Não fosse a falta de recursos e falta de vergonha da administração municipal de São Luís, o Estádio Nhozinho Santos, se estivesse em condições de uso para partidas de futebol, hoje seria a salvação para mandos de jogos do Sampaio Corrêa pela Série B do Campeonato Brasileiro.
Palco de grandes embates envolvendo jogos de campeonatos estaduais e nacionais, o ‘Municipal’, infelizmente, está fechado e sem previsão de ser reaberto para jogos oficiais de futebol. Tudo por conta do descaso da Secretaria Municipal de Desportos e Lazer – SEMDEL, que ganhou esse status tão-somente para servir de cabide de empregos.
Tendo como titular o jovem desconhecido Ramnon Amin e sem dinheiro para pelo menos cuidar da limpeza das praças esportivas de responsabilidade do município, o órgão não consegue parcerias ou convênios para revitalizar o Nhozinho Santos.
Há cerca de dois anos foi realizada pela Prefeitura de São Luís uma reforma “meia boca” no Municipal que envolveu volumosas cifras, mas o que se viu de concreto, foi apenas pintura de suas marquises numa cor avermelhada. Somente isso.
A falta de iluminação, gramado sem condições de uso e problemas em sua estrutura hidráulica, sanitária e de drenagem foram os motivos que fizeram seus gestores fecharem os portões desta que já foi considerada a mais charmosa praça esportiva da Ilha de São Luís.
Caso estivesse em condições normais e com seus laudos técnicos atualizados, o Nhozinho Santos seria o melhor local para abrigar jogos do Sampaio pela Série B. Competição que o Tricolor Maranhense ocupa a amarga penúltima posição e sofre sério risco de descer para a Série C.
Com sua privilegiada localização na região central de São Luís, com facilidade de transporte coletivo para o público e com o calor da torcida que fica bem próxima do campo de jogo, o “Gigante da Vila Passos” seria uma espécie de alçapão para os adversários do Sampaio durante os jogos. Assim, a conquista de vitórias em casa, em meio a agitação dos torcedores, poderia tirar o ‘Tubarão’ da beira da praia e levá-lo de volta aos seu mar de permanência na Série B.
Mas não! O Municipal, como quase tudo que a Prefeitura de São Luís “administra”, está emperrado.
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