É razoável afirmar que o governo do Maranhão tem se empenhado em fórmulas e esforços no sentido de combater a pandemia do novo coronavírus. Medidas e mais medidas são tomadas, quase que diariamente, para evitar que o covid-19 se alastre ainda mais pelo estado, mas pelo visto, o “pequeno grande” inimigo vem, a cada dia, ampliando o seu raio de abrangência.

Flávio Dino: medidas sobre medidas (Reprodução)
Isolamento social, campanhas institucionais de orientação às pessoas, novos leitos, hospital de campanha e tudo em quanto, são ações do governo estadual no sentido de controlar a situação, porém, parece que o objetivo não vem sendo alcançado como o esperado. Pelo menos é isso que mostra o quadro da doença no estado.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

São tantas informações e decisões, que o secretário Marcos Pacheco chegou a dizer que São Luís, em termos proporcionais, é a capital dos estados brasileiros que mais realiza testes para o coronavírus e que todo paciente suspeito da doença que entra em qualquer unidade de saúde pública faz o exame. No entanto, não são poucas as pessoas que dizem o contrário, afirmando que esse tipo de teste é feito somente quando o quadro do enfermo é grave.
Quanto à atual situação da pandemia no Maranhão, depois de invadir a Ilha de São Luís pelos quatro cantos (municípios) e em alta velocidade, o coronavírus enveredou por quase 150 cidades do interior maranhense. Dados da Secretaria de Estado da Saúde – SES divulgados na noite desta quinta-feira (7) apontam quase seis mil casos confirmados e 330 óbitos em todo o estado. Uma perigosa e acentuada curva da doença, em que boa parte da população, ao que parece, segue dentro de um veículo mal dirigido.
Nesta sexta-feira (8), o governador Flávio Dino adotou novas medidas no sentido de evitar circulação e aglomeração de pessoas na Região Metropolitana de São Luís. O rodízio de veículos será adotado a partir de segunda-feira (11) para “vitaminar” o abatido lockdown que, pelo que se percebe, não está atingindo a contento, a meta prevista.
Tanto é assim, que Dino anunciou que não pretende prolongar o “fechamento total” do que não é considerado essencial cujo período expira no próximo dia 14. Até mesmo o feriado de Adesão do Maranhão à Independência será antecipado de 28 de julho para o próximo dia 15 de maio. A ideia é esvaziar as ruas da capital maranhense, pelo menos até o domingo (17), numa espécie de “feriadão sobre férias obrigadas”.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
