Salvo engano, na campanha eleitoral de 2010, a então governadora do Maranhão, Roseana Sarney, num sobrevoo pela Ilha de São Luís, a bordo de um helicóptero, fez uma promessa, literalmente, das alturas. Candidata à reeleição a chefe do Executivo não exitou em prometer a construção de uma ponte sobre o Rio Anil que se chamaria Quarto Centenário, numa alusão aos 400 anos que a cidade de São Luís completaria em 2012.

Ponte 4° Centenário não saiu da promessa de campanha eleitoral (Imagem Reprodução-Kamaleão.com)
De acordo com a promessa de campanha, o Elevado sairia das proximidades do Iate Clube, na Ponta D’areia e chegaria até ao Aterro do Bacanga, na região central da capital maranhense. De lá a ponte seguiria em direção ao Sítio Tamancão, na área Itaqui-Bacanga. A ideia seria desafogar a carga de trânsito de veículos na ponte do São Francisco e na Barragem do Bacanga.
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No entanto, tudo não passou de conversa. Reeleita governadora na ocasião, Roseana improvisou o sugestivo nome “4° Centenário” para “rebatizar” a avenida construída por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC do Rio Anil) do Governo Federal. Esta via que margeia o rio Anil, por meio de projeto apresentado na época na Assembleia Legislativa do Maranhão, deveria ser chamada de Avenida Governador Jackson Lago.
Já na campanha eleitoral de 2018 foi a vez do governador Flávio Dino, então candidato a reeleição, fazer sua promessa que até hoje não saiu do discurso de “palanque eletrônico”. Dino prometeu construir a “Rodovia dos Presidentes”, que deveria ligar o município de Presidente Vargas, na região norte maranhense, à cidade de Presidente Juscelino, na Região do Munim. A ideia do projeto seria desafogar a carga do tráfego de veículos na rodovia BR-135, assim como integrar mais de uma dezena de municípios maranhenses, por meio da estrada que até hoje não foi construída.
Nesta quarta-feira (09), circulou nas redes sociais, um vídeo assinado pelo senador Roberto Rocha, exibindo o projeto de uma ponte com 2,7 Km de extensão que, deverá ligar o bairro São Francisco ao Anjo da Guarda. O pior de tudo é que não souberam “batizar” o elevado, visto que, geograficamente falando, não se pode falar de ponte em direção ao Anjo da Guarda. Bem que o projeto poderia ter sido chamado de “Ponte da Ponta D’areia à Ponta do Bonfim” e ponto final.
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