ELAS POR ELAS – Feministas silenciam sobre sessão de tortura de “dondoca” contra empregada doméstica

Pouco ou quase nada foi dito por grupos feministas em defesa da empregada doméstica que foi torturada, em “cárcere privado”, por uma empresária de Paço do Lumiar, município situado na Ilha de São Luís. O caso tem repercussão nacional, mas no arquipélago maranhense, entidades voltadas para proteção e defesa da mulher, por enquanto, seguem de forma tímida.

Agressora e agredida (Foto: Reprodução/ portal g1ma)

A vítima  que está grávida, relatou detalhes sobre a forma como as agressões aconteceram, conforme recorte de reportagem publicada pelo portal g1ma. Confira.

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Casa dos parafusos

Três semanas após ser agredida pela ex-patroa, a empregada doméstica de 19 anos ainda se recupera dos traumas emocionais causados pela violência. A jovem registrou um boletim de ocorrência relatando que foi espancada pela empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, após ter sido acusada de roubar joias. A jovem afirmou que tentou evitar que os golpes atingissem a barriga. A Polícia Civil investiga o caso.

As agressões aconteceram em 17 de abril, na casa onde a vítima trabalhava, no município de Paço do Lumiar, na Grande São Luís. A jovem contou que aceitou o trabalho como empregada doméstica para comprar o enxoval do bebê, com um contrato de apenas um mês.

A jovem relatou que foi agredida com puxões de cabelo, socos e murros, além de ter sido derrubada no chão. Grávida de cinco meses, a jovem disse que, durante as agressões, tentou proteger a barriga.

“Começou com puxões de cabelo. Eu fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros… foi sem parar. Eles não se importavam”, disse a vítima.

Depois de mais de uma hora de procura, a joia que a empresária alegou que a vítima havia roubado foi encontrada no cesto de roupa suja da residência. Grávida de cinco meses, a jovem disse que, mesmo assim, as agressões continuaram.

“Eu, graças a Deus, não levei nenhum chute, porque fiquei protegendo minha barriga o tempo todo, mas o restante do corpo ficou todo marcado”, relatou.

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MarcPeças Axixá

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