A eleição para reitor e vice-reitor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) já começa envolta em polêmica. O Edital nº 001/2026, publicado em 20 de julho, no período de férias acadêmicas, concede apenas sete dias corridos para inscrições de chapas (até 27 de julho), um prazo considerado exíguo para a articulação de candidaturas.

Pórtico da Universidade Estadual do Maranhão (Uema)
A principal denúncia, levantada, segundo informações que chegam ao blog Hora Extra, é a contradição entre as normas da instituição de ensino superior. Enquanto o Estatuto da UEMA exige o afastamento de ocupantes de cargos em comissão 90 dias antes da eleição, o edital permite que eles permaneçam em suas funções durante a disputa. Além disso, a data da eleição (14 de setembro) foi aprovada pelo Conselho Universitário (CONSUN) por apenas 14 votos a 13, em uma reunião que ocorreu sem a presença de representantes estudantis.
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A Comissão Eleitoral, responsável por organizar e apurar o pleito, também é alvo de questionamentos. A indicação dos representantes dos alunos foi feita por uma pró-reitoria da própria administração, e não pelos estudantes, devido à ausência deles no CONSUN. Outro ponto crítico é que o edital atribui à própria Comissão Eleitoral o julgamento de recursos contra o resultado, enquanto o regimento da UEMA prevê que essa instância final seja o CONSUN.
Por fim, a realização da votação por sistema eletrônico da própria universidade gera dúvidas sobre a garantia do sigilo do voto. Não há descrição técnica clara de como a identidade do eleitor será separada do voto registrado, o que poderá sugerir interpelações sobre a lisura do processo.
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