“Ó homens, até quando tornareis a minha glória em vexame, e amareis a vaidade, e buscareis a mentira?” (Sl. 4.2)
O dia 1° de abril é tradicionalmente conhecido como Dia da Mentira. Acontece que não se deve mentir nem por brincadeira, principalmente quando o assunto é iludir pessoas dizendo está fazendo ou doando algo em quantidade e qualidade fora de lógica. Não por a caso, a mentira é um dos sete pecados capitais.
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Distribuição de peixes (Foto: Reprodução)
Durante a Semana Santa, blogs e sites, inclusive o Hora Extra, noticiaram, quase que diariamente, a distribuição de peixes realizada por órgãos públicos estaduais e municipais, sobretudo, por políticos de carreira e figuras postulantes a enveredar no mundo da política partidária, considerada por muitos sinônimo de lorota, engano ou coisa parecida.
Os números divulgados nas tantas e tantas distribuições de pescado para comunidades e famílias carentes da capital e do interior maranhense, nunca foram inferiores a cinco mil quilos ou a cinco, dez, quinze toneladas do produto. Nesse caso, o que importou foi a volumosa quantidade, mesmo que de forma fictícia. Quanto à qualidade dos peixes distribuídos, pouco se falou de forma fundamentada, a não ser quando a ideia da notícia visava somente manchar a imagem da “figura distribuídora” do pescado.
Dias antes do dia dedicado à fake news, alguns canais chegaram a divulgar que determinado político distribuiu peixe estragado para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Outras lorotas contemplaram volumes de pescado superiores ao tamanho dos carros frigoríficos e aos recipientes usados nas ações. Mais uma maneira descarada de mentir para o público em detrimento de a ou b.
Como bem está definido no último parágrafo de um artigo encaminhado a este Blog Hora Extra, por um renomado pastor da Igreja Presbiteriana, “Meia verdade é uma mentira completa“.
E repare que a figura do coelhinho da páscoa não foi citada nesta matéria do dia 1° de abril!
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