Faltam sete meses para as eleições municipais, e na medida que o certame se aproxima, a política partidária começa a esquentar igual a fogo em monturo. E assim, acordos e conchavos são feitos na surdina em favor de determinada pré-candidatura, na medida que o tempo passa.
Em São Luís, setores bem posicionados na política partidária dão conta que, figuras mais ligadas ao ainda chamado “dinismo” iniciaram uma mega articulação em prol do deputado federal Duarte Júnior (PSB), pré-candidato a prefeito. Já foi dito, inclusive, que o vice-governador Felipe Camarão (PT) vai ser o coordenador da campanha “duartista” com o suporte político do deputado Márcio Jerry (PCdoB), não por mera coincidência, ambos alinhadíssimos com o ex-governador e atual ministro do STF, Flávio Dino.
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Por outro lado, no dia 6 de dezembro do ano passado, o governador Carlos Brandão (PSB) disse em entrevista ao jornal O Globo que estaria neutro nas eleições municipais de 2024. “Existe a possibilidade de que eu não participe da eleição. Na maioria dos municípios, eu tenho os grupos políticos ao meu lado. Então, será que vale a pena? Dos 42 deputados estaduais, 42 me apoiam. Então para que eu vou entrar em uma briga dessa? Prefiro fazer parceria com aqueles que ganharem“, declarou na ocasião, o governador.
No entanto, essa declaração não deve ser considerada como a palavra final de Carlos Brandão, principal personagem política do Maranhão. Inclusive, jornalistas bem situados noticiaram que Camarão vai tocar a campanha de Duarte na capital para Brandão ficar à vontade em movimentações no interior do estado.
Acontece que em nível de São Luís, partidos e políticos alinhados com o governador sinalizam apoio ao prefeito Eduardo Braide (PSD), que buscará a reeleição. E nesse caso, não cabe a neutralidade de Carlos Brandão, que supostamente poderá ficar entre a luz e a escada na troca da lâmpada ou melhor, do lado…
…Para não dizer entre a cruz e a espada.
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