Como dizia o saudoso João Castelo Ribeiro Gonçalves, ex-governador do Maranhão e ex-prefeito de São Luís, “na política até boi voa”. E quando não voa, há quem faça promessas dos ares ou do “mundo da lua”, quando o assunto é campanha eleitoral, ocasião em que grupos políticos medem forças em busca do poder.

Imagem reproduzida via Kamaleao.com
Além da prometida “Ponte 4° Centenário”, que não saiu do discurso, a então governadora Roseana Sarney, candidata a reeleição em 2010, prometeu integrar os quatro municípios situados na Ilha de São Luís por meio de um pomposo corredor viário chamado de “Avenida Metropolitana”.
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A extensa avenida, dentro do seu projeto eleitoreiro, teria 26,5 quilômetros e interligaria as cidades de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. A Avenida Metropolitana “nasceria” na altura do Km-0 da BR-135, próximo ao Aeroporto Marechal Cunha Machado e seguiria ao retorno do Alphavile, na MA-204, com 21,44 quilômetros. Seu traçado deveria passar por quatro bairros: São Raimundo, Cidade Olímpica, Cidade Operária e Maiobão. O segundo trecho da via, de 5,20 quilômetros, seguiria da rotatória da Forquilha até a Via Expressa, no bairro Maranhão Novo, na capital.
Em seu formato, a “Metropolitana” teria oito faixas de tráfego, um corredor exclusivo para ônibus (ida e volta) e era para interligar outras quatro vias: Estradas de Ribamar e da Maioba (Beira-Rio) e avenidas dos Holandeses e Hilton Rodrigues (Araçagy), com opção de corredor de acesso à Raposa. Os recursos para a grandiosa obra, na ordem de R$ 818 milhões, seriam provenientes do Orçamento Geral da União, por meio de financiamento (empréstimo) e contrapartidas do Governo do Estado.
Tudo não passou de um sonho, depois de “um novo tempo”, quando Roseana Sarney esteve de “volta ao trabalho”.
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