AMNÉSIA POPULAR – A sina do esquecimento sobre quem administrou São Luís

Desde que o empresário e ex-deputado Mauro Fecury deixou a Prefeitura de São Luís, no primeiro dia de 1986, personagens emblemáticos ocuparam a principal cadeira do Palácio La Ravardière, sede do Executivo ludovicense. Nesse quadro, destaque para os saudosos ex-governadores e ex-prefeitos Jackson Kleper Lago e João Castelo Ribeiro Gonçalves.

Ex-prefeitos Edivaldo Júnior e Tadeu Palácio (Foto: Reprodução)

No entanto, entre antecessores e sucessores, também estão outros gestores eleitos pela vontade popular, muito embora com notoriedade bem reduzida. Nesse rol estão as ex-prefeitas Gardênia Ribeiro Gonçalves, que administrou a capital maranhense numa época atípica ao modelo atual, e Conceição Andrade, que, mesmo com o slogan “O poder do cidadão”, não colocou em prática essa proposta.

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Casa dos parafusos

Mais adiante, o médico oftalmologista Tadeu Palácio, com uma visão apurada, assumiu o comando da Prefeitura de São Luís, varrendo a cidade, literalmente. Com olho clínico, Tadeu transformou São Luís na capital mais limpa dos estados brasileiros.

Seu sucessor, o “tocador de obras” João Castelo, foi o único gestor municipal a contribuir com a ampliação da Avenida Litorânea, apesar das perseguições. O testemunho está eternizado sob a forma de asfalto entre o Bar Pioneiro e a ponte sobre o rio Pimenta, na praia do Caolho.

Em 2012, o eleitor da capital de todos os maranhenses trocou a “ispiriência” comprovada de Castelo pela juventude de Edivaldo Holanda Júnior, reeleito em 2016. Edivaldo foi o responsável pelo maior programa de construção de praças da história de São Luís, bem como pela revitalização de parte do Centro Histórico, em parceria com o governo federal. Enumeram-se, nesse cenário, o Complexo Deodoro – Pantheon, a Rua Grande, além do Largo do Carmo, com a Praça João Lisboa.

Tadeu Palácio e Conceição Andrade, ex-prefeitos de São Luís (Foto/Reprodução)

Acontece que a sina do esquecimento popular atingiu em cheio quatro ex-gestores ludovicenses que, à exceção de Dona Gardênia, ainda tentaram militar na política partidária. São eles Conceição Andrade, Tadeu Palácio e Edivaldo Holanda Júnior.

Certamente, esse nostálgico sinal condutor ao ostracismo pode fazer toda a diferença para o atual prefeito, Eduardo Salim Braide. Mesmo assim, a decisão de permanecer ou não no cargo é exclusiva dele.

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MarcPeças Axixá

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