TÁ RUÇO – “Putin da vida”, presidente autoriza envio de tropas russas para evitar “traumatismo ucrâniano”

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, autorizou o envio de militares russos para “manter a paz” nas regiões separatistas da Ucrânia em um decreto assinado nesta segunda-feira (21).

Ativistas pró-Rússia reagem em rua de Donetsk (REUTERS/Alexander Ermochenko)

O documento, divulgado pela agência estatal RIA, foi assinado no mesmo momento em que Putin oficializava o reconhecimento da independência de Donetsk e Luhansk.

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Casa dos parafusos

O mesmo decreto foi assinado também para Luhansk.

Com a decisão de Putin, o processo de paz no leste da Ucrânia, onde um conflito entre forças do governo e separatistas apoiados por Moscou já matou pelo menos 15 mil pessoas, poderá ser minado.

Reunião de emergência do Conselho de Segurança

Os Estados Unidos e seus aliados pediram que o Conselho de Segurança da ONU se reúna em caráter de urgência nesta segunda-feira (21) depois que a Rússia reconheceu a independência da Ucrânia de dois territórios separatistas, segundo informações das agências de notícias.

Os países solicitantes, que se baseiam em uma carta da Ucrânia à ONU, inclui, entre outros, França, Reino Unido e Albânia, segundo as fontes.

Será a presidência rotativa do Conselho, ocupada atualmente pela Rússia, que deverá agendar a reunião.

Como começou a disputa naquela região?

Rússia e Ucrânia têm relações ruins desde a chegada ao poder em Kiev, em 2014, dos setores pró-Ocidente, após a revolta da praça Maidan, que foi seguida pela anexação da península ucraniana da Crimeia pelos russos e o conflito com os separatistas no leste, na região conhecida como Donbass, onde ficam Donetsk e Luhansk.

A Ucrânia e os ocidentais acusam Moscou de apoiar militarmente os separatistas, algo que a Rússia nega. Moscou chegou a emitir passaportes para centenas de milhares de residentes de Donbass.

Os acordos de paz de Minsk, assinados em fevereiro de 2015, tornaram possível reduzir significativamente os confrontos, mas eles continuam desde então, ainda que em ritmo reduzido. Os acordos preveem a reunificação de ambas as regiões com a Ucrânia, mas com Kiev concedendo ampla autonomia às duas regiões.

(Do Portal G1)

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MarcPeças APAE Axixá

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