanismos destinados à ocultação e lavagem de recursos de origem ilícita.

MÉTODO UTILIZADO

Empreiteiras procuravam o grupo quando necessitavam de disponibilidade imediata de recursos para iniciar obras, manter o fluxo de caixa ou cumprir compromissos financeiros. O capital era concedido sem garantias formalmente constituídas, mediante cobrança de juros que variavam entre 3,5% e 4% ao mês, além de encargos calculados em caso de atraso. Como garantia, eram utilizados cheques e notas promissórias que permaneciam fora do sistema bancário e funcionavam como instrumentos físicos de controle das dívidas.

A investigação identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a atividade econômica declarada por algumas das empresas relacionadas ao grupo. Em um dos casos, uma clínica odontológica declarou faturamento médio mensal de aproximadamente R$ 13 mil; no entanto, movimentou R$ 143,8 milhões entre 2019 e 2024.

Dentre os mecanismos destinados a dificultar o rastreamento dos recursos, estão a utilização de transferências bancárias, PIX, depósitos fracionados, contas de passagem, pessoas interpostas e saques em espécie.

A lavagem de dinheiro também inclui a reinserção de valores na economia formal com a aquisição e comercialização de bens móveis, incluindo carros de luxo e veículos pesados, aeronaves, helicópteros, embarcações e imóveis rurais. As apurações também apontam pagamentos de obrigações de natureza pessoal relacionadas a agentes públicos e Pessoas Expostas Politicamente (PEPs).

FAENERATOR

O nome da operação deriva do termo latino faenerator, que significa “agiota” ou “usurário”, em referência à pessoa que empresta dinheiro mediante a cobrança de juros. (CCOM-MPMA)

COM APOIO DA PREFEITURA – 3ª Etapa Raposa da Copa da Ilha de Caiaques 2026 acontece neste sábado (19)

As atenções do esporte náutico na Região Metropolitana de São Luís estão voltadas para a realização da 3ª Etapa Raposa da Copa da Ilha 2026 de Caiaques e VAA. O evento acontece neste sábado (19), a partir das 8h30, no Porto do Braga, na cidade de Raposa, e deve reunir atletas e apreciadores dessa contagiante modalidade esportiva.

Com realização da Associação de Canoagem do Maranhão (Ascama) e da Federação Maranhense de Canoagem (FMC), a Copa da Ilha 2026 – 3ª Etapa Raposa conta com total apoio da Prefeitura de Raposa. Órgãos municipais, como as secretarias de Esporte, Turismo, Cultura e Comunicação, estarão dando todo o suporte para a cobertura do evento.

Equipes da Guarda Municipal, do Corpo de Salva-Vidas, agentes de trânsito e agentes de saúde estarão se revezando no sentido de garantir a segurança dos atletas e do público que se fará presente. A determinação do prefeito Eudes Barros é garantir uma estrutura adequada para que Raposa entre, em definitivo, na rota e no calendário dos esportes náuticos da Ilha de São Luís.

Vale destacar que as inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas por meio do link disponível no perfil @canoagemmaranhao.