O crescimento acentuado de casos confirmados do coronavírus na cidade de São Luís, inclusive com óbitos, fez com que as autoridades sanitárias ligassem o ‘sinal de alerta’. Já são quase 400 pessoas infectadas e o número de mortos já chegou a três dezenas. Soma-se a esse quadro, pessoas vitimadas pelo H1N1 em toda Região Metropolitana.

Quatro municípios integram a Ilha de São Luís (Reprodução)
Um levantamento feito pelo Ministério da Saúde, colocou São Luís entre as doze capitais brasileiras em situação de emergência, visto que os casos confirmados do covid-19 estão acima da média nacional. Além de São Luís, as duas outras capitais insulares – Vitória-ES e Florianópolis-SC – também fazem parte desta preocupante realidade.
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Inicialmente, imaginava-se que, por estar situada em uma ilha, a cidade de São Luís poderia ter um controle mais eficaz da pandemia, pois são apenas uma entrada por meio rodoviário e outra através de ferrovia, sendo os demais acessos por vias marítima e aérea. Mas não é bem assim. Apesar das barreiras montadas na rodovia BR-135 e da redução das travessias de ferry-boats, além do cancelamento de voos domésticos e de viagens dos trens de passageiros da Vale, o coronavírus aportou em vários bairros da capital maranhense.
Para piorar a situação, no arquipélago de Upaon-Açu estão situados, além da cidade de São Luís, três outros municípios – São José de Ribamar, com 35 casos; Paço do Lumiar, com 16 e Raposa com 3 casos do covid-19. Na capital, o coronavírus tem mais registros em bairros nobres como Calhau, Renascença e Ponta D’Areia.
Vale destacar que o total de habitantes de toda Ilha de São Luís ultrapassa a casa de 1,5 milhão, segundo dados do IBGE. Isso é quase o dobro da soma da população de Vitória e de Florianópolis. Soma-se a esses fatores, a desvantagem em termos de infraestrutura sanitária e médica. Portanto, motivos de sobra para os governantes, agora, acenderem o “farol de alerta”.
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