A falta de segurança no “braço” da rodovia BR-135, no trecho entre a Vila Maranhão e o Porto do Itaqui, em São Luís, principalmente durante a noite, tem tirado o sono de caminhoneiros e carreteiros, literalmente. Tudo porque bandidos aproveitam a lentidão dos veículos pesados, quando passam pelos diversos quebra-molas existentes na pista para agir, de forma inusitada.

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Com a redução da velocidade das carretas e caminhões carregados de soja, milho e fertilizantes, elementos sobem nos veículos e destravam as tampas das carrocerias e assim, grande quantidade de grãos acaba caindo na pista. Em seguida, outros indivíduos que se posicionam às margens da rodovia, ficam incumbidos de juntar e recolher os produtos do asfalto para depois vender clandestinamente.

Os “piratas do asfalto”, como são chamados esses elementos, agem em bando e aproveitam o horário noturno, pois não existe patrulhamento policial na BR-135 ou mesmo nas comunidades situadas às margens da estrada. Os caminhoneiros dizem que por muitas vezes os bandos fazem ameaças e agem com violência, por isso, de acordo com estes profissionais, o melhor mesmo é seguir viagem e assumir os prejuízos.
Ainda de acordo com motoristas, por diversas vezes a Polícia Militar é acionada em pedido de socorro, mas as rondas acontecem somente durante o dia. “A solução para coibir esses roubos de parte das cargas seria a instalação de um posto policial permanente na Vila Maranhão e firmar uma parceria da PM com a PRF para garantir rondas policiais durante a noite e assim, proporcionar segurança para todos”, reforça um caminhoneiro que não quis ser identificado.

Esta ação criminosa acontece com mais frequência neste período do ano, quando a safra de grãos é colhida na região sul do estado e grande parte segue transportada por carretas para o Porto do Itaqui, em São Luís.
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