Diagnóstico e tratamento precoces aumentam as chances de cura para mais de 90% e favorecem melhores resultados estéticos
Férias escolares, às vezes do trabalho também, descanso à vista, viagem agendada, piscina limpa, diversão em espaços abertos… Dezembro está aí com todos seus atrativos, mas, também, com situações de alta exposição ao sol e raios ultravioletas.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É por isso que a campanha do Dezembro Laranja vem para alertar as pessoas sobre os perigos de sair para espaço abertos sem a devida proteção contra o sol e, o mais importante: a prevenção ao câncer de pele.
Olha os números
Para se ter uma ideia, cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil são de câncer de pele, a maioria do tipo não-melanoma. Apenas 3% são da variação mais grave da doença, o tipo melanoma.
O melanoma é mais grave porque é bem mais agressivo e tem alta possibilidade das células cancerígenas se alastrarem para outros órgãos do corpo, a chamada metástase.
Prevenir é melhor do que remediar
Vamos ao checklist da proteção:
– Filtro solar de FPS 30, no mínimo
– Guarda-chuvas e sombrinhas no dia a dia; guarda-sol, tendas e barracas na praia
– Roupas, chapéus e óculos de sol com proteção UV
– Não se exponha ao sol entre as 10 e 16 horas
– Renove o filtro solar a cada 2 horas ou toda vez que sair da água
– Use o filtro solar mesmo se o tempo estiver nublado
Fatores de risco
“Os principais fatores de risco são a alta exposição ao sol, principalmente na infância e adolescência, algumas doenças cutâneas prévias, pessoas de pele e olhos claros, além de histórico pessoal ou familiar de câncer de pele. Esses grupos são mais propensos a desenvolverem o câncer de pele, então, precisam redobrar os cuidados”, explica Ana Caroline Fonseca Alves, médica oncologista da Oncoradium São Luís, centro especializado em tratamento de câncer.
Sinais e sintomas
O câncer de pele pode ser dividido em dois tipos: o melanoma e o não-melanoma.
Menos frequente, o melanoma é caracterizado por pintas escuras na pele que crescem de tamanho, tem bordas irregulares e podem ser acompanhadas de coceira e descamação.
“Esse tipo é o mais perigoso por causa do alto risco de metástase, então descobrir logo no início é fundamental para a recuperação do paciente. Felizmente, nos últimos anos, houve grandes avanços no tratamento dessa doença, com a introdução de novos medicamentos como os imunoterápicos e terapia-alvo, possibilitando melhora na sobrevida desses pacientes”, destaca a médica.
O tipo não-melanoma é o mais comum e tem as chances de cura mais altas, superiores a 90% quando a doença é identificada logo no início. Atinge principalmente as orelhas, pescoço, braços e rosto, basicamente as áreas que ficam expostas à radiação UV por mais tempo.
“Por isso, é fundamental que a aplicação do protetor solar cubra todas essas regiões que ficam expostas ao sol”, frisa Ana Caroline.
Estimativa
O Instituto Nacional do Câncer – INCA estimou para 2020 o aparecimento de 176.930 novos casos do câncer de pele do tipo não melanoma – 93.160 em mulheres e 83.770 em homens. Em 2018, 1.358 homens e 971 mulheres morreram vítimas da doença.
No Maranhão, a previsão é de 2.290 novos casos da doença em 2020, 520 deles na capital São Luís.
Como tratar?
O médico oncologista decidirá a melhor abordagem para combater a doença. “A cirurgia é o tratamento mais indicado para ambos os tipos de câncer, podendo ser complementado com radioterapia, quimioterapia, além de outras estratégias”, pontua a oncologista.
Imagem: https://sanicorpus.com.br/
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
