O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Nunes Marques, autorizou na sexta-feira (4) a divulgação do pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de 7 de setembro. A peça audiovisual tem 3 minutos e 43 segundo e fala sobre a celebração da independência do Brasil.

Lula com Janja no desfile oficial; Bolsonaro com Michelle também em desfile oficial (Foto: Reprodução)
Neste domingo (6), Lula da Silva, que disputa a reeleição, fez o pronunciamento à cadeia nacional de rádio e televisão. Na véspera do Dia da Independência do Brasil, o petista tratou da importância da soberania nacional –um mote de sua campanha à reeleição.
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“Não podemos baixar a cabeça diante de potências estrangeiras que querem que voltemos a ser colônia. Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”, declarou o presidente.
Lula também citou as terras-raras e os recursos naturais do país, que, segundo ele, “devem servir ao povo brasileiro” e “ser usados para produção de riqueza”. O presidente brasileiro afirmou ainda, sem citar o fim da escala 6X1, que “independência é ter mais tempo para si mesmo e para sua família”.

Lula em pronunciamento em cadeia nacional (Foto: Reprodução)
Bolsonaro não pronunciou em 2022
Em 7 de setembro de 2022, data do Bicentenário da Independência, o então presidente Jair Bolsonaro, que também buscava a reeleição, não realizou um pronunciamento formal em cadeia nacional de rádio e televisão regulamentado como mensagem institucional de governo. Em vez disso, o marco histórico foi centrado em comemorações oficiais seguidas de atos públicos com forte tom eleitoral de campanha na Esplanada dos Ministérios (Brasília) e em Copacabana (Rio de Janeiro).

Ato de Jair Boldonaro em Copacabana, Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)
Discurso em Brasília:
Na Esplanada, Bolsonaro falou a apoiadores em um trio elétrico, defendeu pautas morais e econômicas de seu governo e puxou o coro político que ficou marcado pela expressão “imbrochável”. (CNN Brasil)
Consequências jurídicas:
O aproveitamento político e o uso da estrutura dos festejos do bicentenário motivaram ações na Justiça Eleitoral, resultando posteriormente na condenação de Bolsonaro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. (CNN Brasil)
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