O relógio público da Praça João Lisboa, no Centro Histórico de São Luís, foi instalado pela primeira vez em 1942. A colocação ocorreu durante o mandato do interventor federal Paulo Ramos, integrando um plano de remodelação urbana do espaço público na capital maranhense.

Relógio da Praça João Lisboa mostra confusão de horários (Foto: PAULO CARUÁ)
O tempo passou, o equipamento foi substituído diversas vezes, mas hoje, em vez de orientar, faz com que transeuntes se percam no tempo. Isso porque seu formato quadrilátero apresenta quatro horários diferentes, de acordo com o prisma do observador.
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Convém lembrar que, em 2020, portanto, 78 anos após a primeira instalação, um novo relógio foi fincado no “coração” de São Luís. Com ele, veio uma ampla requalificação do eixo Praça João Lisboa–Largo do Carmo, abrangendo também a Rua Grande, a Rua de Nazaré e a Rua do Egito.
A revitalização do espaço foi fruto da parceria entre a gestão do então prefeito Edivaldo Holanda Júnior e o Governo Federal, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Caixas coletoras da drenagem da Praça João Lisboa sem tampas (Foto: Joel Jacintho)
Por falta de manutenção, o logradouro hoje sofre com galerias de águas pluviais tomadas por lixo, calçamento desprendido, lampiões quebrados e iluminação precária, além da jardinagem seca. Um descaso por parte do poder público municipal, visto diariamente por moradores e visitantes da cidade e testemunhado pelo jornalista, escritor e historiador João Francisco Lisboa sob “forma estática”.
Um tradicional monumento cultural e arquitetônico que se perde no tempo, simplesmente por falta de orientação sobre a hora certa…
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