Em tempos de campanha eleitoral, candidatos agem sempre com o mesmo modus operandi. Andanças por ruas esburacadas da periferia das cidades, onde o esgoto corre a céu aberto e a poeira sobe na proporção das pisadas no chão quente.
Esta rotina vivida e convivida diariamente por boa parte da população mais carente, passa a ser a “realidade” de postulantes a cargos eletivos, durante os dias que antecedem a eleição. Todos querendo provar que são pessoas simples e que conhecem a dura realidade do povão. Portanto, para eles, todo “sacrificio” vale a pena.
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E vale! Desde os tapinhas nas costas, abraços e apertos de mão no eleitor, passando até mesmo pelos beijos em crianças suadas e com catarro escorrendo pelo nariz. Tudo isso vale a pena, principalmente, agora que o álcool em gel pode ser usado sem “efeito colateral”.
Depois de tudo isso, quem vencer pode abrir a champanhe, comprar o terno novo pra posse e depois se instalar em seu gabinete climatizado, trancafiado para não ser perturbado por este mesmo povão pé de chinelo. E tudo com direito a mordomias, agendas, assessores de salto alto e puxadores de saco.
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