Não vai ser pelo cumprimento de cronograma de obras viárias e de mobilidade urbana que o Governo do Maranhão alcançará Nota 10 no “questionário popular”. Pelo menos três grandes frentes de trabalho se arrastam há quase quatro anos, consumindo tubos de dinheiro e sem nenhuma previsão de serem concluídas e entregues à população.

Trecho do prolongamento da Avenida Litorânea (Foto Reprodução)
No interior do estado, mais precisamente na Baixada Maranhense, a ponte que deverá ligar os municípios de Central do Maranhão à Bequimão, considera de suma importância econômica e social para a região se arrasta desde 2017. Estima-se que já foram despejados no que será o elevado sobre o Rio Pericumã, algo em torno de 57 milhões de reais.
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Já na Ilha de São Luís, duas grandes obras também sob a responsabilidade do governo estadual se confundem e tudo leva a pensar que se perderam no tempo. O atraso no prazo de entrega do prolongamento da Avenida Litorânea, trecho de pouco mais de 2Km entre as praias do Calhau e Olho D’água parece estar sendo visto como normal aos olhos dos parlamentares estaduais que nada dizem sobre o entediante caso. Vale lembrar que no primeiro momento, este “novo trecho” da Litorânea foi anunciado para ser entregue na festa virada de ano de 2019 para 2020.
Seguindo no sentido Olho D’água para o bairro Araçagy, a famigerada obra de implantação do BRT já consumiu rios de dinheiro, recebeu aditivos, sofreu alterações em sua finalidade e quebrou dezenas de comerciantes instalados na Estrada do Aracagy. E tudo foi idealizado para receber o Bus Rapid Transit (BRT) que não será mais instalado neste caminho que une São Luís, Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar.
Convém dizer que trata-se de uma importante obra, considerada de grande relevância para a mobilidade interurbana entre os quatro municípios situados no arquipélago de Upaon-Açu. Porém, parte do que já foi feito está se desmanchando em meio às fortes chuvas comuns nesta época do ano.
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