A alegria tomou conta do Anel Viário na noite de sábado (21), quando a Prefeitura de São Luís encerrou em grande estilo os desfiles dos blocos tradicionais do Grupo B e das escolas de samba. Comunidades de diversos bairros da capital maranhense se reuniram para celebrar a festa da cultura popular desde o cair da tarde até a madrugada. Neste domingo (21), a partir das 17h, a programação do Carnaval 2026 será encerrada oficialmente com os desfiles dos blocos tradicionais do Grupo A.

Vista aérea da Passarela do Samba de São Luís
O público lotou arquibancadas, frisas e camarotes para torcer por suas agremiações favoritas. Durante toda a programação, a Corte Momesca, formada pelo Rei Momo Waisllan Mendes, pela Rainha Priscylla Muniz, pela primeira princesa Bruna Artioli, e pela segunda princesa, Paloma Arouche, desfilou pela passarela, puxando todas as agremiações.
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Na passarela, as escolas de samba, que deram um show à parte. A primeira a cruzar a passarela foi a escola Túnel do Sacavém, fundada em 1997, e que levou para o Anel Viário uma homenagem a “Xangô”. Na sequência, a escola de samba Unidos de Fátima, do Bairro de Fátima, emocionou com um samba-enredo em homenagem aos Lençóis Maranhenses, um dos parques ecológicos mais famosos do mundo.
Em seguida, entrou a Marambaia, agremiação do Bairro de Fátima, que este ano apostou no samba-enredo alinhado ao tema “A Arte da Comunicação: dos tempos dos primórdios à interatividade virtual”. Os integrantes e carro alegóricos abordaram a evolução da comunicação humana ao longo da história.
A Turma do Quinto, por sua vez, colocou todo mundo para cantar com o tema “Na Turma do Quinto o Reggae é a Lei”, reverenciando o ritmo que é a cara do Maranhão. O samba é de autoria de Josiel Costa, Jaílson Pereira, Carlos Boniek, Vicente Melo e Arthur Santos. O enredo foi desenvolvido após uma série de rodas de conversa com pesquisadores e um extenso trabalho de campo, que resultou na sinopse utilizada pelos compositores na disputa.
Encerrando os desfiles, a atual campeã, Flor do Samba, do bairro Desterro, brilhou com o enredo “Entre o Ventre e a Flor: Mulheres, Mitos e Deusas”, arrancando aplausos do público. O enredo atravessou mitologias e realidades: de Ísis a Iemanjá, de Durga à Rainha de Sabá, de Dandara dos Palmares a Joana d’Arc, de Nefertiti às anônimas que sustentaram o mundo com braços, rezas e coragem. No desfile, cada uma delas ressurgiu não como uma presença viva, coroada em plena avenida e encerrando as apresentações com chave de ouro.

E assim, o Carnaval de Passarela segue firme atraindo e conquistando público, apesar das dificuldades financeiras das escolas de samba. A mudança no calendário oficial dos desfiles para fugir da concorrência de eventos carnavalescos na Cidade da Alegria e dos circuitos ‘Vem pro Mar’ e ‘Vem pra Madre’, além da transmissão do desfile das escolas do Rio de Janeiro, foi uma medida acertada dos organizadores do Carnaval de Passarela.
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