Claro e evidente que o governador Carlos Brandão pretende permanecer no cargo até o último dia de 2026, por motivos de conhecimento público e notório. Também é sugestivo dizer que ele está “pegando pressão de cima pra baixo” para deixar o governo em abril e assim ter condições legais para disputar uma vaga no Senado Federal.

Governador Brandão e prefeito Braide: São Luís quer a permanência dos dois
Essa situação, no entanto, pode ter um efeito avassalador para o projeto político do seu grupo, tendo em vista que assumiria em seu lugar o vice-governador “neo petista” Felipe Camarão, rotulado como adversário em potencial de Brandão. Isso significa que fora do comando estatal, Carlos Brandão, possivelmente, passará a ser apenas um postulante ao Senado, sem garantias de apoio ou coisa parecida no processo eleitoral.
Em relação a Eduardo Braide, deixar a Prefeitura de São Luís em abril para disputar o Governo do Maranhão, trata-se de uma faca de “cortar dois legumes”. Mesmo sendo dono de uma invejável popularidade no arquipélago de São Luís, com reflexos que atravessam o Estreito dos Mosquitos e enveredam por diferentes regiões do interlan, os riscos de ele ficar no vácuo da política é alto.
Isso porque, Braide terá apenas imagens do que fez em São Luís durante esses quase seis anos como prefeito. Será ainda um telhado de vidro, alvo em potencial para pedradas de seus concorrentes, que questionarão, por exemplo, sobre suas promessas e compromissos de campanha ainda não realizados.
Estando de fora dos principais palácios da capital maranhense, Brandão e Braide, em vias de regra, podem até ter a favor o verbo fazer no pretérito, mas não terão a verba no “futuro do presente”. Ambos serão apenas “exes” se é que a fajuta palavra “ex” tem plural.
Portanto, antes de qualquer decisão, Brandão e Braide devem ouvir o povo uma, duas, dez, cem e quantas vezes forem necessárias. Desde já a população de São Luís agradece!














