No início da década de 1990, o então prefeito de São Luís, Jackson Kleper Lago anunciou e construiu o Residencial da Jansen, núcleo habitacional com cerca de duzentas casas. Os imóveis erguidos na região da Ilhinha, no São Francisco, foram direcionados para famílias que “moravam” em situação crítica, em palafitas erguidas sobre a Lagoa da Jansen, na capital maranhense.

Palafitas erguidas às margens do rio Anil (Foto: redes sociais)
Este foi o mais amplo, abrangente e único programa habitacional realizado por um prefeito em toda história de São Luís. Além de moradia digna para milhares de pessoas, as palafitas foram demolidas e o espelho d’água passou a ser visto como um futuro cartão-postal da cidade, como de fato se transformou.
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De lá pra cá, pouco ou quase nada foi feito para proporcionar moradia digna para famílias carentes da capital maranhense, a exceção do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, do Governo Federal, cujos critérios prioritários para contemplação de inquilinos deixam dúvidas. Basta verificar que nesses diversos conjuntos de casas ou apartamentos o “padrão” de grande parte dos moradores não é tão precário assim.

Residencial Mato Grosso: quatro mil casas para São Luís
Precário mesmo é a forma como estão enfileiradas há mais de uma década, 4 mil casas no Residencial Mato Grosso, na zona rural de São Luís. Fruto do programa Minha Casa, Minha Vida, os imóveis seguem fechados, muito embora um tal sorteio tenha sido realizado pela Prefeitura de São Luís no final de 2024.
Enquanto isso, palafitas e mais palafitas são erguidas às margens dos rios Anil e Bacanga, aumentando a vulnerabilidade social de milhares de maranhenses. As improvisadas moradas refletem a realidade dos obscuros critérios adotados para o direcionamento das moradias do famigerado programa social.
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