O candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), defendeu a atração de novas indústrias e o avanço de projetos estruturantes para promover mais desenvolvimento e ampliar a geração de emprego e renda no estado. Durante o “Encontro com Candidatos a Governador”, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) e pelo Centro das Indústrias do Estado do Maranhão (CIEMA), nesta terça-feira (15), em São Luís, ele apontou a exploração da Margem Equatorial e a implantação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Bacabeira como duas das principais oportunidades para impulsionar a economia maranhense.

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Ao apresentar suas propostas ao setor industrial, Orleans destacou a ampliação da infraestrutura portuária, ferroviária, rodoviária e aeroportuária, a criação de novos terminais de grãos e contêineres, os investimentos em portos secos e a qualificação da mão de obra local. Segundo ele, essas iniciativas permitirão ao Maranhão atrair mais empresas, aumentar as exportações e aproveitar sua posição logística estratégica.
“A Margem Equatorial tem de ser uma das pautas mais importantes para o desenvolvimento do Maranhão. Só no estado temos duas bacias, a Pará-Maranhão e a de Barreirinhas, com grande potencial para a produção de petróleo e gás. Tenho conversado com deputados federais e senadores sobre esse tema e quero incentivar esse projeto, respeitando todos os critérios técnicos e ambientais”, afirmou.
Outro macroprojeto destacado pelo emedebista foi a ZPE de Bacabeira. Orleans ressaltou que o empreendimento poderá atrair empresas voltadas ao mercado internacional, fortalecer a industrialização e abrir milhares de oportunidades de trabalho. Para garantir que os empregos beneficiem prioritariamente os maranhenses, ele assumiu o compromisso de ampliar a oferta de cursos técnicos e profissionalizantes.
Nesse contexto, Orleans afirmou que pretende levar o modelo de ensino em tempo integral a 50% das escolas estaduais nos primeiros quatro anos de governo, além de instalar escolas cívico-militares em todas as regionais. “Precisamos preparar os nossos jovens para as oportunidades que serão criadas. Os grandes investimentos precisam vir acompanhados da capacitação da mão de obra local, para que o emprego e a renda permaneçam no Maranhão”, declarou.

Logística
Na área de logística, o candidato assegurou que dará continuidade à ampliação do Porto do Itaqui, que em 2025 apresentou um número recorde de 36,8 milhões de toneladas movimentadas. Orleans citou a profundidade do porto e sua localização privilegiada como diferenciais para ampliar a participação do Maranhão no comércio exterior.
Ele informou, ainda, que há estudos para novos terminais de grãos no modelo do Tegram e, em uma segunda etapa, para terminais de contêineres destinados ao escoamento e ao recebimento de mercadorias de mercados como China e Oriente Médio. Também defendeu melhorias na infraestrutura ferroviária e investimentos nos portos, como já vêm sendo criados em Caxias e Davinópolis.
“Com a ZPE em pleno funcionamento, precisaremos avançar nesses investimentos, porque o Maranhão viverá uma oportunidade única de aumentar ainda mais suas exportações. Vamos preparar a nossa infraestrutura portuária, ferroviária e rodoviária para dar suporte a esse novo momento econômico”, acrescentou.
Orleans lembrou que o Porto do Itaqui está apto a realizar, inclusive, a exportação de animais vivos e relacionou essa possibilidade à conquista do reconhecimento do Maranhão como zona livre de febre aftosa sem vacinação.
Na infraestrutura aeroportuária, anunciou a intenção de viabilizar novos aeroportos em cidades estratégicas para o turismo, como Carolina.
Como exemplo do potencial de atração de grandes empreendimentos, o candidato citou a unidade da Inpasa instalada em Balsas. A biorrefinaria de etanol de grãos recebeu investimento de R$ 2,5 bilhões, gerou cerca de 3 mil postos de trabalho durante a construção e contratou aproximadamente 500 profissionais para sua operação, com prioridade para a mão de obra local.

Agronegócio
Orleans também defendeu o fortalecimento do agronegócio, apontado por ele como um dos responsáveis pelo crescimento econômico do estado. Em 2025, a economia do Maranhão cresceu 4% em 2025, desempenho superior ao registrado pelo Brasil, de 2,3%, e à estimativa de crescimento do Nordeste, de 2,5%. Para o candidato, o desafio agora é integrar a produção agropecuária à indústria, à logística e ao comércio, agregando valor aos produtos e gerando mais empregos.
“O Maranhão tem um potencial gigantesco. Vamos incentivar toda essa engrenagem, apoiar o agronegócio, a agricultura familiar, as grandes indústrias e os pequenos e médios negócios. Nosso objetivo é fazer o estado crescer ainda mais, gerando emprego, renda e oportunidades em todas as regiões”, enfatizou.

Empreendedorismo
Questionado sobre o fortalecimento das pequenas e médias empresas, Orleans classificou o empreendedorismo como vital para a economia. Entre as medidas defendidas por ele estão a ampliação do microcrédito, a desburocratização dos processos de abertura de empresas, a qualificação profissional e a continuidade do Programa Juro Zero.
Ele destacou que o Maranhão alcançou, em 2025, a marca de 30 mil novas empresas abertas, mas reconheceu que os empreendedores ainda enfrentam entraves burocráticos. Como proposta para os jovens empreendedores, ele comentou sobre o programa desenvolvido pelo pelo Governo do Estado, que oferta microcrédito de até R$ 30 mil, com juros subsidiados e carência de um ano para o início do pagamento, além do fortalecimento do Programa Jovem Empreendedor, iniciativas que ele pretende ampliar.
“Acredito no jovem e na sua capacidade de empreender e administrar. Vamos oferecer crédito, capacitação e condições para que ele possa montar a própria empresa, fazer negócios e gerar novas oportunidades”, disse Orleans, ao acrescentar que também pretende ampliar o programa ‘Empreende Mulher’ e outras políticas destinadas aos pequenos negócios.
Na área de ciência e inovação, ele destacou os investimentos estaduais em pesquisa e tecnologia e assumiu o compromisso de aproximar instituições de ensino, setor produtivo e poder público para aumentar a competitividade da indústria maranhense.

Saneamento básico
Ao tratar do saneamento, Orleans citou a construção de estações de tratamento de água e esgoto em municípios como Itapecuru-Mirim, Viana e Trizidela do Vale. Ele também informou que, por meio de parceria com o Governo Federal e do Novo PAC, o Maranhão deverá receber cerca de R$ 500 milhões, a partir de 2027, para ampliar os serviços de saneamento, incluindo ações destinadas à melhoria da balneabilidade das praias de São Luís.
“A nossa proposta é levar água boa e de qualidade às torneiras de todos os maranhenses. Saneamento é saúde, qualidade de vida, preservação ambiental e também desenvolvimento econômico”, concluiu.
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