O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou em proposta de delação apresentada à Procuradoria Geral da República que pagou R$ 30 milhões ao Instituto Lula para ajudar a financiar um filme do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em troca, o ex-banqueiro tentou acessar fundos de pensão controlados por petistas. O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto intermediou as negociações. As informações são do jornalista Robson Bonin, da Veja.

Lula, o filme que virou documento (Foto: Reprodução)
Segundo a reportagem, a PGR não avançou com a proposta de Vorcaro. A revista Veja afirma que a Procuradoria alegou que não havia provas, já que os pagamentos ao Instituto Lula foram feitos em dinheiro vivo.
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A PGR afirmou em nota que as negociações para uma colaboração de Vorcaro “foram sempre mediadas por advogados contratados pelo investigado” e que não houve “depoimento oral” ou “qualquer intermediação direta” do ex-banqueiro com representantes da Procuradoria.
Em nota, a campanha de Lula se manifestou nesta sexta-feira (9). Disse ser “estarrecedor” que a revista publique uma reportagem com “acusações gravíssimas sem apresentar uma única prova”. Chamou o texto de “irresponsável”.
De acordo com a Veja, Vorcaro afirmou à PGR que para que ele tivesse seu credenciamento aprovado junto aos fundos de pensão do Banco do Brasil, Caixa Asset e Previ, deveria fazer um pagamento em dinheiro de “aproximadamente R$ 30 milhões para cobrir despesas de um documentário no exterior que estava sendo gravado sobre o Lula, e pagamento de valores ao Instituto Lula”.
O filme é “Lula” (2024). dirigido por Oliver Stone. A reportagem afirma que, segundo o fundador do Master, Vaccari exigiu uma taxa de 10% de tudo o que o Master captasse junto aos fundos. A expectativa era que, se a operação desse certo, o PT conseguiria R$ 1 bilhão e o então banqueiro, R$ 9 bilhões.
As informações são do site Poder360.
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