NEGÓCIO DA CHINA – O laboratório chinês apontado pelos EUA como local de origem do coronavírus

Apontado pelos Estados Unidos como o local de origem do novo coronavírus, o Instituto de Virologia de Wuhan, na China, estuda alguns dos patógenos mais perigosos do mundo.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, afirmou que há “uma grande quantidade de evidências” de que o vírus saiu de um laboratório nesta cidade no centro da China, onde foi detectado pela primeira vez no final de 2019.

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Casa dos parafusos

Fotografia do laboratório P4 do Instituto de Virologia de Wuhan em 17 de abril de 2020 na cidade chinesa. – AFP/Arquivos

A televisão estatal chinesa classificou as acusações como “insanas” e a Organização Mundial de Saúde (OMS) as denunciou como “especulativas” na ausência de provas.
A televisão estatal chinesa classificou as acusações como “insanas” e a Organização Mundial de Saúde (OMS) as denunciou como “especulativas” na ausência de provas.

Segundo a maioria dos pesquisadores, o coronavírus foi transmitido ao homem por um animal. Cientistas chineses indicam um mercado em Wuhan, onde animais selvagens são vendidos.

Recentemente, os pesquisadores do instituto contribuíram para uma melhor compreensão da covid-19 durante sua aparição em Wuhan.

O estudo, publicado em uma revista científica em fevereiro, conclui que a sequência do genoma do novo coronavírus é 80% semelhante à da SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) que deixou 774 mortos em todo o mundo em 2002-2003, e 96% ao coronavírus do morcego.

Ao longo dos anos, os cientistas do instituto assinaram dezenas de estudos e artigos sobre as ligações entre esses mamíferos voadores e o surgimento de doenças na China.

Segundo muitos pesquisadores, o novo coronavírus tem origem, sem dúvidas, no morcego. E acreditam que ele passou por outra espécie, o pangolim, antes de chegar ao homem.

Um fato notável é que dois pesquisadores do instituto participaram de um estudo internacional com várias universidades americanas em 2015, no qual um patógeno foi criado para analisar a ameaça de um vírus do tipo SARS.

Segundo o jornal Washington Post, a embaixada dos Estados Unidos em Pequim, após várias visitas ao instituto, alertou as autoridades americanas em 2018 sobre medidas de segurança aparentemente insuficientes no local.

O instituto disse que em 30 de dezembro recebeu amostras do vírus então desconhecido que circulava em Wuhan (e posteriormente identificado como SARS-CoV-2), obteve a sequência de seu genoma em 2 de janeiro e transmitiu essas informações para OMS no dia 11 desse mês.

O diretor do Instituto de Virologia, Yuan Zhiming, negou categoricamente em abril que seu laboratório seja a origem do novo coronavírus,

Um estudo chinês, publicado no The Lancet em janeiro, indicou que o primeiro paciente de COVID-19 conhecido não tinha ligação com esse mercado.

Segundo o professor Leo Poon, da Universidade de Hong Kong, o consenso da comunidade científica é de que o vírus não foi criado pelo homem. No entanto, pede que sua origem seja esclarecida.

“É importante em termos de saúde pública, porque queremos saber como surgiu e aprender com essa experiência”, enfatiza.

(Do site istoe.com.br)

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MarcPeças Axixá

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