Essa história de chamar a Câmara de Vereadores de São Luís de “Casa do Povo” é coisa do passado. Desde que o vereador Paulo Victor (PCdoB) assumiu o Legislativo Municipal, o que se tem observado é o distanciamento do referido poder com o povo. O excesso de regras de segurança tem sido motivo de reclamações de quem deseja adentrar no secular imóvel.

Paulo Victor, presidente da Câmara de São Luís
Sem quase ou nenhum tipo de relacionamento popular, a Câmara Municipal ludovicense virou uma espécie de “área de segurança máxima” para seus ocupantes. Desse modo, ações constrangedoras com visitantes são colocadas em prática desde a portaria do prédio. Pessoas que procuram atendimento com vereadores nos gabinetes, muitas vezes, ficam expostas ao ridículo num limitado recinto, aguardando a vez.
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Sem uma antessala adequada ou hall para recepcionar as pessoas, a exposição segue desde o momento em que o cidadão vai se identificar. Alguns dados pessoais são fornecidos em público, quase sempre sob o olhar sisudo de agentes de segurança, que, primeiramente transmitem via rádio o nome da pessoa e o setor o qual ela quer se dirigir.
Até mesmo alguns integrantes da imprensa menos conhecidos da equipe de portaria questionam a situação. “A sabatina torna-se uma espécie de passaporte para alguns membros da imprensa que desejam adentrar no imóvel para realizarem seus trabalhos”, disse um jovem jornalista que preferiu não ter seu nome citado na matéria.
Vale lembrar que há menos de um ano, o próprio presidente da Câmara, Paulo Victor anunciou que iria implantar detectores de metal nas entradas da “ex-casinha do povo”. Por outro lado, desde o fim de fevereiro, a Câmara Municipal de São Luís está sem direção na área de comunicação, fato incompreensível para um poder que deveria estar em harmonia com o povo.
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