Bacabeira, cidade situada na Região Metropolitana de São Luís, com seus quase 29 anos de fundação, certamente é o município maranhense que mais viveu de sonhos. Mesmo antes de sua emancipação em 10 de novembro de 1994, moradores da pequena cidade continental mais próxima, por via rodoviária, da capital São Luís, já se deleitavam com projetos econômicos, que nunca foram, na prática, realizados.

Bacabeira: sonhando à beira do campo (Foto/Reprodução)
E falta de infraestrutura viária nunca foi problema para Bacabeira, mesmo porque o município é contemplado com duas rodovias federais (BR-402 e BR-135), além de duas ferrovias, a Transnordestina e a São Luís/Carajás. Água, energia elétrica e mão-de-obra também não seriam problema. A questão mesmo é falta de compromisso do poder público com o Maranhão e sua gente, pelo menos, por enquanto.
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Em Bacabeira, projetos como a Metalmam, que, menos mal, depois deu lugar à Maranhão Ferro Gusa S/A (Margusa) e um polo de confecções denominado Kao I, que dias depois desalinhou de vez, numa precária parceria entre governo estadual e empresários chineses, não passaram de puro engodo. Isso sem contar com o maior golpe socioeconômico sofrido por Bacabeira e região, que foi a implantação da Refinaria Premium da Petrobras, projeto anunciado por Lula, Dilma Rousseff, Roseana Sarney e Edison Lobão, às vesperas das eleições de 2010, que não saiu da pedra fundamental e terraplanagem.
Resta agora, em 2023, que o Maranhão, em especial a população bacabeirense, volte a acreditar no novo projeto que será instalado no município de Bacabeira. A Zona de Processamento de Exportação (ZPE), anunciada ontem pelo governador Carlos Brandão, após missão em Brasília, onde esteve com sua comitiva cumprindo extensa agenda com o vice-presidente Geraldo Alckmin e setores do governo federal.
Enquanto isso, Bacabeira e seus pouco mais de 17 mil moradores, sonham à beira do campo. Do Campo de Perizes…
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