Até o final da década de 1980, a cidade de São Luís dispunha de apenas cinco edifícios com oito ou mais pavimentos. Destes, somente dois eram residenciais, no caso o Caiçara, na Rua Grande e o São Marcos, na Avenida Getúlio Vargas. As outras três edificações verticais, o João Goulart, que abrigava o Banco do Brasil; o Banco do Estado do Maranhão; e o Ministério da Fazenda, atualmente sediam, respectivamente, organismos públicos estadual (Vice-Governadoria), municipal (Semfaz) e Receita Federal.

Vista aérea da orla de São Luís
Da década de 1990 para cá, muita coisa mudou no aspecto urbano e paisagístico da capital maranhense, essencialmente na expansão imobiliária. Dezenas de prédios residenciais e comerciais com até quinze andares foram erguidos em São Luís, com mais efervescência para a chamada área nobre da cidade.
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É nesse espaço urbano encravado entre os bairros do Calhau, Renascença, São Francisco e Ponta d’Aareia, seguindo até a Lagoa da Jansen e a Península, que está um contingente eleitoral que pode fazer a diferença para determinado candidato ao Governo do Maranhão. Nessa mesma nesga de terra cravejada de prédios residenciais por todos os lados mora o titular do voto da chamada elite maranhense.
São cidadãos que gozam de moradia digna, mais mobilidade, urbanismo, infraestrutura, e que, não necessariamente, carecem de transporte público, muito menos de favores estatais em áreas sensíveis como saúde e educação. Esse eleitor, que pouco depende ou sofre com as mazelas públicas, fará valer o seu direito/dever do votar, fazendo a diferença quantitativa a favor de quem for mais parecido com seu jeito luxuoso de ser.
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