A 6ª edição literária da Escola Superior do Ministério Público (ESMP Literária) promove, na terça-feira (27), mais um debate jurídico. O tema é extraído da obra literária ‘A FLOR VERMELHA – Ensaio Biográfico sobre Celso Magalhães – (1849-1879)‘, livro de autoria do historiador Yuri Costa, que estará participando como debatedor no evento, assim como a Dra. Elimar Figueiredo de Almeida e Silva, Procuradora-Geral de Justiça (1990-1994) .
O evento é gratuito, ´terá certificação de 4hs e iniciará às 16h00 no auditório do Centro Cultural do Ministério Público, localizado na Rua Oswaldo Cruz, Centro de São Luís. Como mediador do debate o Promotor de Justiça Márcio Thadeu Silva Marques, diretor do Centro Cultural do Ministério Público do Maranhão e da Escola Superior do Ministério Público.
O livro de autoria de Yuri Costa, retrata a trajetória do patrono do Ministério Público do Maranhão, Celso Magalhães (nascido no povoado de Descanso – Penalva, então município de Viana) que mesmo sem as garantias funcionais dos Promotores de Justiça de hoje, processou uma dama da alta sociedade, em pleno período escravagista, por tortura e pela morte do menino escravizado Inocêncio, de oito anos, no chamado “Caso da Baronesa”. Após a absolvição da dama, por duas vezes, Celso Magalhães foi demitido pelo esposo da acusada, Presidente da Província “a bem do serviço público”, em evidente retaliação.
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Yuri Costa fez um ensaio bibliográfico sobre o patrono do MPMA. Este ano, completa 140 anos de falecimento e se comemora 170 anos de nascimento de Celso Magalhães, que aliás, empresta o seu nome para uma importante via pública do Centro de São Luís. A debatedora do evento, Dra. Elimar Figueiredo é do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM) e ex-procuradora-geral de justiça. É de sua autoria a inclusão na Lei Orgânica do MPMA a indicação de Celso Magalhães como patrono do Ministério Público do Maranhão.
Também sobre Celso Magalhães, o escritor Jomar Moraes publicou em “Celso, Flor de Nossa gente“. (Juris Itinera, Revista do Ministério Público do Estado do Maranhão. Sioge – 1993):
“Eis um nome da vida cultural maranhense cuja evocação, a par de nos possibilitar a admiração de uma personalidade vigorosa e afirmativa, de um espírito inquieto, indagador e sensível, deixa-nos a certeza de que, com esses altos dotes, conviveu o homem que, fiel ao cumprimento de seus deveres, deixou-nos um dos mais edificantes exemplos de correção moral”
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