Um agente de portaria terceirizado afirma ter sido vítima de constrangimento após ser retirado do posto de trabalho na Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas), em São Luís. O trabalhador, Jailson Rodrigues de Moraes, de 46 anos, também denuncia uma série de problemas estruturais e administrativos que, segundo ele, afetam diariamente o funcionamento do órgão.

Jailson Rodrigues de Moraes (redes sociais)
De acordo com o relato do ex-funcionário, ele prestava serviços para a empresa terceirizada GlobalTech Brasil havia cerca de seis meses, período em que atuou como agente de portaria na sede da Semcas. Segundo informações, na quarta-feira, 24 de junho, ele recebeu a missão de orientar um novo porteiro que assumiria o posto em substituição a outro profissional.
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Após concluir o treinamento, Jailson afirma que apresentou o novo funcionário à coordenadora de Administração e Patrimônio da Semcas, Ana Caroline Santos Rego, conhecida como Carol, responsável pelo acompanhamento dos contratos de agentes de portaria e vigilantes. Segundo ele, a coordenadora agradeceu pelo trabalho realizado.
Ainda conforme o relato, ao deixar a secretaria para participar de uma sessão de fisioterapia na mão esquerda, recebeu uma ligação de um supervisor da GlobalTech informando que não retornaria mais à Semcas e que seria remanejado para uma escola localizada no bairro São Francisco.
Desconfiado da situação, Jailson procurou esclarecimentos junto ao supervisor-geral da empresa e, segundo ele, foi surpreendido com um aviso prévio de demissão. O trabalhador afirma que não recebeu explicações sobre os motivos do desligamento.
Após deixar a empresa, Jailson conta que tentou entrar em contato diversas vezes com a coordenadora da Semcas por telefone e mensagens, mas afirma que não obteve retorno. Por volta das 12h45 do mesmo dia, ele decidiu retornar à secretaria para se despedir dos colegas de trabalho.

Como não encontrou a coordenadora, foi ao banheiro e, ao sair, afirma ter sido abordado por uma vigilante da empresa Servfaz e por um porteiro recém-chegado. Segundo Jailson, naquele momento foi informado de que estava proibido de circular nas dependências da Semcas. Ele afirma que a situação lhe causou profundo constrangimento.

A vítima registrou um boletim de ocorrência (veja acima) no 7º Distrito Policial do Conjunto Habitacional Turu, em São Luís. No documento, ele relata os fatos envolvendo sua saída da secretaria, o desligamento da empresa terceirizada e o episódio em que afirma ter sido impedido de permanecer nas dependências da Semcas.
(De O Informante)
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