Nesta quarta-feira (19), o ministro da Justiça, Sérgio Moro foi sabatinado sobre mensagens publicadas no site The Intercept, por um colegiado da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. Entre os 40 que participaram do interrogatório, estava o senador pelo Maranhão, Weverton Rocha (PDT), que de forma apimentada, teceu duras críticas e fez perguntas abastecidas de insinuações grosseiras ao ex-juiz, que muitos apontam ter sido o responsável pela condenação e prisão do ex-presidente Lula.

Senador Weverton Rocha tentou abater o ministro Sérgio Moro durante a sabatina (Foto Reprodução – Internet)
Com repercussão na mídia nacional, a participação de Weverton na audiência do Senado Federal soou como “indigesta” para muitos que se dizem contra o senador maranhense. Alguns chegaram a desdenhar da sua presença e atuação como questionador de um renomado ex-juiz federal, pois para esses críticos, o pedetista tem um passado obscuro e cheio de broncas, principalmente, quando esteve como secretário de estado, no governo Jackson Lago.
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Na sabatina, porém, Sérgio Moro saiu-se de forma firme e contundente e disse não ter apego a cargos públicos e que não tem nada a esconder sobre as conversas atribuídas a ele e a procuradores da Operação Lava Jato. O ministro afirmou não ter medo da divulgação de novos diálogos e desafiou o site a divulgar “tudo de uma vez”.
Quanto ao senador Weverton Rocha, sua participação bastante ácida e venenosa, repercutida nacionalmente, é um direito que lhe foi conquistado de forma democrática. Em 2018 foi eleito senador em primeiro plano, com exatos 1.997.450 votos, o que presenta 35,02% da soma de votos válidos. Aliás, Weverton, no pleito do ano passado, obteve mais votos que o próprio governador Flávio Dino (PCdoB), seu aliado de todas as horas (pelo menos, por enquanto), que foi reeleito com apenas 1.867.396 sufrágios.
Resumindo: o senador Weverton Rocha (mesmo que ele não aceite o sobrenome) está ocupando esse cargo em Brasília, representando o Maranhão até 2026, pela vontade popular, não importando a forma como seus quase dois milhões de votos foram conquistados. E ponto final.
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