Nem bem foi nomeado oficialmente, o futuro ministro da Justiça, Flávio Dino já anda se atrapalhando na formação da equipe de sua pasta. Sem ter o cuidado de analisar currículos e, mais focado nos holofotes da mídia nacional, o ex-governador do Maranhão e senador eleito pelo PSB demonstra sinais de que não sabe recrutar auxiliares.

Flávio Dino, futuro ministro da Justiça (Foto Reprodução)
Na segunda-feira, 19, Dino anunciou Edmar Camata como futuro diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Só que 24 horas após o anúncio, devido aos bombardeios contra o nome de Camata, rotulado como apoiador da operação Lava Jato e defensor da prisão de Lula, Dino o “destituiu do cargo”.
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Logo em seguida, ainda no processo de recrutamento, o futuro ministro da Justiça anunciou o nome do coronel PMSP Nivaldo César Restivo, para a Secretaria Nacional de Políticas Penais, o que deixou Flávio Dino numa verdadeira saia-justa. Isso porque o oficial da PM de São Paulo foi um dos comandantes da operação conhecida como “Massacre do Carandiru”, ação policial que culminou com a morte de 111 detentos dentro do presídio paulista, que inclusive virou “filme de terror”.
Alguém tem que avisar Flávio Dino que a Esplanada dos Ministérios , em Brasília não é a Avenida Pedro II, em São Luís.
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