A palavra “esgoto” (no plural), nunca deveria ter saído da nomenclatura da Caema. Ou pelo menos, em vez da antiga ‘Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão’, poderia ser agora “Companhia de Mágoas e Desgostos do Maranhão”.
Não se pode conceber que uma empresa dessa, rotulada como estatal, responsável pelo fornecimento de água potável e pela captação e tratamento de esgoto sanitário da cidade de São Luís continue maltratando a população ludovicense num serviço essencial como esse.
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Unidade da Caema (Reprodução)
Mudam os governos, os chefes, os diretores, o logotipo, e mudam até os caciques e índios, mas o péssimo serviço da Caema continua o mesmo. Bueiros estourados em vias públicas e o esgoto correndo a céu aberto; estações de tratamento de esgoto funcionando “meia-boca”; e enormes caixas d’água vazias, uma, inclusive, servindo apenas de painel publicitário para ações governamentais.
Para piorar a situação, cerca de 80 bairros da capital maranhense, neste mês de junho, ficaram desabastecidos de água potável por mais de dez dias seguidos. Em alguns locais da cidade, o fornecimento continua interrompido e em outros, a água até chegou nas torneiras, porém numa coloração amarelada, mais parecida com fezes em estado líquido.
Portanto, é isso! Os mais de 1 milhão e 200 mil habitantes de São Luís do Maranhão, para ter água potável e de forma sistemática em suas casas, precisam comprar o líquido precioso em carros pipa, colher água da biqueira ou perfurar poços artesianos no quintal. E tem outro detalhe: sem o direito de tomar banho de mar, pois todas as praias da capital estão sem condições de balneabilidade, por causa do esgoto despejado in natura, por ineficiência da Caema.
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