É preciso alguém responder até quando São Luís vai depender exclusivamente de um único modal de transporte de massa. Isso porque, desde que os bondes deixaram de circular na cidade, no final da década de 1960, usuários do transporte coletivo penam para se dirigir aos seus destinos.

Ônibus no Aterro do Bacanga
As promessas para melhorar a mobilidade urbana dos ludovicenses saíram e voltaram aos trilhos em uma única viagem entre a Choperia Kabão e o Porto da Gaby, no Aterro do Bacanga. O feito singular aconteceu por meio do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em meados de 2012, e só.
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Quatro anos mais tarde, a Agência Estadual de Mobilidade Urbana (MOB), no governo Flávio Dino, apresentou o BRT (Bus Rapid Transit), um moderno modal que deveria integrar a região metropolitana de São Luís. A Estrada do Araçagy foi escolhida para servir de passarela ao BRT entre o luxuoso condomínio Alphaville e o nobre bairro do Calhau.
Além de gastos exorbitantes para sua implantação, o BRT teria uma atuação contraditória, pois não circularia por bairros mais populares da cidade. O fiasco foi tamanho que o projeto virou alvo de críticas, denúncias e piadas, pelo fato de o BRT, ator principal, nunca ter entrado em cena.
E assim, usuários do transporte público de São Luís vivem, dia após dia, greve dos rodoviários após greve, no meio desse fogo cruzado entre o Sindicato das Empresas de Transporte Público (SET) e a SMTT (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes).
São siglas que nunca, jamais, em tempo algum foram eficientes para o transporte coletivo e para a coletividade.
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