DE ÁS À ZEBRA – Jogo embaralhado na disputa pelo Senado Federal no Maranhão

Um dos mais tradicionais e populares jogos de mesa é o ‘Baralho’ com suas 52 cartas divididas em quatro naipes: Espadas, Copas, Ouros e Paus. Cada um desses quatro “conjuntos” possui 13 cartas: Ás (A), 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, Valete (J), Dama (Q) e Rei (K). E tem mais: muitos baralhos também incluem 2 curingas, totalizando 54 cartas.

Cartas de baralho (Foto: Reprodução)

É mais ou menos assim, que no Maranhão, está o jogo que vale duas vagas para o Senado Federal. Isso porque, na prática, nada está definido dentro os quatro principais “grupos de jogadores” que têm pré-candidato ao Governo do Estado.

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Casa dos parafusos

Na movimentação de cartas no grupo liderado pelo governador Carlos Brandão, por exemplo, que tem Orleans Brandão (MDB) como pré-candidato ao governo, só está definido, por enquanto, o nome do senador Weverton Rocha (PDT), que vai brigar pela reeleição. Sobram ainda quatro nomes para a segunda vaga, a saber: os deputados federais André Fufuca (PP); Pedro Lucas (UB); Roseana Sarney (MDB) e até Duarte Júnior (Avante).

O baralho também está indefinido no naipe do vice-governador Felipe Camarão (PT), pré-candidato a governador. Somente a senadora Eliziane Gama (PT) é carta marcada para a reeleição. Correm pelas bordas, Weverton Rocha e André Fufuca.

No grupo do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), pré-candidato ao Governo do Maranhão, as cartas estão mais embaralhadas ainda. Braide “queimou” uma jogada anunciando o nome de uma pré-candidata a vice, que “vive fora do jogo”. Em relação ao Senado Federal, por enquanto, apenas especulações sobre Duarte Júnior, Roberto Rocha (Novo), André Fufuca e até Lahésio Bonfim (Novo).

A propósito, o ainda pré-candidato a governador, Lahésio Bonfim está quase fora do jogo. Com apenas uma carta na manga, Bonfim, apesar de negar, pode descartar a corrida ao governo e jogar no Senado Federal, formando chapa majoritária com Braide. Em seguindo na atual conjuntura, Lahésio Bonfim teria como um dos pré-candidatos à “Casa Alta” o ex-senador Roberto Rocha.

Como se vê, nesse jogo não tem história de rei, dama ou valete, muito menos curinga. Às vezes, no máximo um às em época de copa que vale ouro, num embate com paus e espada nas mãos.

Enfim! Um jogo duro, que em vez de cartas, usa-se o voto dos eleitores de A à Z.

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MarcPeças Axixá

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